LEITURAS CIRCULARES DE UM POETA POR DESVENDAR

LEITURAS CIRCULARES
DE UM POETA A DESVENDAR
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Oscila, Alberto. Eclode sem parar
De onde a matéria por matéria é feita.
Rasga na veia larga a fenda estreita
Do tempo que não pára de sangrar.
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Oscila o taco. A bola de bilhar
Rola na direcção mais que perfeita...
Mas corre agora, Alberto, que a suspeita
Está mesmo à beira de te ultrapassar.
*
Alberto eclode. Eu torço por Alberto
Que se contorce em vão. Visto de perto,
Alberto é sem princípio e não tem fim.
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E fico lendo Alberto, em desconcerto,
Nas páginas de um livro sempre aberto
Que se desdobra em mil dentro de mim.
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Maria João Brito de Sousa – 13.07.2018 – 19.51h
*
(na sequência de algumas leituras de poemas de Alberto Pucheu)
“Discurso”
ResponderEliminarDefenda-se, não defenda
Duvide, não acredite
A notícia está à venda
Logo a mentira permite
Permeável abre uma fenda
Provocada por uma elite
Imperturbável na sua senda
Engole quem se demite
Não se demita de duvidar
Interponha sempre recurso
No tribunal do bom senso
Permita-se nunca acreditar
Na dissonância do discurso
Quando o produzem denso.
Prof Eta
Sim, eu, por norma, duvido,
EliminarSendo exímia na defesa,
Pois diante de um arguido,
Sento-me com ele à mesa,
*
Deixo que fale de ouvido
(se o apanho, é de surpresa...),
Caso o crime, em diferido,
De mim tenha feito presa...
*
Julgamento do bom-senso
Que ocorra à porta fechada,
Depressa chega a consenso
*
Quando estou só, na bancada
Pois, se o discurso for denso,
Mais me sinto estimulada...
Maria João
Bom dia, Poeta! Cá vai com o abraço grande de todos os dias!
A saga do raio da Vida
ResponderEliminartal o "À Comboio de um Ladrão"
Voa semana
beijinhos e um bom e feliz dia
Olá, Anjo!
EliminarEsta é uma saga minha e do Soneto. Aventurámo-nos num território pós-modernista que, em tempos, já fora o meu território. Para o meu soneto é que foi uma primeira aventura
Mas já que dela saímos vivos, tens razão; é a saga do raio da vida
Beijinhos e feliz semana