REGISTO PONTUAL DE UM FUTURO NÃO TÃO IMPROVÁVEL QUANTO POSSA PARECER

António Pedro Brito de Sousa.jpeg


 


REGISTO PONTUAL DE UM FUTURO NÃO TÃO IMPROVÁVEL


QUANTO POSSA PARECER


*


 


 


Lembrar-te-ás do tempo em que os humanos,


pensando por si mesmos, concebiam


esboços de coisas qu`inda nem sabiam


que haveriam de vir, passados anos?


*


 


 


Lembrar-te-ás dos seus convictos planos,


da prática do amor, quando o sentiam,


das complicadas vestes que os cobriam,


dos danos que causaram? Quantos danos...


*


 


 


Bem sei que pode ser que não te interesse,


mas terão sido os nossos ancestrais,


segundo se acredita. Reconhece


*


 


 


Que ficaste a saber um pouco mais


sobre a espécie já extinta, ao que parece,


que, em tempos, foi matriz dos nossos pais.


*


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 08.11.2018 – 11.42h


 


 


Fotografia de António Pedro Brito de Sousa


 


 


 

Comentários

  1. “Novo surrealismo”

    Nesta vida imediata
    Vive-se de imediatismo
    Aguardo a vida transacta
    Polvilhada de surrealismo

    Não preciso marcar data
    Nem quero determinismo
    Que não se registe em acta
    Este meu inconformismo

    Nesta surreal vivência
    Sou etapa inconsistente
    Doutro ser em formação

    Essa via p’rá transcendência
    Donde brotará a consciência
    Dum mundo em alucinação.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. O Real Surrealismo do Presente

      "De um mundo em alucinação"
      Que integro contra vontade,
      Venho agora , queira ou não,
      Dizer-lhe que é bem verdade

      Que toda a evolução
      Tem sido, na realidade,
      Fruto da humana acção
      Da mão que de nós se evade...

      Somos seres instrumentais
      Que engendram coisas letais,
      C`o a melhor das intenções.

      Tristemente, nem pensámos
      Que do belo que engendrámos
      Pudessem nascer papões...

      Maria João

      Aqui vai, Poeta, com outro forte abraço

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  2. E eu que não tenho jeito nenhum para a poesia, para continuar no tema.
    É, os moldes com que nossos pais nos criaram perderam-se há muito e a gente de hoje nem acredita no que foi a vida há não muitos anos. E com a IA daqui por 50/100 anos até a atual geração, já será apenas uma lenda.
    Abraço

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    Respostas
    1. Olhe que não, Elvira. Já li vários poemas seus e considero que tem mesmo algum talento para a poesia.

      Voltando ao tema do soneto, considero que estamos a atravessar uma fase crítica da nossa caminhada evolutiva. Uma fase demasiado rápida, confusa e violenta para a maioria dos humanos. Queiramos, ou não, vamos sofrer mudanças que serão francamente notórias a variadíssimos níveis. Por enquanto, continuamos a ser os velhos Homo sapiens sapiens, mas não sei dizer-lhe exactamente o que seremos no próximo século.

      Obrigada e um abraço.

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  3. Esta malta de agora
    esqueceu o passado
    e fazem do presente Futuro
    algo magoado e atribulado de aldrabado

    Boa e feliz noite aconchegada de aqui dos Calhaus frios
    Beijinhos

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    Respostas
    1. Ui, Anjo! O futuro que vivemos no presente está mesmo todo aldrabado, tens razão.

      Noite feliz e aconchegada para ti também.

      Beijinhos

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