ESTATUETA ANTIGA DE PEQUENO PORTE
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ESTATUETA ANTIGA DE PEQUENO PORTE
*
Já fui menina. Tonta de impossíveis,
Bebi marés de sal, movi montanhas,
Moldei filhos e versos nas entranhas,
Fui-me ajustando ao nível dos desníveis.
*
Se contada, contei-me entre os passíveis
De estranhos serem entre almas estranhas,
Se não contada, ousei, como as aranhas,
Ir fabricando teias invisíveis.
*
Já fui a voz de todas as crianças.
Inspirei belas telas e faianças.
Fui de aguarela e de tinta-da-China.
*
Cresci, envelheci, fiz frente à morte;
Estatueta antiga de pequeno porte,
Eis o retrato desta velha ruína.
*
Maria João Brito de Sousa – 21.04.2020 – 11.30h
E que retrato
ResponderEliminarque o tempo passa por nós
é um facto
com ou sem agruras, bonito
Beijinhos
Obrigada, Anjo!
EliminarNão sei se é o tempo que passa por nós, se somos nós que passamos pelo tempo... a verdade é que eu, mesmo sem rugas, estou toda estragadita, rsrsrs...
Ah! Onde arranjaste esse cravo vermelho??? Vou já à procura dele...
E cá está!!!
Muito, muito obrigada a quem criou este no... no... já não me lembro como se chama mas vou-lhe chamar "dispensador de emojis"
Beijinhos