VIAGEM POR DENTRO DE UM POEMA

Fotografia de meu pai.jpg


VIAGEM POR DENTRO DE UM POEMA


*


 


Partiu de si à hora do costume,


Sem ter de precaver-se em demasia


Já que nesta viagem ficaria


A léguas de si mesmo e do cardume.


*


 


De si partiu depois de aceso o lume


Da candeia do espanto, antes vazia


Duma urgência que agora a consumia,


Inda que à pandemia fosse imune.


*


 


Partiu de si por tempo indefinido;


Por um minuto ou dois terá partido,


Ou talvez fossem dias, meses, anos...


*


 


Partiu! Foi sem destino nem sentido


Atrás de um verso em fuga, perseguido


Por dogmas, frustrações e desenganos.


*


 


 


Maria João Brito de Sousa – 16.04.2020 – 10.52h


*


 


Fografia de António Pedro Brito de Sousa, meu pai

Comentários

Mensagens populares deste blogue

SONETO - 8

NAS TUAS MÃOS

MULHER