SONETO AOS SAUDOSISTAS DA "MAIORIA SILENCIOSA"

NOJO, nojo, nojo.jpg


SONETO AOS SAUDOSISTAS
DA "MAIORIA SILENCIOSA"
*


 



Gentes da "silenciosa maioria"


Que ainda por aí vos arrastais


- sempre à direita e viva a burguesia! -,


Estais velhos como eu tantos mais
*



Mas tresandais a mofo e cobardia


E nós temos a garra que invejais


Em tudo! Até na nossa poesia,


Já que fraqueja a vossa... e tropeçais
*



Na rigidez do verso e na harmonia:


Por muito que poetas vos creiais,


Falta-vos chama, garra e ousadia,
*



Pecais pelo que a nós nos criticais


Pois Convicção de classe e Rebeldia


São musas que descreis, que nunca honrais!
*


 


Mª João Brito de Sousa


26.04.2022 - 14.30h
***

Comentários

  1. Lembro-me nessa tarde das ameaças pessoais. Depois, à noite, todos em vigilância.
    Um abraço.
    L

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    Respostas
    1. Ah, L., o que eu tenho para contar acerca desse dia, não cabe numa caixa de comentários...

      Forte abraço!

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  2. Em voz baixa
    em prosaica prosa
    hoje a maioria silenciosa
    se veio impor
    Em voz alta
    em gritaria afinada
    a maioria silenciosa
    se solta

    E não se houve outra coisa

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. ouve!
      claro

      Eliminar
    2. Vai dar ao mesmo, Rogério: o excessivo ruído - um verdadeiro tsunami de decibéis - torna a verdadeira mensagem inaudível. Ou incompreensível, pelo menos...

      Foi exactamente por isso que apressadamente escrevi este soneto antes de sair para os novos exames.

      Forte abraço!

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    3. Percebi :)
      Curiosamente, volta e meia cometo esse mesmo erro de pura distracção...

      Eliminar

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