SONETO DO DESAMOR POSSÍVEL

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SONETO DO DESAMOR POSSÍVEL
*



Não creio nessas tuas falas mansas,


No teu jeito incomum de ser banal


Nem na forma segura com que avanças


Pra dizer qu` rer-me bem qu`rendo-me mal
*



Não creio no que te ouço se me alcanças


E me perguntas se te sou leal


Ou me pegas ao colo e me balanças


Jurando ser fiel quando afinal...
*


 


Não te creio sequer por um segundo


Se me dizes que sou todo o teu mundo


E que jamais pensaste amar assim
*



Não te creio, nem mesmo quero crer-te


E espero que não crer-te me liberte


Só não sei se de ti ou se de mim...
*


 


Mª João Brito de Sousa


22.02.2023 - 22.00h
***

Comentários


  1. Grande desamor MJ

    Bela tarde com alegria, beijinhos

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    1. Olá, !

      É o desamor possível, que eu não sou de ódios nem de grandes ressentimentos... Mas foi ficcionado, não te assustes
      Espera pelo soneto de amanhã, que acabo de escrever. Penso que te vais rir à gargalhada...

      Boa tarde com alegria e um que dá gosto, apesar do vento geladinho.

      Beijinhos

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  2. Boa noite de paz, querida amiga Maria João!
    Independente se fictício ou não, o poema/soneto fala uma grande verdade, pois a libertação deve ser a nossa em primeiro lugar de todo e qualquer desamor.
    Tenha dias abençoados!
    Beijinhos

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    Respostas
    1. Bom dia de Paz, querida Rosélia!

      Muito grata pela gentileza das suas palavras. Que tenha, também, dias abençoados!

      Beijinhos!

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  3. Um maravilhoso poema de desamor, gostei muito. Um poema que mostra a sua vitalidade, ou seja, do seu coração.
    Um abraço.
    L

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    Respostas
    1. Muito obrigada, L.!

      O meu pobre coração está muito estragadito e remendado, infelizmente...

      Um grande abraço!

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