O GRANDE BANQUETE DO SONETO

                                                                                       

Na pastelaria Paris, no dia do meu septuagésimo terceiro aniversário


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O GRANDE BANQUETE DO SONETO
*


- Convite -


*
Bem-vindas ao soneto, ó ruas velhas,

Ó portas antiquíssimas, ó escadas,

Ó casas pela vida abandonadas,

Ó telhados sem gatos e sem telhas
*


É entrar, ó banheiras que sois selhas,

Ó janelas sem vidros nem portadas,

Ó cortinas de juta empoeiradas,

Ó espelho fosco que ainda me espelhas!
*


É entrar verso a verso e com cuidado

Na estrofe que vos cedo por momentos,

Que eu tenho a mesa posta e colocado
*


Sobre a condicional dos meus intentos,

Prontinho, à vossa espera, o meu teclado

E, ao abrigo do sonho, os meus talentos.
*



Maria João Brito de Sousa


12.01.2017 -19.22h
***


 

Comentários

  1. Muito obrigado, pela partilha.
    Noite tranquila, Maria João!

    Um abraço.

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  2. :) Muito obrigada pela leitura, Cheia.

    Espero mesmo não ter cãibras esta noite... pelo menos não tantas nem tão intensas quanto as da noite passada. Tenho outra consulta amanhã, a meio da manhã...
    Noite tranquila também para si e

    um abraço

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  3. Olá Maria João boa noite!🌹
    É um privilégio ler a sua poesia.
    As suas melhoras. Este Inverno tem sido muito endiabrado. Não tem sido fácil. Também já fui ao novo cantinho do nosso amigo José da xa .Foi complicado lá chegar, mas consegui.
    Um beijinho. 🌹🌹
    Luisa Faria

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  4. Boa noite, Luísa

    Vi-a lá, no novo cantinho do nosso amigo José da Xã, e deixei-lhe um olá...

    Obrigada por gostar de ler a minha poesia. O que seria de um poeta se não tivesse quem o lesse?

    Um beijinho

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  5. E bailarico em grande
    Bom e belo dia de recordações MJ, beijinhos

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  6. Bom dia,

    Estou de saída para análises e consulta médica. Vais por mim ao bailarico, por favor?


    Beijinhos

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  7. Boa noite, Luísa

    Vi-a lá, no novo cantinho do nosso amigo José da Xã, e deixei-lhe um olá...

    Obrigada por gostar de ler a minha poesia. O que seria de um poeta se não tivesse quem o lesse?

    Um beijinho

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  8. Talento não lhe falta, felizmente.
    Tanta Poesia de excelência que o SAPO quer deitar fora.
    O SAPO não estará a dar um tiro no pé ao matar o SAPO blogs?!
    Saúde e Paz.

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  9. Viva, caro Francisco.

    Eu, mulher de estranhos e extremados afectos, senti logo que a morada dos meus poemas só poderia ser aqui, no sapal. E também sei que muitos mais sentiram o que eu senti...

    Talvez o meu amigo tenha razão, talvez...

    A minha saúde continua a piorar assustadoramente - acabo de chegar do centro de saúde - e não sei quando estarei em condições de me atrever a pedir ajuda para fazer migrar os meus blogs. Dois deles, pelo menos...

    Saúde e PAZ

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