ALICE


                                                                       Avó Alice e eu

fotografadas por meu pai

*

 

ALICE
*


Amei-te tanto, tanto, minha avó!

Louvavas-me os “murais” da grande sala

Quando com suave e modulada fala

Me garantias: - “Nunca estarás só,
*


Transbordas vida até chegar ao nó

De quanto em ti se exalta e vibra e estala.”

A doce voz, porém, depressa cala,

Que quem assim me fala há muito é pó
*


Eras, Alice, a minha avó paterna,

Mais maternal que muitas ternas mães,

E assim que percebi não ser`s eterna
*


A tua voz, a voz que ainda tens,

Doeu-me tanto, que hoje alço a lanterna

E sondo céus e Terra, a ver se vens.
*

 

Maria João Brito de Sousa

26.07.2018 – 17.59h
***

Comentários

Mensagens populares deste blogue

SONETO - 8

GAONESA REALENGA - Palavras Lançadas ao Vento

LUXOS...