ALÉM DO MAR - La mer et les autres...


 


PR`ALÉM DO MAR


*


Pr´além do mar havia um outro mar


E, pr`além desse mar, outro também


E outro e outro… era um nunca acabar


Dos mares que dele nasciam, mais além.


 


Havia um mar ainda por explorar


Quando por um dos mares passava alguém


E cada mar tentava em vão chamar


Todo o que, olhando o mar, não visse bem


 


Tanto mar! E ninguém acreditava


Pois todo aquele que o via procurava


Olhar só para o mar perto de si


 


E, apesar do mar que vislumbrava,


Não diria, jamais, que acreditava


Nos mares pr`além do mar que havia ali.


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 21.05.2011 – 15.00h


 


 


 


IMAGEM RETIRADA DA INTERNET


 


 


 


 


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Comentários

  1. O MAR NOS LEVA A PARTIR
    OUTROS CAMINHOS SEGUIR
    E A ILUSÃO NOS AMARRA
    LEVAMOS POR COMPANHEIRA
    A SAUDADE SEMPRE Á BEIRA
    E O SOLUÇAR DE A GUITARRA

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    1. :) ! Boa!

      E O SOLUÇAR DA GUITARRA
      A TANGER EM CADA AMARRA
      DESTE CAIS DE ONDE PARTIMOS
      DEPOIS DA NOSSA JORNADA,
      QUANDO NÃO FORMOS MAIS NADA
      SENÃO O QUE EM NÓS SENTIRMOS :)

      Obrigada!

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  2. Olá poetazinha grande!!!!! então? Novidades? Já recebeste o prémio?
    Beijinhos.

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    1. Ainda não, minha Ligeirinha, mas o soneto apaixonado já está no espaço de informações do PER.
      E tu? Como está a tua saúde? Vou já até lá...
      Abraço GRANDE!

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  3. ...the meaning of success as suas palavras Maria João...Adorei esse mar...bjinhos

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    1. Obrigada, Ana! :) O mar é sempre lindo... mesmo quando é um bocadinho assustador, no Inverno e nas marés vivas. Tenho a impressão de que lhe devo alguns dos meus melhores sonetos... mas o mérito é todo dele! :)
      Abraço grande!

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    2. Ana, estive no seu Alpha, li a história da Joana e adorei, sobretudo aquela imagem das "prisões" em que "os outros" passaram a viver! Tentei deixar comment - com o perfil do Google e tudo! - mas, à quinta tentativa de publicação, tive de desistir... :(
      Beijinho!

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  4. No comments

    tanto amar e tanto abraço
    sonhado em sonhos de nós
    onde o mar é um pedaço
    de nosso antes e após

    movimento sem descanso
    descanço sem descançar
    em marinheiro balanço
    sem ter próprio navegar

    e o mar, coisa de família
    que a areia nos molda em ser
    é como a sombra da tília
    que á porta me viu nascer.



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    Respostas
    1. Ó Mar que grande que és,
      E dás tanta inspiração,
      Nas ondas e nas marés,
      Tu levas meu coração.

      Levas tambem a Poeta,
      Não a deixes naufragar,
      Dexa-a atingir a meta,
      Que se propôs alcansar.

      Um grande abraço e um bom inicio de semana.

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    2. igualmente com muita inspiração.
      bacio

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    3. Lindo, lindo, Peter! Muito obrigada! :)

      Não houve tília nenhuma
      Que, a mim, me desse alegria
      Quando me desfiz da espuma
      Do nascer de cada dia,

      Mas havia um abrunheiro
      De ramos muito frondosos,
      A velar-me, sobranceiro,
      Os meus sonhos mais ditosos...

      Num jardim, tão pequenino,
      Que parecia ter nascido
      Para alegrar os meus dias

      Desenhou-se o meu destino;
      Nasceu-me, de amores rendido,
      Um pomar de fantasias...

      Bacini! :)

      Eliminar
    4. :) Obrigada, minha querida amiga!

      Minha amiga alentejana
      Dos mil versos encantados,
      Que nunca lhe falte a chama
      Que lhos traz iluminados!

      Que lhe não falte a saúde
      E que lhe sobre a alegria!
      Se a vida, às vezes, ilude,
      Não ilude a Poesia!

      Um enorme abraço! Não continuo porque tenho mesmo de ir almoçar :))

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