UM POENTE DIFERENTE, À BEIRA-TEJO - Cavalo desenhado a ferro e fogo
Quis falar do Mondego e, na verdade,
É desta foz do Tejo que vos falo,
E cresce cá por dentro a voz que calo
Pr`a conter as saudades sem saudade.
Solta-se o sonho oblíquo à claridade
E a linha de horizonte é um cavalo
Que não sei se lá está, se imaginá-lo
É mera ilusão de óptica, ou vontade,
Pois galopa um poente à beira Tejo
Rumo a estranhas lonjuras que nem vejo
Por estarem tão além do meu futuro
Que, do que vi, me sobra o claro espanto
De um cavalo-solar que aqui levanto
Rasgando, a ferro e fogo, um céu já escuro.
Maria João Brito de Sousa – 01.11.2011 – 16.00h
Olá Jo,
ResponderEliminarPerfeito como são sempre todos os seus sonetos.
Bjx
Fá
Olá, Fá! Obrigada! :D
EliminarJá cá vim responder e escrevi, escrevi... mas a net está doidinha e fiquei, de repente, sem acesso... o comentário desapareceu! E agora acho que falhou de novo... ai, beijinho!
“Sobrevivente”
ResponderEliminarA Europa em emergência
Papandreou não manda aqui
Há planos de contingência
Feitos por Merkel e Sarkozy
Mas levaram um nó cego
Dos pais da democracia
Deram voz ao povo grego
Disse que ajuda não queria
Os mercados em alvoroço
Deram a sentença de morte
A esta Europa decadente
Eram sete cães a um osso
Imperou a lei do mais forte
Só houve um sobrevivente.
Prof Eta
Já cá volto, Poeta! Acabo de ficar sem acesso ao rádio e tenho de tentar refazer a ligação... abraço gde!
EliminarDentro do pouco que sei
EliminarA senhora OCDE
Faz impor a sua lei
Sem nos deixar outra fé...
De Merkel e Sarkozy
Penso o pior dos piores
E já nem descrevo aqui
Quão mal penso dos senhores...
Dos mercados estou tão cheia,
Tão fartinha e tão cansada
Que os promovi a "chiqueiros"
Só isso veio à ideia
Que está mesmo saturada
De ouvir falar em dinheiros...
Já está, Poeta! Ainda não consegui fazer a "mudança" dos sonetilhos porque a net está instável e eu ainda mais doente do que o costume. E o Poeta? Está melhor?
Abraço grande!
“Vem lá o passado”
ResponderEliminarÉ a espantosa realidade
Somos sete mil milhões
É tão grande a necessidade
E são imensas as ilusões
Neste mundo globalizado
Onde todos queriam crescer
Mas nenhum passo foi dado
Pr’o crescimento acontecer
Agora que a bolha estoirou
Vamos começar a decrescer
O equilíbrio vai-se alcançar
Esta instabilidade inspirou
Aqueles que faziam prever
O futuro ao passado chegar.
O passado sempre esteve
EliminarEscrito em cada um de nós,
Naquilo que se percebe
Vir dos longínquos avós
Mas há pontos de clivagem
Em cada forma de vida...
Ecos, rastos de uma imagem
Sempre mal compreendida...
A vida acontece sempre
Com passos dados, sem eles,
Ou rastejando a seu modo
Ninguém confirma - ou desmente... -
Teorizações daqueles
A quem eu tanto incomodo...
Vou tentar publicar, Poeta. Perdi a ligação à Rádio Horizontes e, aqui, não sei como ela está a funcionar... até já!
Perfeito Maria! :)
ResponderEliminarNão sei se é por eu andar um pouco ausente da blogosfera, ou se por outro motivo, mas já tinha saudades de ler o teus sonetos ^^
Olá, Paper! :D Obrigada por teres saudades dos meus sonetos! É um elogio daqueles!!! Estou em casa, cheia de febre e com um agravamento do síndrome que tenho, mas tentei ir ao CJ porque aqui a net leva-me 2 horas de tentativas desesperadas por cada 2 ou 3 minutos de acesso efectivo... mas o CJ está mesmo sem net e eu tive de voltar.
EliminarCaramba! Deram-me tantos medicamentos para acrescentar aos que já tomava que acho que estou com uma indigestão de comprimidos!
Vou visitar-te! Bjo!
Desejo-te as sinceras melhoras Maria. Agora tens de repousar, pelo menos até te sentires um pouco melhor, se não contrato alguém para te puxar as orelhas :P
EliminarE não tens de pedir desculpa, eu gosto de falar contigo e gosto dos teus "testamentos" :)
Caramba, é muito triste comentar e nunca saber se o comment vai ficar ou desaparecer num faniquito da net...
EliminarObrigada, Paper! :)) Não mandes ninguém puxar-me as orelhas que eu porto-me o menos mal que posso :))
Mas tenho mesmo de andar desde que acordo... imagina só o que seria acordar com a casa "decorada" por todo o tipo de dejectos e vomitanços felinos e caninos e não mexer um dedo... não dá! Este pessoal está velhinho e já não tem a contenção dos bons velhos tempos. Logo de manhã vou com o Kico para a rua - com o saquinho de plástico no bolso, claro - , não em combinação, porque não tenho disso, mas de pijama e com um casacão por cima. Baixa, pega, força! Isto é ele a subir as escadas ao meu colo... e custa-me, caramba! Normalmente faço a "festa" duas ou três vezes antes de sair de casa, quando consigo sair de manhã. Ultimamente nem o tenho conseguido porque a situação está menos brilhante do ponto de vista físico e eu só acabo de limpar tudo à hora do almoço... quando consigo limpar tudo :))
Ai, que testamento! Desta é que foi mesmo! Mas espero melhorar um pouco... ou não, sei lá! Quando me ponho a descrever as coisinhas do dia a dia, faço sempre testamentos e acabo por não dizer quase nada...
Abraço grande!
Sendo assim percebo o porquê de teres de andar mal acordes, mas tens de tentar não fazer grandes esforços, pelo menos por agora que estás doente :)
EliminarSe precisares de alguma coisa, conta comigo ^^
Ahah, foi um testamento grande, mas eu gosto disso :P
Olá, Paper! Ontem foi um massacre no acesso à net... meia hora, ou mais, a lutar por um acessozinho, para ele, logo a seguir, se esfumar! Para o Face ainda deu para partilhar uma coisa ou outra mas desisti de vir aos blogs e ficar, sistematicamente, sem as respostas...
EliminarHoje estou com mais febre. Já deveria estar a fazer efeito, o bendito antibiótico, mas parece que só me dá dores de barriga... enfim, não dá resultado hoje, há-de dar amanhã! :)
Abraço grande!
Então tens de descansar mesmo :/
EliminarVais ver que isso não tarda nada passa :) (se continuar a não fazer efeito, é reclamar com o médico ;P )
:) Ele não tem culpa nenhuma! Já mais do que uma vez tomei amoxicilina com ácido clavulânico sem ter estas indisposições todas... desta vez é que me deu para isto!
EliminarMas eu, aqui, não me estou a sentir muito cansada... esta cadeirinha do CJ é muito mais confortável do que o meu banco de "sumapau" :)) e o único problema é que ainda estou mais lenta do que o costume...
Bjo!
“The end”
ResponderEliminarGrécia com um fim trágico
Diz a Moody’s com razão
Em Holywood seria mágico
Mas em Atenas é que não
Tragédia sabe-se de antemão
Tem o seu herói a condizer
Expressa-se com erudição
Seu fim não é preciso prever
Às mãos dos bárbaros cairá
Após uma luta sanguinária
Tal desfecho já se antevia
Algo de novo daqui nascerá
Após esta ditadura monetária
Será talvez uma democracia.
Prof Eta
The end, mesmo, por hoje, Poeta! Desisto! Sou e sempre fui muito persistente mas, quando a persistência se não traduz em utilidade ou gratificação, passa a ser burrice... estar mais de uma hora a tentar publicar um simples comment e vê-lo fugir antes de conseguir fazer o copy, está a transformar-me numa mártir do computador! O CJ também está sem net há três dias e eu fiz tantas diligências sem qualquer fruto que acho melhor sair enquanto conservo alguma auto-estima :))
EliminarMas eu volto logo ou amanhã! Espero eu, se não me tiver dado nenhum "badagaio"...
Abraço grande!
Desassossego constante
EliminarProvoca esta indecisão
E alguém, a qualquer instante,
Vai tentar "deitar-lhe a mão"
Povo grego, povo grego,
Não te deixes iludir!
Se eu a direita renego,
Quer-te ela, a ti, atingir!
Se, Grécia - todos sabemos -,
Berço da democracia,
Mãe da civilização,
Com seu povo ficaremos
Nesta instável sintonia
Da "bomba" que traz na mão!
Olá, Poeta! Desculpe mas só agora consegui o acesso no CJ. Continuo com febre e muito desassossegada em relação a este preciso momento histórico.
“Κάννες 2011”
ResponderEliminarÉ hoje em Cannes o evento
Não será festival de cinema
Europa faz um pé-de-vento
Gregos montaram o esquema
À força da finança vergar
Quem a democracia inventou
Era esquema a implementar
Mas então o que mudou?
Foi um grego refinado
Com gerações de sabedoria
A situação inverteu de novo
Ao ver-se assim encurralado
Desceu à base da democracia
Quem manda agora é o povo.
Ah, Poeta, quem me dera
EliminarQue, com tal simplicidade,
Ficasse "arrumada" a "fera"
E o povo em liberdade...
Muito sangue, ou muita tinta,
Fará ainda correr,
Sem que ninguém me desminta,
Esta história do Poder...
De momento pouco sei...
Não podendo ouvir, nem ler,
Nem sequer me actualizei,
Mas vou fazer por saber
E, se acaso me enganei,
Viva o povo e o seu querer!
Até já, Poeta. Estou mesmo muito pouco informada e as poucas pessoas com quem estive hoje, nem sequer falam deste assunto... às vezes o silêncio é eloquentíssimo, mas não quando eu estou com febre porque atribuo ao estado febril as interpretações e ilações que dele possa tirar...
Caro Pedro
ResponderEliminarRecebi o sonetilho da poetisa e envio-te O MAR QUE TEMOS
O MAR QUE TEMOS
Já não há mais gigantes desgrenhados
Querendo amedrontar navegadores.
Pr´a gáudio dos infantes deslumbrados,
Há rosas para além dos Bojadores.
Agora só há cabos desvendados
Gaivotas livres num mar sem temores
Todos os medos foram afastados
Não há bramidos e tampouco horrores
Assim foi, até que os adamastores,
Com enredo de trama bem urdida
Vociferavam alto seus rancores,
Jurando a Neptuno a vil traição:
«-Pr´a ser assim… antes um mar sem vida
E decretaram a poluição!..»
Eduardo
Olá, meu amigo Eduardo!
EliminarVai levar muito tempo e ser difícil
O resgate das águas planetárias...
Rápido, acutilante como um míssil
Foi destruir o mar de formas várias...
Talvez o Adamastor tenha lá estado,
Talvez, com esses urros, preparasse
No luso navegante, o eterno fado
Das lágrimas vindouras que chorasse...
Talvez da Terra brote um novo choro
Comovido- quem sabe? - e mais profundo
Que a cupidez dos homens sem decoro
E suba esta maré pl`o Tejo adentro
Porque, hoje, é nele que recomeça um mundo
Tão puro quanto a flor do aloendro!
Pronto, meu amigo Eduardo. Faltar-lhe-á alguma musicalidade mas foi o que nasceu nesta situação febril em que me encontro.
Abraço para si e esposa!
Lindo como sempre! Tenho três cavalos pretos a cavalgar na neve da Russia...
ResponderEliminarE só vim saber de ti. Ainda bem que te encontro.
Um beijo, Mª. L.
Olá, Maria Luísa! Já vi os três cavalos pretos e a tua pequena dissertação!
EliminarVou muitas vezes ao teu blog mas levo sempre um poema "pendurado" na ponta do cursor e acabo por não deixar lá mais nada senão esse sonetilho... e mesmo assim, com a instabilidade que tem havido nos acessos, penso que falta um... ou dois?
Como estás tu?
Claro que esta minha imaginação nunca pára - nem com a febre :)) - e associei logo os três cavalos a nós, os três Poetas "anti-troika"...
Umgrande abraço para ti e a continuação das tuas melhoras!
DEMO CRATIA
ResponderEliminarQuando manda o Povo, é a demo «crácia»
E s´ele não manda, é ditadura
Todas estas tretas são uma falácia
Que o mando do povo é a urdidura,
Pelo capital tecida com audácia
Logo sugerida com grande brandura
Depois, a seguir, já com eficácia
Ou p´la lei da força, sempre obscura.
E sob disfarce que é eleitoral
Vai-se infiltrando minoria néscia
Muito bem estribada no vil metal…
E não penses tu que é só em Portugal
Já acontecia na antiga Grécia,
Que esta torpe lei é universal
Eduardo
Acontecia até antes
EliminarDa antiga Grécia nascer!
Medram, na Terra, habitantes,
Louquinhos pelo poder...
Quem disse que eu não sabia
Ou mesmo que o duvidava?
Quem pensou que eu me escondia
Naquilo que aqui mostrava?
Insidioso, matreiro,
Há-de-se ir insinuando
Sempre bem dissimulado
O poderoso dinheiro...
[só não te digo até quando
porque é esse o teu cuidado...]
Desculpe-me esta segunda pessoa do singular mas estou em grandes dificuldades em manter a ligação e nem sequer estou segura de conseguir deixar este sonetilho apressado...
Abraço para si e esposa, amigo Eduardo.
“Ajustar”
ResponderEliminarO Passos quer ajustar
O programa financeiro
Mas nem está a falar
Em pedir mais dinheiro
Só têm que flexibilizar
A respectiva execução
Que a malta pode pagar
Logo explica a condição
Massa chega pr’ó estado
Não dá é pr’á economia
É pena não vamos crescer
Não será do nosso agrado
Mas não se faz tudo num dia
E o monstro não pode morrer.
Prof Eta
Poeta, ainda consegui deixar aquele último sonetilho mas, a partir daí, a net ficou mesmo bloqueada para o meu computador. Nem a ligação se fazia porque me aparecia logo um aviso a comunicar que o computador estava sem acesso online. Vou tentar responder-lhe agora mas não deve ser nada de jeito porque não me sinto nada melhor... pelo contrário, as dores de cabeça triplicaram e estou a dormir em pé :)) Mas, vamos a isto! Em tempo de guerra não se limpam armas :))
EliminarO Monstro tem de morrer
E já está a agonizar
Mas, como podemos ver,
Tenta ainda conspurcar,
Lança os seus últimos jactos
De um veneno retardado
Mas nós passamos aos actos
E o Monstro está condenado!
Na verdade, entusiasmada,
Com mais olhos que barriga,
Sei que estou a adiantar-me
E a batalha a ser travada
É bem mais que simples briga...
[o melhor é desculpar-me...]
Cá vai, Poeta, sem nenhuma inspiração mas sentindo cada palavra aqui escrita e reconhecendo que, muitas vezes, mesmo doente, quero dar passos mais longos do que as minhas pernas...
Abraço e até já!
“G20 2011”
ResponderEliminarNa era do crescimento
Cresceu a incompetência
Não há lugar ao lamento
Mas há lugar à demência
Só por demência colectiva
Atingimos o actual patamar
Esta é a nova perspectiva
Bando de loucos a governar
São escolhidos a dedo
Para governar este mundo
Pelos detentores da finança
Traçam a estratégia do medo
E um futuro nauseabundo
Pago pela nossa poupança.
Tal e qual, Poeta amigo!
EliminarE, por sermos preguiçosos,
Corremos agora o perigo
De estar na mão de gulosos!
Eles não são assim tão loucos,
Sabem bem como fazer
Para, embora sendo poucos,
Conquistar todo o Poder!
E vão-nos manipulando,
Estudando as nossas fraquezas,
Querendo "comprar" os mais fortes
Pr`a se juntarem ao "bando"...
Ou tentam quebrar certezas
À custa de muitas mortes...
Até já, Poeta! :)
Léo Ferré - avec le temps
ResponderEliminarhttp://www.youtube.com/watch?v=aiXcUTTLud4
Aqui é que estamos mal, Poeta... no CJ não tenho som nem consigo abrir os vídeos e, em casa, o acesso está tão, tão difícil que também não consigo, sequer, o tempo de entrar e fazê-lo correr... mas gosto muito e agradeço-lhe! Até pode ser que hoje consiga uns minutinhos de acesso...
EliminarAbraço grande!
Parabéns a você, nesta data querida, la la laaa :D
ResponderEliminarMuitos parabéns Maria :)
Tinha de vir aqui comentar também, claro :P
Espero que tenhas tido um dia magnifico e que assim continue, pois o dia só acaba a meia noite :D
Espero também que estejas melhor ^^
Beijinho*
Olá, Paper! Não te encontrei no Face... mas está a ser simpático, sim senhora :))
EliminarNão digas nada mas doem-me os dentes... brrr... detesto ter dores de dentes!
Estou a aproveitar este bocadinho para ver se consigo responder ao nosso amigo Poeta Zarolho... mas vou ter de parar para tratar da minha bicheza :)
Mas devo ser mesmo muito naba no Face porque nunca encontro nada do que os outros vêem por lá...
Abraço grande!
“Reprogramados”
ResponderEliminarO verdadeiro hino ao amor
Vai encher o mundo inteiro
Não importará quanta dor
Importa o amor verdadeiro
Uma força assim nascida
Brotará de todas os corações
Nova luz e esperança de vida
Para muitos e muitos milhões
Será esta a força imensa
Que nos fará rever o caminho
Até aqui de destruição
Será como sorriso de criança
Já podem dizê-lo baixinho
Podem reprogramar o coração.
:)
EliminarCorações não se programam
Mas sei o que quer dizer
Ao falar de quantos amam
E desdenham o poder...
Tudo bem! Lá chegaremos...
Não sou assim tão casmurra!
E, até lá, como vivemos?
Ou sou mesmo cega e burra?
Tem a noção do que é passar
Uma vida inteira à espera
De um dia com menos fome?
De mim não estou a falar
E sim de quem desespera
De vir a ter, sequer, nome...
Nós vamos viver agora essa transição, Poeta e ela, segundo creio, vai ser uma fase tremendamente agitada. Eu acredito no poder do amor, Poeta, mas conheço o mundo em que vivo e vejo, a toda a hora, as consequências da ganância...
Sem exagero, parece que li Camões!
ResponderEliminarQue exagero, Poeta Êxtase! A única coisa que eu e ele temos em comum é o decassílabo heróico e, o meu, é ligeiramente alterado em relação ao modelo original italiano...
EliminarAbraço grande!
Cara amiga,
ResponderEliminarVim para desejar-lhe um feliz aniversário e a saúde de que precisa.
Desejo também que o seu cavalo-solar a acompanhe.
Abraço grande.
Muito obrigada, meu amigo Artesão!
EliminarEstou convencida de que este velho cavalo-solar me vai acompanhar até ao fim dos meus dias! :)
Um abraço!
Meu Caro Pedro
ResponderEliminarAntes de ir para a cama ainda por aqui passei para desligar esta geringonça. Li com muito agrado o teu poema REPROGRAMADOS. Não sou um repentista como a POETISA. Às vezes consigo sê-lo, mas nem sempre. Mas só com estas palavras não quis deixar de te manifestar a minha opinião e as minhas felicitações.
Peço-te que agradeças à referida POETISA as duas brilhantes poesias que quis enviar-me e que, como sempre, muito me sensibilizaram.
Uma santa noite para todos. Amanhã cá vos esperamos. O Henrique vem mais cedo e isso muito nos alegra.
Beijos do pai da Mãe e da Isabel.
Eduardo
Perdi um enorme comentário que lhe deixei aqui, amigo Eduardo, no qual dizia que os poemas que lhe enviei nada tinham de brilhantes e só podiam ter alguma gracinha por serem tão repentistas...
EliminarTambém me recordo de ter tentado dizer que duvido muito que dois poetas tenham, jamais, sido tão teimosos e empenhados quanto eu e o seu Pedro. No que toca a persistência, devemos estar a fazer História na poesia portuguesa...
Muito obrigada pelas suas palavras e um abraço para si e esposa!
“Não mudar”
ResponderEliminarEle há eternas esperanças
Que de tão eternas que são
Não se esperam mudanças
Mudam e ficam como estão
Mas onde é que já ouvi isto
Acho que foi num tal elixir
Mudava tudo que eu insisto
E ficava na mesma a seguir
Às vezes é preciso mudar
É uma mudança encapotada
Porque se nada se alterar
Toda a gente fica desconfiada
E para esta mudança se dar
Basta nem sequer mudar nada.
Compreendo, mas não creio
EliminarQue se mude não mudando
E, de momento, receio
Que o "não mudar" vá ficando...
Ele há tanta coisa em jogo,
Tanta ambição desmedida...
E o meu cavalo-de-fogo
Está já de garupa erguida
Pronto pr`a ser ou morrer
Mas nunca pr`a desistir!
Onde e quando eu não estiver,
Porque é já tarde demais,
Há-de-me ele substituir
Nos momentos cruciais!
Um abraço grande, Poeta!
Maria João, atrasadita como de costume mas não queria deixar o dia (que já passou mesmo) sem lhe deixar um beijinho de parabéns. Que possamos continuar, por muitos anos, a ter o prazer dos seus poemas e das suas palavras.
ResponderEliminarParabéns e abraço GRD
Eva, muito obrigada pela sua visita e pelo seu voto de longa vida e muitos poemas!
EliminarNão imagina o esforço que está a ser manter-me online! Há momentos em que eu e o meu acesso online, lutamos duramente... eu apostada em escrever meia dúzia de palavras e ele, acesso, apostado em não mo permitir! É nestes momentos que um dos meus maiores defeitos, a teimosia, se torna uma das minhas maiores qualidades e eu lá vou conseguindo responder a um ou outro comentário...
Não a tenho visitado. Não consigo ter tempo para mais do que tentar responder aos comentários, tomar conhecimento do que se vai passando no mundo - este é o meio que mais utilizo para tentar manter-me informada - e manter a minha bicharada minimamente bem tratada...
Mas o discurso já vai longo e eu nunca sei se ele vai desaparecer no próximo clique...
Um enorme abraço e, mais uma vez, muito obrigada! :)
O seu blog está um bocadinho lento até para nós postarmos. Lá isso é verdade! Deve estar um bocadito pesado.
EliminarMas o importante é a capacidade de "sobrevivência" da Maria João. A sua escrita faz muita falta. À Maria João, a nós e à poesia lusa. Posso estar enganada mas os seus poemas ainda ainda hão-de ser devidamente conhecidos por um público bem mais vasto.
Abraço GRD
:) Olá, Eva!
EliminarEstá tudo lentíssimo! O blog, o acesso - exige-me uma imensa "luta" por uns minutinhos online -, eu toda inteira - tenho muita dificuldade em conseguir tratar da minha "bicheza" muito amada - e a minha própria "bicheza" que está muito, muito, muito velhota. Há quatro anos conseguia tratar de 14 animais com muito maior rapidez do que agora trato de seis...
Fico-lhe muito grata pelo elogio que faz aos meus poemas! Ainda bem que eles fazem alguma falta porque eu posso garantir que ponho neles toda a minha paixão!
Um enorme abraço, Eva! :)
"Sentados"
ResponderEliminarDom Sebastião era chinês
Regressado em boa hora
Sempre mama quem chora
É bem verdade como vês
Ele regressou para mamar
À nossa terra desgovernada
Pois ninguém oferece nada
E nós é que vamos chorar
Quem espera sempre alcança
Nós esperamos sentados
E é com esta perseverança
Pois já tentámos deitados
E era muita a desconfiança
Nessa posição acomodados.
Prof Eta
Mas como será possível
EliminarQue, ontem, não tenha encontrado
Sebastião, invisível,
Ou de amarelo pintado?
Ao pedir ajoelhados
É que pode ser pior
Mas refilando, indignados,
Ninguém nos leva a melhor
Umas vezes vem a esperança,
Noutras vem o desespero...
Ninguém nos conhece o fruto
E, por vezes, à lembrança,
Vem-nos o requinte, o esmero,
De um ditador absoluto...
Este sonetilho tinha-me escapado, Poeta.
Abraço grande e boa semana!
"Longo dia"
ResponderEliminarAqui jaz bela monarquia
Que o nosso sangue sugava
Primeira república lhe seguia
Mas a coisa não melhorava
Longa noite atravessámos
Para mal dos nossos pecados
Terceira república implantámos
Para andarmos angustiados
O povo é quem mais ordena
Então tá-se mesmo a ver
Mas a eles ninguém condena
Vivemos numa plutocracia
Que nos está a dissolver,
Invente-se outra democracia.
Não vamos reinventar
EliminarAquilo que já existe...
Vamos é "desinfectar"
Quem a tornou muda e triste!
Tirar deste comodismo
Conformista, ajoelhado,
Quem não vê nele o fascismo
Subtilmente disfarçado!
Que o povo anestesiado
Por novelas cor-de-rosa
Possa acordar de uma vez
E erga de novo o legado
De uma Nação generosa
Como todo o português!
Olá, Poeta! Estamos à beirinha de uma nova semana. Que ela seja muito feliz e produtiva! :)
Abraço grande!
Caro Pedro
ResponderEliminarFunciono à retardador e com falhas.Se pensares mandar à POETISA o meu«COMANDADOS À DISTÂNCIA» e ainda não mandaste, envia este que aí vai e que tem ligeiras emendas de forma
Beijos nossos
COM COMANDO À DISTÂNCIA
Com nossos corações reprogramados
Embora com comando à distância
Há-de cessar por fim esta ganância
Que, os humano seres, tem humilhados.
Os esquecidos hão-de ser amados
E acabará, em breve, a intolerância
Que a todos tem mantido afastados
No culto fero da preponderância.
Decerto com a ajuda do Divino
Teremos nossa a Terra Prometida
Mudaremos enfim nosso destino
E sendo uns dos outros o exemplo
Queimaremos a erva ressequida
Única herança, dos vendilhões do templo.
Eduardo
A minha ideia de Deus
EliminarNunca passou por comandos
Nem estranhas programações
E, às vezes, como os ateus,
Racionalizo - em tons brandos... -
As mais primárias noções
Acredito que os humanos
Hão-de crescer lá por dentro
E, aos poucos, serão melhores
Até que não causem danos,
Até que lhes baste o centro
Da vasta esfera das dores
Acredito que esta infância
Desta inteira humanidade
Esteja a chegar ao final
E que se acabe a ganância,
Nunca ocultando a verdade
Do Homem-Anjo-Animal
Peço-lhe desculpa, amigo Eduardo, mas esta resposta, ao contrário daquilo que me habituei a fazer ao longo destes meses de partilha diária, saiu-me em sextilhas. Penso que não desgostará porque fiquei com a ideia que também gosta desta forma poética.
Muito obrigada e um enorme abraço para si e esposa!
Obrigada Maria :)
ResponderEliminarAssim que conseguires ouve, penso que vais gostar ^^
Já estás melhor? :)
:D Oiço logo, se conseguir acesso, Paper!
EliminarNão imaginas as vezes que hoje já adormeci a teclar... acho que este antibiótico não me curou de coisa nenhuma... ainda sinto febre e a cabeça parece que vai estoirar :p
Bjo!
Então o melhor não será deitares-te? Assim sempre dormes tudo de uma vez ^^
EliminarIsso nunca mais passa :/ e este tempo também não ajuda em nada :S
Só agora, Paper... com a bicheza e sem ter podido tomar duche - faltou a água na zona - estou mesmo desconsolada e desinspirada... mas vou tentar responder ao Poeta Zarolho!
EliminarBjo!
“Fala do homem roubado”
ResponderEliminarVenho da terra assombrada
Onde o passado foi terrível
Não pretendo roubar nada
Dirijo-me ao futuro possível
Só quero o que me é devido
Se alguma coisinha sobejar
Que nem sequer fui ouvido
Mas vi-os todos a roubar
Ficaram lindas promessas
Ficou esta terra arruinada
E o dinheiro desapareceu
Deixam-nos tudo à avessas
Não pretendo roubar nada
Mas o roubado fui eu.
:) Olá, Poeta!
EliminarFalar do Homem Roubado
Parece mais pertinente
Do que andar pr`aqui calado
Mesmo estando descontente...
Desses que morrem de fome,
Que são números, apenas,
Por nem sequer terem nome
Onde há fortunas obscenas,
Invísiveis mas sensíveis
E construídas à custa
De muita vida na lama
E aos tormentos indizíveis
Que vêm, de forma injusta,
Dizimando a espécie humana!
Até já! Estou um tanto ou quanto lacónica, hoje. Não repare. Abraço grande!
“Abstenção violenta”
ResponderEliminarA economia a arrefecer
Neste contexto global
Nós por cá a empobrecer
Triste sina a de Portugal
Mas a abstenção violenta
Descoberta pela oposição
É uma forma bem atenta
De inverter a situação
A violência fará aquecer
Por certo esta economia
Portugal ver-se-á arrastado
Irá a pobreza reverter
Em riqueza no novo dia
Deste país violentado.
Prof Eta
Respondo amanhã, Poeta. Hoje estou demasiado exausta e não conseguiria escrever nada de jeito.
EliminarAbraço GRANDE!
Bem... eu aqui rio-me antes de começar, sequer, a pensar em fazer rimas... uma "abstenção violenta" é qualquer coisa que me transcende... mas chego lá! Preciso de fazer uma abstracção generalizada e quase entrar em transe, mas acabo por (quase) entender... não sei é explicar! :)) Vamos lá ver se eu ainda consigo rimar alguma coisinha depois de ter tentado "digerir" esta expressão... ou, se não conseguir, abstenho-me... violentamente?!?
EliminarEstando em tão funda miséria
Ter assumido esta opção,
É sempre uma coisa séria,
Não tem nada de abstenção...
Tive de arranjar coragem
Pr` arriscar mais que o que julgam,
Fazer passar a mensagem
Que muitos nunca divulgam
Por isso me custa tanto
Aceitar esta "violência"
Se a "abstenção" lhe é inerente...
Se nem sequer despe o manto
E se cobre de inocência...
É de alguém que está doente!
Aqui vão as rimas possíveis, Poeta. Abraço gde!
“Ilusão”
ResponderEliminarMetade da verdade é mentira
Metade da mentira é verdade
Posto isto já sabes, desconfia
Se existe só uma possibilidade
Procura antes a meio caminho
Mistura tudo em partes iguais
Coloca depois num frasquinho
Que não abrirás nunca mais
Assim não mais irás ouvir
Essas verdades enganadoras
Nem essas mentiras sedutoras
Ambas fabricadas pr’a te atrair
A um mundo perfeito de ilusão
Onde te oferecem a escravidão.
Tudo isso fiz, repensei,
EliminarE, tomada a decisão,
Não mais me arrependerei
E nunca direi que não!
Se tiver de combater
Por tudo aquilo em que creio
Fá-lo-ei, mesmo a saber
Que hei-de morrer inda a meio...
Mas se o combate se der,
Garanto que quero estar
Do lado de quem deu provas
De c`o povo se bater
E de nunca recuar
Diante das piores novas!
:) Olá, Poeta! Já passei pela Maria mas não consegui comentar... também não a poderia ajudar mais do que ela já o foi. Estou mais habituada a lidar com o problema de um só bico que já não funciona e leva duas ou três horas a aquecer uma chaleira de água :)) e com a falta da torneira e dos ingredientes. Mas ainda consegui deixar pronto um tachinho de arroz com fígado para o Kico! :)
De manhã é que não deu para conseguir terminar-lhe o almoço a tempo e ele teve de mordiscar uns biscoitos. De qualquer forma, não é isso que o vai matar :)
«ABSTENÇÃO VIOLENTA» e a quente
EliminarSe a economia arrefece
É do frio do inverno.
Descansa que ela aquece
Com o calor do inferno
Que o demo não se esquece
Que quem não for fraterno
Tem o prémio que merece,
O suadoiro eterno…
Andam p´raí uns senhores
Com cara d´afogueados
Só de pensar nos calores
Qu´inda nem experimentaram.
Já se sentem chamuscados
Com a fogueira que atearam.
Eduardo
Se me falam em fogueira
EliminarLembro que a minha escalfeta
Me serve, à sua maneira...
Não quero demo ou capeta!
Mas há muitos que se aterram
Com medo da chama eterna...
Eles lá saberão quem negam
E eu tenho uns tantos à perna...
Tenho focinhos peludos
E patinhas que me sobrem
Pr`a dar por justificada
Esta aspereza sem veludos
Em que os dias se consomem...
Tenho tanto sem ter nada!
Boa noite, amigo Eduardo! Estou rodeada pela minha bicheza e não consegui evitar que ela me invadisse os sonetilhos... até porque eu imponho algumas regras a mim mesma e, uma delas é a de responder a estes sonetilhos quase sem pensar. Escrevo sempre a primeira coisa que me vem à ideia. Se o não consigo fazer, deixo para o dia seguinte, mas nunca os preparo porque me parece que assim têm um maior valor... não será valor poético... mas penso que valem por serem tão espontâneos.
Acho que acabo de ficar sem net! Vou justificar o sonetilho, reiniciar e tentar transpô-lo para depois do reiniciar...
Abraço para si e esposa!
Maria João
Se me falam em fogueira
EliminarLembro que a minha escalfeta
Me serve, à sua maneira...
Não quero demo ou capeta!
Mas há muitos que se aterram
Com medo da chama eterna...
Eles lá saberão quem negam
E eu tenho uns tantos à perna...
Tenho focinhos peludos
E patinhas que me sobrem
Pr`a dar por justificada
Esta aspereza sem veludos
Em que os dias se consomem...
Tenho tanto sem ter nada!
Boa noite, amigo Eduardo! Estou rodeada pela minha bicheza e não consegui evitar que ela me invadisse os sonetilhos... até porque eu imponho algumas regras a mim mesma e, uma delas é a de responder a estes sonetilhos quase sem pensar. Escrevo sempre a primeira coisa que me vem à ideia. Se o não consigo fazer, deixo para o dia seguinte, mas nunca os preparo porque me parece que assim têm um maior valor... não será valor poético... mas penso que valem por serem tão espontâneos.
Acho que acabo de ficar sem net! Vou justificar o sonetilho, reiniciar e tentar transpô-lo para depois do reiniciar...
Abraço para si e esposa!
Maria João
“Buraco negro”
ResponderEliminarSexo dos anjos em discussão
Côr do buraco negro também
Será preciso mais uma sessão
Conclusão está muito além
É que um corpo se atirado
Por um buraco fundo assim
Pode não sair do outro lado
Pode o buraco não ter fim
É grande seu poder de sucção
Faz frio imenso no interior
E é absoluta a escuridão
Mais escura que esta situação
É humanidade em seu esplendor
Suga e arrefece sem compaixão.
Se ainda nem descobrimos
EliminarOs buracos das finanças...
Mas sei do Buraco Negro
Desde que andava de tranças!
Sei que o pouco que então li
Falava de anti-matéria
Mas pouco ou nada aprendi
De forma atinada e séria...
Venham novas teorias!
Gostava de saber mais
Mas fiquei pelo caminho
Entre vãs filosofias,
Sem mais pontos cardeais,
Na pressa de fazer ninho...
Abraço grande, Poeta! :) Hoje deixei um sonetilho na Maria!
Sim já li, mudando de assunto, não pode mandar-me uma foto da malfadada torneira e outra do fogão. Ando cá às voltas, não prometo mas quero ajudar.
Eliminar:)) Poeta, deixe estar que eu cá me arranjo! Achei graça ao "malfadada"!!! E é que é mesmo porque fiquei com a torneira na mão e a rosca ficou agarrada à parte que está presa à parede! Já andei por lá com o alicate mas aquilo está preso e bem preso!!! Eu também sei que não tenho força nenhuma nas mãos... mas acho que está oxidado e ninguém o tira de lá!
EliminarO fogão já só tinha dois bicos a funcionar mal e agora tem um que deita uma chama tão pequenina que mal se vê. Mas não é entupido... é mesmo de "velhice"! Os queimadores ou espalhadores ou lá como aquilo se chama, desfizeram-se todos!
Mas vai aguentado para uma jantarada do Kico.
Abraço grande!
Eu não desisto, vou continuar a pensar no assunto.
EliminarVou ver se ainda lhe consigo escrever hoje, Poeta. Cheguei a tirar uma foto da malfadada torneira :) Só não sei é se consigo porque estou tão lenta que até a mim me faz confusão...
EliminarAté já!
Caro Pedro
ResponderEliminarAcabaste de por aqui passar. Obrigado. Eu acabei de ler o sonetilho da Poetisa da Linha que de linha sempre se mostra e fazendo como ela gosta, improviso uma resposta, em sextilha desta vez, imitando o que ela fez, daquela vez derradeira que creio não ser a primeira.E envia-lhe, também, da minha parte e da mãe, um abraço de amizade, um abraço de verdade e esta proza rimada, um pouco desengonçada.
Amiga, uma escalfeta!
nada que eu não conheça,
para aquecer os pezinhos.
Mas creia, que não é treta,
há para aí uns rapazinhos
que ardem dos pés à cabeça.
Não será eterna a chama,
que eles bem a merecem...
e se a tal não os condeno
como a razão reclama
é que eles já nem aquecem
porque eles são o ígneo demo.
Podia ser melhor a poesia e pior a condenação, por isso, peço perdão, à insigne Poetisa, a «Maria sem camisa».
EDUARDO.
:))) Meu amigo Eduardo,
EliminarMuito obrigada por me reconhecer na Maria Sem Camisa! Se houvesse alguém que me quisesse por bem disposta, bastaria fazê-lo, acredite! Acabei por não adoptar o pseudónimo-heterónimo porque nem sequer me senti digna dele... é tão bonita, essa Maria Sem Camisa em que eu julguei reconhecer-me, que poucos o poderiam entender. Mas houve um momento de lucidez em que me não achei digna de ser identificada com ela. Logo num dos primeiros sonetos dessa série, eu lembro-me de fazer algumas comparações entre nós as duas e, sinceramente, ela é muito melhor do que eu vou conseguindo ser. Eu, às vezes, até "rosno" quando as coisas não me correm bem... poucas vezes, eu sei, mas já me aconteceu... o que eu penso que não poderia continuar era a deixá-la sozinha a navegar pela net. Ia matá-la em três tempos... e matei mesmo. A Maria afundou e eu não tive outro remédio senão, muito ocasionalmente, trazê-la à superfície. Repito que só o faço ocasionalmente porque ela, mesmo afundada, dá conta do recado com muito maior rapidez do que eu...
Agora ainda mais a sério, eu não valho um dedo do pé da Maria! Os melhores sonetos deste blog, foi ela quem os escreveu e o meu único mérito foi trazê-la à superfície... e não há nada de sobrenatural nesta aparente fragmentação de um ego; eu sou ela mais os erros todos que fui cometendo ao longo deste percurso... e não foram poucos! Pareço-me com ela na medida em que, se os reconheço - aos erros - não os consigo identificar um a um. Sei apenas que cometi erros e que a Maria Sem Camisa nunca os cometeu.
Peço-lhe desculpa pelo longo discurso - vê? A Maria nunca tentaria explicar o inexplicável! - e respondo-lhe amanhã, em sonetilho ou sextilhas. Estou com tanto sono que corro o risco de não fazer o menor sentido naquilo que estou a tentar dizer-lhe.
Um enorme abraço para si e esposa!
Maria João
Não sei como lhe explicar
Eliminar- não pense que é má vontade! -
O vazio que vai crescendo
Dentro de mim, sem calar
Uma parte da verdade
Ou do que dela eu entendo...
Diria que estou cinzenta,
Que mal consigo escrever,
Que dormi mas tenho sono,
Que alguma coisa atormenta
Minha alegria de "ser",
Mesmo "sendo" ao abandono...
Toda a palavra se afasta
Das minhas mãos de poeta
Mal eu procuro por ela...
Sobrevivo... e não me basta
Esta tão banal faceta
De estar em mim e não nela...
Talvez Maria soubesse
Reagir, ser mais ousada,
Escrever por mãos que não suas...
Se, estando triste, eu pudesse
Rever-me numa outra estrada
Já depois de tantas luas...
Hoje estou de mal comigo!
Só não sei explicar porquê
Nem descobrir que razões
Me levaram, meu amigo,
Pr`a longe de quem me lê...
Não tiro mais ilações!
Aqui está, amigo Eduardo, conforme prometido. Está mauzito e está sem força nenhuma, a condizer com o meu estado de espírito de hoje. Mas, para além das dificuldades do dia a dia, não lhe sei dizer porque razão me sinto, hoje, tão incapaz de escrever qualquer coisa mais animada e com um pouco de qualidade. Nem sequer é comum, em mim, tanta tristeza...
Irei tentar responder ao seu Pedro mas não me parece que o possa fazer com alguma "genica", como tem sido habitual.
Abraço para si e esposa!
“Volta ao universo”
ResponderEliminarRoma já está a arder
Em Bona tocam violino
Atenas sem perceber
Bruxelas traça o destino
Lisboa está na maior
Dublin em ascensão
Madrid não está pior
Londres em ebulição
Bomba atómica no Irão
Mas Israel vai resolver
A Índia em crescimento
E na China quantos são?
O Brasil está a crescer
Há um deus muito atento.
Ah, Poeta, quem me dera
EliminarQue as palavras me nascessem
Sem ter que ficar à espera
De que as letras mas fizessem!
Quem dera entendê-lo bem
Como acontecia dantes...
Hoje o poema não vem
Na premência dos instantes...
Ficam-me presas, nos dedos,
Letras que eu quero deixar
Pr´a esculpir este poema
Mesmo não tendo segredos
Penso que estou a negar
A essência do problema...
Olá e desculpe-me este poema cinzento, Poeta. Estou num dos meus dias "completamente Não". Por muito que "esperneie" não consigo ter alegria... nem sequer muita convicção, nas minhas rimas...
Abraço grande!
“Puzzle europeu”
ResponderEliminarA nova Europa no papel
Não é a que eu conheci
Planeada pl’a Sra.Merkel
Com o ámen do Sr.Sarkozy
Os gregos foram apeados
Italianos estão bem lixados
Os tugas andam marados
E os espanhóis bem calados
Europa está sem futuro
Sem o propósito solidário
Sem crescimento da economia
Teremos um fim prematuro
E o velho modelo autoritário
Em breve retomará a primazia.
Prof Eta
Fraca por dentro e por fora,
EliminarNão escrevo nada de jeito...
O melhor é ir-me embora
Pr`a casa, ver se deito...
Contudo, não quero ir
Sem dizer o que pensei;
Portugal não vai fugir
Do mundo em que o encontrei...
Do "modelo autoritário"
Surgirão os dissidentes
E não mais teremos paz...
Vira-se o mundo ao contrário
Mas não se quebram correntes
De quem pode, quer e... faz!
Deveria ter-me ficado pela primeira quadra, Poeta... ainda só consegui ver uma imagem que uma amiga colocou no Face... nem lá consegui ir, ainda... nem vou conseguir porque isto está quase a fechar...
Abraço gde!
“Há”
ResponderEliminarHá nos confins da Ibéria
Um povo desgovernado
A situação é muito séria
E por tudo culpa o estado
E o estado culpa o povo
Pela fraca produtividade
Às vezes até me comovo
Com a falta de sanidade
Pl’o meio há espertalhões
Não são carne nem peixe
Vão vivendo em beleza
Promovem umas agitações
E enquanto a gente deixe
Vão sugando toda a riqueza.
Há que culpar o sistema
EliminarE o próprio capitalismo
Antes que cresça o problema
E acordemos no fascismo...
Sei que não é um poema
Que fará tal exorcismo
Mas, voltando ao velho tema,
Estamos perto de um abismo...
Penso que este povo, unido,
Jamais será derrotado
Pelas mãos do capital
Mas o caminho é dorido
E o povo já está cansado
De ser cego... ou de ver mal...
Poeta, não lhe enviei o mail porque a fotografia não veio parar ao meu álbum de imagens... mas não é a primeira vez que eu envio uma mms para o computador e já o fiz com êxito... acho que estou em maré de azar :) Também queria mesmo escrever mais um soneto - quanto mais não seja para aliviar estes comentários que se acumulam aqui... - e não consigo. Se não estivesse tão cansada, estaria furiosa comigo mesma :))
Mas não vale a pena insistir... é como se tivesse a cabeça sobrecarregada de informação e algumas preocupações ... algumas é favor! Estou com uma indigestão de preocupações! Não são medos, são mesmo coisas muito reais que eu vou tentando... ou querendo tentar perceber e, às vezes, falham-me algumas peçazinhas. Como diria o Poeta, são coisas que "andam às voltas na carola" :)
Não o maço mais. Estou com sono e só falo de mim...
Abraço grande!
“Outr’alma”
ResponderEliminarA alma não está à venda
Qu’a alma já foi vendida
Para a prestação da renda
Desta vida muito sofrida
Por aí vamos, despidos
À procura de alternativa
Mas de alma desprovidos
A vida tornou-se aflitiva
Arrependa-se pr’a sempre
Quem a alma nos comprou
Pensando que assim podia
Ficar como dono da gente
Mas cedo demais s’enganou
Logo outr’alma em nós nascia.
Ah! Dessa alma que renasce
EliminarConheço a força imparável
E o poema cresce e faz-se
Desse sopro inexplicável!
Nasce o poema revolto
Que ninguém pode parar
Por ser tão livre e tão solto
Quanto o é o próprio ar!
Faz-se também a revolta
E a consciencialização
De um povo a dizer que não
E, quando a alma se solta,
A própria a revolução
Faz ouvir sua canção!
Olá, Poeta! Gostaria de estar na manifestação da função pública, hoje. Gostaria mesmo, mas continuo a não me sentir bem e nem sequer tenho euros para os transportes. Mas estarei com ela de alma e coração.
Consegui, finalmente, "desencalhar" um soneto em decassílabo heróico e minimizar, nos próximos tempos, este cansaço de andar a procurar a agulha no palheiro :)) que é o mesmo que dizer, andar à procura do último sonetilho no meio de tantos comentários...
Abraço grande!
SONETILHO
ResponderEliminarO Puzzle é universal
(Em contraponto ao Puzzle Europeu, do Pedro)
O modelo autoritário
Jamais perdeu o primado
Continua mandatário
No capital, incarnado
Não só no jardim plantado
À beira do oceanário
Na Europa, em todo o lado,
Sempre o mesmo cenário
E se ele desaparecer
Renasce num de repente…
Quase todos almejam ter
Posição preponderante
Ser os maiores entre a Gente
E aviltar o semelhante.
Eduardo
Caro Pedro
Aí te envio o meu puzzle. Gostei do Teu.
Diz à Poetisa que eu leio sempre com o maior agrado tudo quanto ela escreve e que discordo daquela competição que ela está a fazer com a «Maria Sem Camisa», porque ambas são sublimes.
Quando não tiver disposição para retribuir o que eu alinhavo não tem necessidade de estar a desperdiçar os fios dourados com que elabora os seus maravilhosos bordados e, se sobre eles cair alguma lágrima, isso acontece a todos, mesmo aos maiores. Acontecia com frequência ao grande António Nobre quando estava «SÓ»
Um bom domingo para ti Joãozinha e meninos. Até amanhã.
Beijos da Mãe e meus.
Eduardo.
Boa tarde, meu amigo Eduardo!
EliminarObrigada pelas suas palavras de ânimo mas eu nem sequer me atrevo a competir com a Maria sem Camisa. Limito-me a tentar não deixá-la morrer completamente. E estou a usar conscientemente este aparente paradoxo do "morrer completamente" porque a vida dos heterónimos obedece a leis que a vida biológica não reconhece. A Maria anda por cá mas está meia adormecida. Também a tento proteger de muitas preocupações que eu tenho de enfrentar, queira ou não, para lhe preservar a pureza selvagem de todas as deusas-mãe.
Continuo muito cansada e acho que vai ser a última vez que o digo, nos próximos tempos, pois estou cansada até de o dizer. É por isso que lhe envio o meu soneto de hoje
CANSEI-ME...
Cansei-me de pedir-te ao tempo irado…
Cansei-me de chamar-te e, se chamei,
Foi soprando as palavras que nem sei
Se o tempo alguma vez terá usado…
Chegaste, enfim, mas longe do cuidado
De cuidares deste quanto me cansei,
Quiseste impor-me o esforço de outra lei
No corpo de um poema emancipado
Não terei, hoje, a força de mudar-te
E escrever-te é melhor que desprezar-te
Ao fim de tanto inútil chamamento
Mas há-de vir o dia em que chamar-te
Não mais será preciso e completar-te
Terá a rapidez do próprio vento…
Maria João Brito de Sousa – 12.11.2011 – 13.41h
Este foi o soneto possível num dia cinzento e com alguma mágoa por não estar fisicamente presente na manifestação da função pública. Estava a começar a acreditar que tinha perdido a capacidade de sonetar em decassílabo, esforcei-me e lá consegui este soneto cansado.
Um enorme abraço para si e esposa!
Maria João