SONETO PARA UM AMIGO QUE PARTIU NO NATAL PASSADO
É claro… a vida muda, o tempo passa…
Amores? Estes que tenho e que bendigo,
Aos quais voto amizade e dei abrigo
Sem sequer distinguir qual fosse a raça
*
Sorrio ao relembrar quanta era a graça
Deste meu negro e carinhoso amigo
(ama-se um gato sem correr-se o p`rigo
de que esse amor se canse e se desfaça…)
*
Os únicos "senãos" – eu sei-o bem! –
São os limites que esta vida tem
E que, um dia, nos lançam num desnorte
*
Quando, chegado o tempo da partida,
Percebemos que o tal final de vida
Depôs tão grande amor nas mãos da morte.
*
Maria João Brito de Sousa – 26.10.2012 – 02.04h
grandes verdades
ResponderEliminarnesse toque pessoal só teu...bonito
feliz dia
Obrigada, Anjo
EliminarAgora não chove e o sol vai sorrindo timidamente... mas não está lá muito seguro, este sorriso solar...
Feliz dia, com ou sem chuvinha
uma grande feliz tarde
Eliminarque aqui
é chuvinha de engrossar o ruido das ribeiras...
Por aqui o céu está a ficar ameaçador... uns cinzentos escuros que prometem muita chuvinha...
Eliminar
Eliminare eu nos destilantes ....aqui do Académico...
Ai, os destilantes! achei uma graça ao nome que tu lhes dás... nem imaginas! Vê lá, não abuses, eheheh...
EliminarAlegre noite, Anjo!
um bom dia e
Eliminaruns destilantes com regra
sabem bem...
Boa tarde, Anjo!
EliminarSolzinho do bom, neste momento, por aqui. Mas já chuviscou...
Eliminarfrio o sol...nada mal por cá...
feliz tarde
O solzinho também continua a sorrir por aqui...
Eliminareu já bebi uns copinhos
Eliminarfilmei
e agora aguardo a hora de ir embora...TM da Covilhã...
Já???? Pensei que fosse demorar muito tempo...
Eliminar
Eliminarhé hé hé
eu não sou grande fá de Lares...
mais logo irei...
feliz noite
Ahahahah... tudo bem. Penso que percebi. Desculpa mas imaginava-te nalguma festa da UBI...
EliminarFeliz noite, Anjo!
um grande e feliz domingo
Eliminarque eu tô meio destilado...
Heheheh... já sei! Descansa bem!
Eliminaresqueci dizer que publiquei
ResponderEliminaralgo de mim também...
Vou ver, Anjo!
EliminarFeliz dia!
recordações minhas
EliminarE que entusiásticas elas são!
Eliminar
Eliminarsó pequenos momentos...
que a minha mais que nunca, matraqueia...hé hé he
feliz noite
eheheheh... pequenos bons momentos, Anjo... tudo isso é importante e faz bem a tudo
Eliminarpassá-los o melhor possivel...
Eliminarum bom dia
Claro! Para mim o mais importante é um bom poema... e esses já só vêm de vez em quando... mas fico muito contente quando consigo fazer um...
Eliminar
Eliminara leitura já não será como era
mas bem, há que resistir...
feliz tarde
Olá, se há! Vivemos um momento em que é mesmo obrigatório resistir!
Eliminar
Eliminar... e vivam os resistentes, Anjo! Brindo com chá porque é a única coisa que tenho...
Eliminar
Eliminarresistamos sempre...
feliz domingo
que eu até me doi o corpo todo...
Sempre, Anjo!
EliminarOlha que a mim também me dói o corpo todo e não bebi nem meio destilante... isto está tão mau que quase nem consigo andar e tenho o lado esquerdo do corpo todo dormente...
Está muito frio, por aqui, mas brilha um solzinho radioso!
mesmo assim
Eliminaruma feliz tarde
E estou com ânimo, apesar de tudo... conseguisse eu mexer-me bem, Anjo e garanto-te que seria muito mais participativa em reuniões, reivindicações, manifestações... em tudo!
Eliminar
Eliminarfica a gente nova para tal...
feliz noite que tá um frio....brrrrrr
A quem vens tu dizer que está frio, Anjo...
Eliminarbrrrr... mas que tenhas uma feliz e agasalhada noite
Eliminarum feliz dia ...
está a ser esgotante... e esgotei-me nas coisas do dia a dia... mas não estou infeliz, Anjo!
EliminarFeliz tarde para ti!
Eliminaruma noite repousada
Noite muito feliz para ti, Anjo!
EliminarChá sem culpa.
ResponderEliminarVou ver, Poeta!
Eliminar“Repetição”
ResponderEliminarRepetição do passado
Nos futuros que virão
Tão certos com’os fados
Da nossa melhor tradição
Assim como a saudade
Não ficará do presente
Dum tempo d’insanidade
Povoado de gente demente
Há esperança que não morre
Mas é certo ficará insana
Com tantas desilusões
Vendo esta gente que corre
Contra a sua raça humana
Num futuro com repetições.
Foi-se dando um passo atrás
EliminarE outro, sem se perceber
Que há quem seja bem capaz
De tudo, pelo poder!
Mas, andar pr`a trás, não quero
Que o tempo era um tempo injusto
E, às vezes, mal me tolero
Se lhe evoco, enorme, o custo...
Esperança, enquanto esperança for,
Deita a mão a qualquer tempo,
Dá-lhe a volta e, logo mais,
Germinando, irá impor
A sua força, ao lamento,
E o seu brado, aos velhos "ais"...
Abraço grande, Poeta!
Lanza na ponte.
ResponderEliminarQuero ouvi-lo, Poeta!
EliminarChá natural.
ResponderEliminarChá natural... adivinhou que eu fiquei sem açúcar, Poeta? Eheheheh...
EliminarChá natural.
ResponderEliminarVou já, Poeta!
EliminarA MARATONA DO GASPAR
ResponderEliminarAndava o Ministro assaz agastado
Para lá e p´ra cá, sempre numa fona
E, assim, terminar a tal maratona
Sem ela, ao menos, haver começado.
Com um tal percurso, tão apoquentado
E mais com a crise torpe e comilona,
Julgando seus males já ter mitigado
Pôs-se a repousar, enfim, de poltrona.
Mas ele distraído, ou por seu intento
Esqueceu a regras duma tal corrida…
Não se correm milhas, sem ter alimento
E com os contendores mortos de canseira
E outros tombando, na pista, sem vida
Finou-se o prélio da pior maneira.
Eduardo
Venha o Gaspar dizer que o povo é grande,
EliminarQue somos pacifistas muito honrados...
Podemos ser assim mas, de zangados,
Já não há elogio que a fúria abrande!
Assim, não há nem mão que nos comande,
Corrente que nos prenda agrilhoados
Ao estatuto de escravos e calados
Pois gritamos: - A troika que desande!
Provámos, de injustiças, mais de mil,
Vimos do mal que fazem, das loucuras
Contra as conquistas desse nosso Abril!
Sabemos das mil coisas que nos doem
E, a bem de umas elites ditas "puras",
Do roubo dum futuro... que destroem!
Maria João
Muito obrigada por mais este soneto, amigo Eduardo!
Abraço grande para si e Maria dos Anjos!
O chá cuida de nós.
ResponderEliminarainda agora de lá vim... agorinha mesmo! Mas volto ao Chá!
Eliminar“Gritaria não”
ResponderEliminarVinte meses apenas
P’rá linha de chegada
Mortos são às dezenas
Ao longo da caminhada
Representam o sacrifício
Desta longa maratona
São os ossos do ofício
Relvas não nos abandona
Procura dar-nos alento
Só não quer é gritaria
Que incomode majestade
Paguemos o seu sustento
Pois essa é a única via
P’ra não sentir austeridade.
Prof Eta
Não sei que corrida é essa
EliminarQue inclui o Relvas e tudo
Nem que incumprida promessa
Surge desse apelo mudo...
É a corrida ao poder?
Mas no poder já eles estão
E assim fico sem saber
Até da "refundação"...
Se é pr`á chegada de alguém
Estou pronta pr`ás "boas-vindas"
Mesmo que não possa andar
Pois não hei-de ficar sem
Dizer-lhe as palavras lindas
Que agora estou a lembrar...
Abraço grande, Poeta!
A NOSSA MARATONA
ResponderEliminarMaratona dos horrores
Não teve abastecimentos
Para os débeis corredores
Privados de alimentos
Dois terços de estertores,
De tropeções e lamentos
Falta um terço de suores
P´ra vencer os maus momentos.
Quem irá chegar à meta
Da corrida sem esperança?
Apenas um atleta
Que por não ter sentimentos
Sempre foi enchendo a pança
Usurpando os mantimentos,
Eduardo
Será que a grande corrida
EliminarDe que agora vai falando
Começou mal à partida
Por falta de um bom comando?
Será que fala da vida,
Das coisas que vão faltando,
Desta fome indesmentida
Que, entre nós, já vai grassando?
Será sobre o céu cinzento
Que sobre nós se agiganta
Pr`a privar-nos do sustento?
De outras lacunas quaisquer
Ou deste povo que as canta
Por saber que irá vencer?
Mais uma vez obrigada pela sua contribuição, amigo Eduardo! Abraço!
Gigli canta na ponte.
ResponderEliminarVou ouvi-la, Poeta!
EliminarChá na maratona.
ResponderEliminarUma verdadeira maratona tem sido o meu dia de hoje, Poeta... se o Chá estiver tão cansado quanto eu, sugiro-lhe umas horas de repouso, eheheh
Eliminar“Refundidos”
ResponderEliminarÉ tempo de refundar
Três vivas à refundação
Antes mesmo de afundar
Esta belíssima nação
E eu que vos proponho
Este brinde vigoroso
Estarão comigo suponho
Em momento valoroso
Refundados nós teremos
Outro futuro, outra vida
Mais além chegaremos
Pátria de novo nascida
Refundados nós seremos
Viva a pátria refundida.
Não faltam neologismos
EliminarPr`a tapar as grandes falhas
Que mais me parecem sismos
Ou disfarce de umas gralhas...
Não estou com quem quer reformas
De um sistema já... estragado!
Lamento, mas uso normas
Mesmo que seja pecado!
Pegar no "mal", "refundá-lo",
Querer transformá-lo num bem,
Impingi-lo, sustentá-lo,
Dar-lhe uma volta, enfeitá-lo
Só para agradar a alguém...
PESSOAL; É PR`AFUNDÁ-LO!!!
Cá vai, com o meu cansadíssimo abraço, Poeta!
Maria de Buenos Aires na ponte.
ResponderEliminarVou ver, Poeta!
EliminarO chá refundou-se.
ResponderEliminarAhahahah... pobre Chá! Vou vê-lo!
Eliminar“Reafundar”
ResponderEliminarRefundação terminada
Venha já o orçamento
Ou então não sobra nada
P’ra dar ao salazarento
O povo aguenta mais
Já apregoa o banqueiro
E eu vejo disso sinais
Os que faz o timoneiro
Duma nau já sem rumo
Ao sabor desta tormenta
Remem todos com vontade
É dado certo, não presumo
Este é um povo que aguenta
Com todo a austeridade.
Prof Eta
Não remam, não! Já cansados
EliminarDe aturar tais disparates,
Levantam-se, amotinados,
Mandam a nau pr`ó... Eufrates!
Mudemos de timoneiros
Que, a estes, ninguém os quer
E o mar é dos marinheiros,
Não se verga ao deus-poder!
Já com tanta austeridade
Se afunda a nau das promessas
Que prometem sem verdade
Que antecedem tal motim
E os tripulantes, sem pressas,
Pegam no timão por fim!
Abraço grande, Poeta!
Houve um lugar é a ponte.
ResponderEliminarVou ver esse lugar, Poeta!
EliminarO chá abrigou-se.
ResponderEliminar... e eu estou com uma gripe gigantesca...
EliminarVou até lá, Poeta!
vim só desejar uma boa tarde
ResponderEliminare que tudo vá bem...
Olá, Anjo!
EliminarEstou com uma gripe daquelas que parecem pesar uma tonelada... já andava com as febrezinhas e agora estou com uma febrezona... só com muito esforço me vou conseguindo manter sentada no bando de sumapau...tirito de frio!
Feliz resto de tarde para ti!
... já nem sei o que escrevo... queria dizer BANCO e escrevi bando... é que o banco onde estou sentada ´é de tábua corrida...
Eliminaragasalhar é necessário MJ...
Eliminareu tou paralisado do lado direito
ombro, omoplata, braço e uma cervical...
prá semana vamos ver o veredicto...
um feliz dia pra ti
EliminarPois... também tenho duas hérnias - logo duas... - na cervical... não é pera-doce, não, Anjo... as tuas melhoras
EliminarOutra para ti
Eliminar“Dia das bruxas”
ResponderEliminarHalloween muito feliz
Nossa antiga tradição
Pelo menos assim se diz
A mim parece-me que não
Com abóboras iluminadas
E um sorriso recortado
Abóboras parlamentadas
E o orçamento votado
Sentido de dever cumprido
Para este país refundar
Com gostosura ou travessura
Parece que está decidido
Isto é mesmo pr’afundar
Não é das bruxas a loucura.
Eu respondi a este sonetilho! Vinha agora buscá-lo para o levar... ai, quer ver que não ficou publicado...?
EliminarHalloween parlamentar,
EliminarFoi aquilo que entendi...
Não vos queria chatear
Com quanto por lá ouvi,
Mas fiquei quase a chorar
E garanto que perdi
O poder de controlar
Toda a fúria que senti
As abóboras fugiram
E a multidão foi crescendo,
Mas o OGE passou
E, deste lado, surgiram
Certezas a que me prendo
Nesta tristeza em que estou...
O outro nem sequer era parecido, mas foi-se, Poeta... de qualquer forma tenho sempre muita dificuldade em escrever quando estou com febre...
Abraço grande!
Uma ponte nostalgica.
ResponderEliminarE uma visitante muito, muito febril... Vou vê-la!
EliminarÉ tropical, é fado, é na ponte.
ResponderEliminarHoje há Ponte a dobrar! Obrigada, Poeta!
EliminarHá músicas que não escolhem dia, porque são de todos os dias, assim a ponte hoje voltou a ecoar.
EliminarE ecoou à maravilha, Poeta!
EliminarFoi a segunda vez, hoje, em que fiquei com as lágrimas nos olhos... e a primeira foi com a leitura da frase "o povo unido nunca mais será vencido", logo a seguir à votação daquele OGE criminoso...
Muito obrigada e um abraço grande!
O chá é grande.
ResponderEliminarTambém a minha gripe, Poeta... mas vou já
Eliminar“Troika nossa”
ResponderEliminarVai dizendo a troika nossa
Iremos sempre mais além
Sem que culpa seja vossa
Contribuam como convém
Não sabemos se causa mossa
Mas se estão vivos, estão bem
Aguentam austeridade grossa
E o plano B já lá vem
Assim vamos esvaziando
Todo o vosso rendimento
Mas sempre a bem da nação
Cá nos vamos apaparicando
Na cantina do parlamento
Mas só com ovas de esturjão.
Prof Eta
Eles que vão comer caviar
EliminarPara um planeta qualquer
De outro sistema estelar
Porque, aqui, ninguém os quer!
Nem a eles nem aos vendidos
Que andam a apaparicá-los
Ou que estão tão distraídos
Que nem sabem criticá-los!
Já não temos soberania,
Nem temos coisa nenhuma...
Mal nos resta a "imparidade"
De ir criando a mais-valia
Pr`a todo aquele que avoluma
Esta absurda austeridade...
Abraço grande, Poeta!
Silêncio que se vai tocar na ponte.
ResponderEliminarLá vou, Poeta!
EliminarO chá é reciproco.
ResponderEliminarVou vê-lo... ou lê-lo!
Eliminar“Ai povo”
ResponderEliminarAi povo unido
Cabelo comprido
Charuto mordido
Sem Abril cumprido
Na teia do partido
P’la corrupção engolido
Eu te faço um pedido
Afasta esse prurido
Faz-te mesmo união
Sem qualquer pretensão
A não ser cada irmão
Sentindo o seu coração
E cada mão na mão
Construa essa união.
Ah, Poeta... está bem bonito, este sonetilho! Só me parece que revela algum desconhecimento do ideal comunista do qual eu nem sequer posso fazer parte, a não ser através do suporte que vou tentando dar online... é que, neste Partido que eu apoio e com o qual sinto ter tantas afinidades, não existe mesmo corrupção... mas estou tão ensonada e cansada de andar a tentar entrar no Face sem o conseguir... desta vez penso que é mesmo uma avaria...
EliminarVou deixar a resposta para amanhã... hoje só sairia disparate se eu tentasse poetar... hoje a febre está mesmo a fazer das suas...
Abraço grande!
Nos partidos não há corrupção, ela há é nos homens. e se os partidos têm homens então está tudo dito, assim como as regras podem ser excepção, também as excepções podem ser regra, portanto tudo existe em todo o lado, poderia ralatar factos, mas que nunca seriam factos, pois sem haver provas nunca passariam de meras histórias, é sempre assim que se constroi a nossa história, por isso não há só uma, há tantas quanto se queira. E só para terminar quando escrevi partido não me referia a nenhum em concreto, mas há capacidade que o homem tem que ter para sair desses casulos e ver cada irmão como um semelhante para poder de facto unir-se, porque ao encasular-se de alguma maneira o homem o que promove é desunião. Tudo assim dito é utopia eu sei, mas pode ser que um dia as utopias deixem de o ser, por uma quaquer razão que agora ainda não vislumbro.
EliminarVê que eu errei naquilo que bem temia? A febre minou-me o discernimento e vi o sonetilho como uma mensagem pessoal... e é errado, eu sei - e sempre tenho mantido essa posição - abordar um poema como se ele nos fosse pessoalmente dirigido. Além do mais, estou farta de saber que é uma forma redutora de abordar a poesia... ms hoje não estou melhor do que estava ontem... bem pelo contrário... apenas posso dizer-lhe que, no partido a que me refiro, até pode entrar um ou outro membro com maior tendência para se deixar corromper, mas depressa desiste da militância uma vez que esta, nesse partido, lhe exige um despojamento total em relação aos bens materiais e às ambições "carreiristas"... é assim que as coisas funcionam na prática, segundo os estatutos e em prol dos objectivos que incansavelmente perseguimos.
EliminarNão vejo os partidos - sobretudo este partido - como casulos. O grande capital está organizado e só organizados o poderemos combater, Poeta. Os partidos foram uma conquista da Revolução de Abril e eu não quereria perder nem uma dessas conquistas... não tenho dúvidas de que esse seria um dos interesses do grande capital. E não estamos minimamente preparados para enfrentar o golpe que o poder financeiro nos prepara neste exacto momento. Não estamos nem estaremos enquanto nos não soubermos organizar, enquanto muitos de nós não se sentirem capazes de dar a vida pelo futuro de todos em igualdade, como dezenas e dezenas de comunistas o fizeram durante o Estado Novo. Por isso tornei tão pública a minha posição política, mesmo sabendo que o meu trabalho seria ínfimo e, muito provavelmente, desajeitado devido às dificuldades em locomover-me e participar nas reuniões e sessões de esclarecimento. Não me arrependo nem por um segundo. Lá, como em nenhum outro sítio que eu tenha conhecido, se aprende que cada um dos que nos rodeiam é um irmão.
Mas vou tentar poetar agora, uma resposta ao seu sonetilho de ontem.
Abraço grande!
Pouco a pouco há-de cumprir-se
EliminarQuanto Abril nos prometeu
C`o a "riqueza" a despedir-se
Das "diferenças" que acendeu...
Muitos de nós não desistem,
Muitos de nós sabem bem
Que há ideais que resistem
Ao tempo e à morte também...
Ninguém tenha a veleidade
De dizer, neste momento,
Que existe a neutralidade
Pois, amigo, na verdade,
Não merece esquecimento
Quem lutou por liberdade...
Saiu um bocadinho desafinado porque eu não estou - como lhe disse - nada melhor desta gripalhada e não há nada pior para a "inspiração poética" do que a mistura da febre com dor de cabeça intensa e mal estar generalizado... tudo somadinho às limitações e desafinações físicas do costume...
Abraço grande, Poeta!
Ute na ponte.
ResponderEliminarLá vou, Poeta! Acho que estou com mais febre... mal me aguento sentada...
EliminarMEMORANDO DO MAU PAI
ResponderEliminarAnda por perto o credor,
Problema que me consome
Mas tenho outro maior,
Os filhos cheios de fome…
Não quero ser devedor,
Quero salvar o bom-nome
Aguentem, ninguém come
Eu não serei um traidor.
Irei ficar na História,
Os filhos deixo morrer,
Morrem em nome da glória…
Pago juros, capital
Mas não lhes dou de comer.
Morrer de fome é vital!
Eduardo
Nunca foi tão desumana
EliminarQuanto agora está a ser
Esta invenção do poder
E de quanto dele emana...
Transmutado em coisa insana
Deitar-nos-á a perder
Mas, quando o povo quiser,
Bem depressa o desengana...
Simplesmente... não paguemos
E veremos até quando
Cobram quanto não devemos!
Todos juntos... sobraremos
Pr`ó "grupelho do comando"
Que nos leva quanto temos!
Desculpe, meu amigo Eduardo, mas não estou mesmo nada inspirada... hoje a febre está mesmo a tirar-me a inspiração toda. O seu está muitíssimo bom, como sempre. Agradeço muito e deixo o meu abraço para si e Maria dos Anjos.
O chá é circular.
ResponderEliminarVou ver esse círculo, Poeta!
Eliminar“Insolvência moral”
ResponderEliminarO FMI vem ajudar
Para a despesa cortar
Não sabemos governar
Vamos ter que pagar
Juros até à morte
Por esta assessoria
País pobre e sem sorte
Escolheu a sua via
A austeridade brutal
Espécie de opressão
A dependência total
Que não é solução
A insolvência moral
Levou a esta decisão.
Prof Eta
A corja do capital
EliminarHipotecou-nos a Terra!
Vêm ver se Portugal
Está submisso... ou lhes dá guerra!
Se à custa de um povo inteiro
Alguns se mostram servis,
Já o povo é justiceiro,
Não verga tanto a cerviz!
Para nada trabalhamos,
Em vão nos sacrificamos,
Por esta conta impagável,
Porque, pagar... não pagamos
Por mais que, afinal, queiramos...
Isto é mesmo insustentável!
Abraço grande, Poeta!
Louis on the bridge.
ResponderEliminarVou ouvi-lo, Poeta!
EliminarNOVO ACORDO DE ORTOGRAPHIA
ResponderEliminarVindos nós de novo a as medievas eras
Mai-la o negrume da crua escravidão
Acordados inda doutras primaveras
E agora falidos em tal servidão
Tomemos asinha esta tentação
De a fala e escrita salvar de quimeras
Amostrando audazes nossa erudição
Vamos arrimar acordo deveras
Já que a as arrecuas voltamos agora
A os tempos de perca de a independência
Com fervor de Celtas vamos lançar fora
Arengada insana de estilo sem cura
Espelho que amostra a nossa falência
Se tudo vendemos queremos fala pura.
Eduardo
Senhor, a febre subiu,
EliminarO mal estar não melhorou
E até a tosse agravou
A gripe que me atingiu...
Já a tez se me tingiu
Do rubor que a matizou
E o corpo tremelicou
Torturado pelo frio...
A tosse subiu de tom
E eu bem sei que nunca é bom
Sentir-se alguém neste estado...
Posso estar muito doente
Mas ficarei firmemente
Contra este Acordo malvado!
Não vai em decassílabo porque, brincando, brincando, estou exactamente conforme descrevo... as minhas rimas podem ter alguma força mas são muito frágeis na sua condição de "flores campestres", rsrsrsrs
A verdade é que o mal estar físico me retira toda a inspiração, amigo Eduardo, sobretudo quando acompanhado por febre. Muito grata por mais este seu aguerrido soneto!
Maria João
Um cházinho reponsável.
ResponderEliminarLá vou, Poeta!
Eliminar“Casulo”
ResponderEliminarHomem não é união
Mas sim a desunião
Homem não é evolução
Mas sim a desagregação
Promove confrontação
Bom motivo de discussão
Mas também de destruição
Sempre por uma boa razão
Mas no dia em que a utopia
Tenha deixado de o ser
Pode o homem destruir
Esse casulo que impedia
A cada homem o homem ver
E já pode a união construir.
Nem por oito... nem oitenta!
EliminarNão somos seres tão malvados
Quanto o que pr`aí se inventa...
Estamos só... mal acabados...
Somos capazes do bem,
Somos capazes do mal...
Somos, quando nos convém,
Como qualquer animal
E apenas a razão
De criar complexamente
Discrimina a nossa acção,
Não teremos intenção
De sermos apenas gente...
Mas é essa a conclusão!
Abraço grande, Poeta! Estou num dos meus dias de cepticismo... alguma irracionalidade e muito cepticismo, nem eu sei porquê!
Não digo que é da febre porque ela tem sido o bode expiatório de todos os meus defeitozinhos, mas...
Beijinho para a Maria e para os pequeninos!
Na ponte andamos.
ResponderEliminarNesta ponte até eu ando bem, Poeta
Eliminar