SE (ME) EXALTO


 


(Soneto em verso eneassilábico)


 


 


 


Se dissinto e me exalto e procuro,


Nestes versos de terra batida,


O perfeito local do Futuro


Onde erguer, no futuro, outra vida


 


É por ser-me insondável, mas puro,


Este querer que me torna aguerrida


E este ser, de que não me descuro,


Neste estar de chegada e partida!


 


Se, amanhã, ou depois, me esquecer


Do que agora me move e me enleia


Nestes ramos de humano saber,


 


Será tempo de o tempo o dizer


Mas, enquanto este qu`rer me norteia,


Terei tempo e razões pr`a viver!


 


 


Maria João Brito de Sousa – 29.04.2013 – 19.42h


 


 


 


IMAGEM - Desenho de Álvaro Cunhal, série "Desenhos da Prisão"

Comentários

  1. “Esclerose”

    São os todo poderosos
    Dum poder esclerosado
    Andam muito ansiosos
    Pressentem o mau bocado

    Perceberam que afinal
    Não são mais intocáveis
    Pois para o pai capital
    São apenas descartáveis

    Outros piores se seguirão
    E mais baratos também
    Seus lugares ocuparão

    Desde S.Bento a Belém
    E como destino a nação
    Da esclerose ficará refém.

    Prof Eta

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  2. Respostas
    1. Não estou em condições de responder, Poeta... a infecção ainda por cá está... e as dores são muitas, para não falar da debilidade generalizada, que se acentuou muito... mas vou ver este Ser Chá!

      Abraço grande!

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  3. «A MAIS ALTA POETISA»

    Alta, mas não em altura,
    É a grande poetisa
    De elevada estrutura,
    Mas «Maria sem camisa».

    Mais do que a amena brisa
    A poesia é doçura
    Se a sua pena desliza
    Por metáforas de ternura

    Não me sinto pequenino
    Quando seus versos eu leio
    Pois é prémio que o destino,

    Generoso, me quis dar
    Momentos de devaneio
    Tesouros para guardar.

    Eduardo

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada! Deixa-me sem palavras, amigo Eduardo!
      Não me estou a sentir - nem estarei, durante o tempo que este longo e doloroso processo demorar... - de responder aos amigos, mas vim tentar, pelo menos ler os sonetos do seu Pedro... a este não o podia "deixar passar" sem um especial agradecimento... mas fico sem palavras quando me elogiam muito, rsrsrsrsrs... não o digo "por dizer"; fico mesmo sem saber como agradecer...

      Um enorme abraço para si e sua esposa!


      Maria João

      Eliminar
  4. “Maio”

    Maio sonha trabalhador
    Alavanca da sociedade
    Sente toda a sua dor
    Não pensa em fatalidade

    Constrói com seu labor
    Espelhos da humanidade
    De alma trajada a rigor
    É forte nessa vontade

    Gasta toneladas de suor
    A esculpir obra ignorada
    Que lhe pagam a tostão

    Inicia com todo o fulgor
    Passo duma nova jornada
    Que há-de ser sua missão.

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