SONETO - 8
SONETO - 8 * Pra que amanhã do luto nasça a luta, Rego os cravos vermelhos que secaram Renego os deuses que me desprezaram E transformo a fraqueza em força bruta * Inda que irresolvida, resoluta, Cuspo nessoutros que os cravos pisaram E sobrevivo a quantas dor´s me varam Assim que as mãos retornam à labuta * Revejo-me nos cravos que resistem: Inda que em solo hostil estejam plantados Jamais se vergarão aos que os conquistem * Rompem mordaças, quebram cadeados, Derrubam muros, mesmo os que inexistem, E não se rendem quando espezinhados! * Mª João Brito de Sousa 20.05.2025 - 00.05h * Sonetos da Contagem Decrescente ***
Hoje e sempre, enquanto a memória me não atraiçoar.
ResponderEliminarEspero e desejo que esteja a recuperar a saúde ainda que devagarinho.
Abraço
Sim, Elvira, hoje e sempre recordaremos e defenderemos esse Abril de 1974.
EliminarObrigada pelo seu cuidado com a minha saúde que, infelizmente, não vejo melhorar.
Um grande abraço.
Seria muito bom que os ideais de Liberdade continuassem viçosos, como os cravos de Abril, Maria João! Ainda que, o passar dos anos, tenha feito adormecer muitas vontades e galvanizado interesses duvidosos.
ResponderEliminarUm beijinho com votos de boa recuperação.
É bem verdade, Janita.
EliminarO passar dos anos e as traiçoeiras armadilhas do capitalismo fizeram adormecer muitas vontades e galvanizaram interesses duvidosos, mas dentro de muitos de nós os ideiais da Liberdade continuam tão viçosos quanto os cravos de Abril
Obrigada e um grande beijinho.
Somos muitos, muitos mil
ResponderEliminara defender
Cravos de Abril
E foi tão bonito ouvir
uma escola em peso
dizendo o poema de Ary
Deve ter sido um momento ímpar, Rogério
EliminarAbraço de uma eterna não-ausente.
Bom fim de Semana
ResponderEliminarBeijinhos de aqui
e boa recuperação é que é necessária
Bom fim-de-semana também para ti, Anjo
EliminarBeijinhos e que aproveites bem a neve que ainda veste de branco a tua serra.
Votos de Saúde. Viva, Abril. E que venha Maio, "maduro Maio..." Francisco.
ResponderEliminarBom dia, amigo Francisco.
EliminarMaio, o "maduro Maio", está mesmo a chegar. Já vislumbramos ao virar da esquina o seu glorioso dia primeiro.
Agradeço e retribuo os votos de saúde.
Abraço
Mais uma Semana
ResponderEliminarmais um bom dia
que desejo seja sorridente de alegria
Beijinhos e boa recuperação
Obrigada, Anjo.
EliminarQue tenhas uma excelente semana e um festivo 1º de Maio.
Beijinhos
Peço desculpa de só agora vir comentar, mas estou com a leitura dos meus blogs preferidos atrasadíssima. Hoje já é Primeiro de Maio, mas vem mesmo a calhar. Que floresçam mil cravos vermelhos e que a Maria João os veja florir.
ResponderEliminarFernando Ribeiro
Veio num momento perfeito, Fernando. É impossível desligar o 25 de Abril do 1º de Maio, neste jardim à beira mar plantado.
EliminarTambém eu, por falta de saúde e crescentes dificuldades visuais, me vi na contingência de reduzir drasticamente as minhas leituras. Compreendo-o perfeitamente, acredite.
Um forte abraço e votos de um festivo 1º de Maio.
"Insustentável"
ResponderEliminarJá não consigo chorar
O riso sai-me torcido
E na hora de amar
Pena não ter sofrido
Já na hora de gritar
Pena não ter sido ouvido
Na hora de navegar
Pena não haver partido
Esta a leveza do ser
Por não haver certeza
De lhe ter pertencido
E se uma certeza houver
É a insustentável leveza
Do contrapeso vencido.
Prof Eta
Insustentável II
Eliminar"Do contrapeso vencido"
Pouco ou nada me sobrou,
Nem meu riso é distorcido
Por algo que já passou
Por maior que tenha sido,
Por mais que afronte o que sou,
Mas sobrou-me, em diferido,
Sentir que tudo mudou,
Pois se a Musa não me assiste,
Confesso que fico triste,
Confirmo que perco o rumo...
Falo dela... e nem existe,
Muito embora me conquiste
Se sobre mim cai a prumo.
Maria João
Bom dia, Poeta
Cá vão o meu martelado sonetilho e o forte abraço de sempre.