DISTO ESTOU CATIVA (soneto/missiva)

DISTO ESTOU CATIVA - imagem.jpg


 


DISTO ESTOU CATIVA


(Soneto/missiva)


*


Estive quase a morrer no hospital
E hoje estou quase cega, pouco vejo...
Peço, poeta, não me leve a mal
Não ter correspondido ao seu desejo
*



De amigável conversa virtual...
Creia, poeta, que não tive ensejo
​​​​​​​De dar resposta, como habitual


E, de futuro, nada bom prevejo.


*


 


Doseio a conta-gotas o que leio


E também o que escrevo hoje doseio...


Tudo isto faço pra manter-me viva


 


*


Não vá a morte  levar, de escanteio,


O que antes lhe neguei. Decepcionei-o?


Peço perdão, mas disto estou cativa.


 


*


 


Maria João Brito de Sousa – 29.03.2020 – 16.24h


**


 


Nota - Soneto enviado como resposta ao soneto "Missiva" que me foi enviado por um poeta amigo do Brasil, Raymundo Salles.


 


Imagem retirada da WWW, via Google


 

Comentários

  1. Atão?
    Q´ue qu´e isso?
    Força!
    Que eu impo!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Rogério, não me perguntes como nem porquê, mas eu ainda conservo bastante força na massa cinzenta, eheheh...

      Isto é a resposta a um poeta brasileiro que se correspondia comigo em soneto e que, de repente, deixou de saber de mim. Nestes últimos tempos até tenho evitado abrir o meu correio electrónico. Perco-me por lá, cegueta de todo. Às tantas deixo escapar 3/4 das mensagens e notificações, deito fora o que não queria e receio abrir aquilo que não interessa nem ao menino Jesus...

      O facto de ainda ter um "bestunto" bem ginasticado, não me impede de estar bastante mais "zarolha" do que o nosso famoso Luís Vaz. Não vejo nada de nada do olho esquerdo e, do direito, já vou vendo muito pouco. Tenho de escrever às apalpadelas, que remédio...

      Abraço!

      Eliminar

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