A MASCARADA...


A MASCARADA


*


 


Quis vestir-me de Gata Borralheira!


(prenunciava o nome o meu futuro)


Calcei sapatos do cristal mais puro


E ergui palácio e trono na lareira.


*


 


P`ra dar veracidade à brincadeira,


Vesti o meu vestido verde-escuro


E, não fora o sapato ser tão duro,


Durar-me-ia o jogo a tarde inteira,


*


 


 Mas... racha-se o botim, quebra o cristal,


Fica o pé a sangrar e dói-me tanto...


A criada, no auge da aflição,


*


 


Tentando reparar tão grande mal,


Consegue-me acordar do estranho encanto


Porque em vez de acudir-me... varre o chão!


*


 


 


 


Maria João Brito de Sousa - 29.01.2008  16.47h


 


 

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