AQUELOUTRA

 


AQUELOUTRA


*


 


Essoutra controversa, excomungada,


Abstrusa figurinha de café,


A que jamais impondo a sua fé


Nela constituíra uma morada,


*


 


A cara de bezerra desmamada,


Da lágrima ao sorriso, é como é


E nunca mais se aparta do seu pé


Qualquer desconcertante gargalhada.


*


 


A que passou por tratos-de-polé


Sem nunca se apodar de maltratada,


A que despreza os ditos da ralé,


*


 


A tonta, a sem-razão, desmazelada,


Que vai e torna a vir como a maré...


A Poeta-Pintora naufragada!


*


 


 


 


Maria João Brito de Sousa - 30.01.2008  - 14.17h


 


 


Memorando Mário de Sá Carneiro


 


 

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