AUTONOMIA

AUTONOMIA


*


 


Segue em rota frontal de colisão


Com a minha vontade de ser eu,


Na polpa do poema, o que escreveu


Esta determinada, incauta, mão.


*


 


 


Não volto atrás, nem nego a decisão!


Tão livre é o poema que nasceu


Que, sendo por mim escrito, não é meu


Pois me ultrapassa em determinação.


*


 


Cá fico, neste cais de terra e mar,


Olhando essa insensata autonomia


Que, mesmo partilhada, segue em frente


*


 


Nas asas de um mistério por sondar


Que dá vida ao poema que só qu`ria


Um pouco da atenção de muita a gente.


*


  


Maria João Brito de Sousa - 25.012008 - 11.58h

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