DÚVIDA EXISTENCIAL

Das palavras fazemos caravelas,
Navegamos no espaço das ideias,
Somos o germinar de panaceias,
Pedras filosofais, chamas de velas...
Cruzamo-nos em vidas paralelas,
Inventamos, no mar, mito e sereias,
Acendemos o sol noutras candeias,
Pintamos de outra cor as nossas telas.
Se trazemos em nós tanto futuro,
Se abrimos uma porta ao amanhã
E se nada nos trava, nem nos prende,
Porque razão será qu`inda procuro
Pesar os prós e contras da maçã
Que a mesmíssima cobra hoje me estende?
Maria João Brito de Sousa
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27.02.08 - 16.00h
Das palavras fazemos saltos
ResponderEliminarDos espaços tempo que não temos
E semeamos o que demos
Até pormos os pés nos asfalto
De um trapézio corda equidistante
Da sombra luz mais que amada
Da vida perturbamos cada instante
Um tudo temperamos com um nada
Queremos ser sempre mais alguém
E perdemo-nos nos ponteiros das horas
Por ansiar horizontes de além
Por vivermos ontems sem agoras
Do meu grito fiz silêncio sentido
Da minha alma apenas um momento
Do meu ser um suspiro tido
Mas caminho sempre contra o vento
Adoro ler poesia, mas ler uma poeta viva que escreve com alma de Espanca, verdade de Pessoa e essência de Torga é algo inigualável.
Um beijo :)
Muito muito obrigada, meu amigo Poeta de Domingo! Acho que nunca ouvi, em toda a minha vida, um elogio tão maravilhosmente gratificante. E muito obrigada, também pelo poema, que é líndíssimo!
EliminarBlogabraço!
Amigo Poeta, é a coisa mais bonita que me disseram até hoje!
EliminarOBRIGADA!
Num arrojo de palavras fico mudo sem saber qual a melhor.
ResponderEliminarSomos poetas pois!
Até quando dessa pele nós fugimos.
Abreijos.
Verdadíssima! "Até quando dessa pele nós fugimos"!
EliminarBlogabraço e abreijos!