A ÁRVORE III
Sou produto final da conta aberta
Pelo Santo Graal que habita em mim
E o berço onde se embala, até ao fim,
Aquilo que há-de vir. Sou rota certa.
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Receptáculo, lápis de escrever
Obedecendo às ordens da harmonia,
Ou simples utensílio de quem cria
Tudo o que ainda está por conceber,
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Pois coube-me a tarefa de ser mãe
Da voz (des)necessária de um poema
No espanto das palavras que encontrar
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E falo do que sou, por ser, também
A árvore discreta que te acena
Na oferta dos mil frutos que engendrar...
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Maria João Brito de Sousa - 16.03.2008 - 14.26h
Ligeira ausência, mas lendo o que se vai escrevendo. não tive o prazer de a ouvir declamar porque não tive conhecimento do acontecimento, quem sabe duma próxima...quem corre por gosto não cansa, diz o povo e com razão.
ResponderEliminarQue Graal procuramos nós pela vida fora?
Um abraço para toda a semana, mas voltarei durante a dita. Sorrisos.
Muitos sorrisos. O Graal que procuramos pela vida fora é esse que É em todas as coisas. Como insistimos em procurá-lo isoladamente... nunca o encontramos!
EliminarAbraço grande.