CHAMAR O SOL


 


Eu já chamei o sol quando menina...


Cantava, acreditava e... ele lá vinha!


Não sei se era outro dom dos tais que eu tinha,


Ou se era por ser tão, tão pequenina...


.


Assim que o sol chegava, as flores abriam


E havia um cheiro novo no jardim


De terra aberta à flor que havia em mim


(por obra do que os sonhos permitiam...)


.


Mas... se nada mudou, s`inda acredito


Naquilo que em menina acreditava,


Se ainda sei sonhar, s`inda me espanto,


.


Talvez chamando o sol no que foi escrito


Por estas mesmas mãos com que eu pintava,


Possa ainda alcançar tão estranho encanto...


 


 


Maria João Brito de Sousa -10.04.2008 - 11.13h


.


09.04.08 - 13.00h


.


Dedicado à minha amiga ZoOm e ao Manuel Ribeiro de Pavia, o meu primeiro - e único... - mestre no carvão e na tinta-da-China.

Comentários

  1. Este foi para a ZoOm. Também merece! Mas também podia ser para mim!
    Ainda se lembra daquela conversa da transcendência?


    Um dia feliz e um beijo!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Lembro pois! Mas a ZoOm pediu-me este e ele nasceu logo a seguir. Aliás, o título nasceu imediatamente, durante o comentário. Se leres o primeiro comentário dela ao soneto de ontem, verás! E, já agora, se quiseres ver o artigo do Sol (jornal), sobre o mau tempo e os alertas laranja, que eu comentei há pouco, verás também o poder da auto-censura! Garanto! Ora vai lá espreitar online...
      Abraço!

      Eliminar
    2. Austélia, Astrália

      Um beijinho!

      Eliminar
  2. Muito lindo e o sol não te ouviu lol, pelo menos para estes lados:)
    bj

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Podes não acreditar, mas aqui, em Nova Oeiras, já vai espreitando, como se estivesse a abrir caminho por entre as nuvens!
      Bjinho!

      Eliminar
  3. Que lindo!! Adorei tanto o "Chamar o Sol".

    É como eu penso o "Sol" está sempre em cada dia, mesmo nos mais cinzentos, seja através de poesia ou destes gesto de alento.

    Beijo e um sorriso às cores

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Um abraço SOLidário para ti, ZoOm! E não é que o sol está mesmo a espreitar!?

      Eliminar
  4. Eu hoje também j à chamei o Sol, mas ele não veio, pelo menos de tarde só choveu, e fez muito frio, mas como férias são férias, vou ver se pelo menos descanso . e se escrevo alguma coisa.
    Mais um belo soneto, aproveitando a realidade aliada à fantasia, sai sempre um bom trabalho, parabéns . Até logo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Muito obrigada pelas palavras Linhaseletras.
      Continue a chamar o sol, porque ele há-de aparecer. Eu sei que ele aparecerá de qualquer forma, mas enquanto o chama e espera por ele, garanto-lhe que o mau tempo custa menos a passar! Experiência de quem o faz por sistema...
      Um grande abraço!

      Eliminar
  5. Pois pois, chamar o sol, tá bonito, como sempre alias.....

    mas na kêras mas é ir recolhendo aí uns baldinhos de agua e fazer uma obra de caridade para o verão alentejanuuuuuu, qdo houver seca....levas agua á republica dos xaparros IoI.



    Bêjuuuuuuuuuu

    ResponderEliminar
  6. Eu já chamei o
    E agora venho chamar por ti!!!
    Anda depressa tomar café comigo

    Quanto ao poema está luminosamente lindo!!!
    Beijo

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ai, vou já, vou já!
      Deixa-me só responder a uma amiga açoriana!

      Eliminar
  7. Adorei o poema.
    A imagem é lindíssima, bela pintura.

    Virei visitar mais vezes.

    Bjks e um abraço.

    Lala (",)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Muito obrigada Lala! Eu actualizo os posts diariamente, por isso terá sempre um soneto novo à sua espera!
      Um abraço!

      Eliminar
  8. Sol, metáfora de luz e alegria
    Inesgotável fonte de vida
    Estrela de nós, mãe querida
    Destrói as trevas e aquece o dia...

    Desejo-te uma magnífica noite, amiga!

    Um beijo e um enormeeeeee sorriso... :-)

    ResponderEliminar
  9. Rosa Silva ("Azoriana")11 de abril de 2008 às 13:25

    Encanto

    Ler-te assim, sol de encanto,
    Em sonetos que amas tanto,
    Senti o dom dessa fogueira;
    «Poeta porque Deus quer»,
    Na claridade de mulher,
    Brilhará p'la vida inteira.

    Acho agora oportuno,
    Na leitura que costumo
    Abrilhantar o meu dia:
    Desejar felicidades,
    Reler tuas claridades,
    Que nos trazem alegria.

    Na Rede, eu te encontrei.
    Daí p'ra cá não deixei
    De visitar teu diário.
    Uma coisa peço a Deus
    Que brilhem mais versos teus
    No solar do calendário.

    Também agradeço a Deus
    Ao dom da Musa dos meus
    Versos banhados de rima.
    Esta que agora escreve
    É apenas onda leve...
    Minha mãe é minha estima!

    Beijinhos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Um grande abraço também para ti, ó rainha da redondilha! Agora que já sabes, também te digo que é o verso de eleição para as canções!
      Por isso tive tanta pena que a tua letra não tivesse ganho o concurso das Joaninas!
      Quem ler este comentário e quiser saber qual é a letra, vá ao blog da Azoriana (clicando no link do comentário acima) e procure um post com o título "Uma letra que não ganhou"!
      Isto está um pouco fora de contexto, mas é para quem lê os comentários saber porque estou tão solidária com essa tua "letra"!
      Um grande abraço para ti e muita força!
      Não desistas nunca!

      Eliminar
    2. Rosa Silva ("Azoriana")11 de abril de 2008 às 15:51

      Obrigada!
      Hão-de aparecer outras oportunidades.

      Eu não sou perita mas digo-te que ao ler tudo o que escreves encanta-me.

      Não me peças é para explicar a técnica porque também não sei bem. Vou por instinto (o tal dom) cantarolando e contando pelos dedos (na, na, na, na, na, na, na - páro na sobra) e assim por diante.

      Depois volto atrás e sigo a canção da música ao calhas. Só me falta é mesmo soltar a garganta mas isso é só portas para dentro

      Tenho aprendido muito desde que ando nestas bandas e há sítios que me prendem o olhar e o coração.

      Eliminar
    3. Minha amiga, eu, quando "poeto", tamb´m não estou a utilizar técnica nenhuma! Mas conhecê-la é sempre bom, para pequenas e eventuais reformulações. De vez em quando tenho de fazer uma ou outra cedência ao que escrevi em minutos... ou segundos. Olha, não sei! O momento em que crio um poema é sempre intemporal! Eles constroem-se a si próprios e eu costumo dizer que escrevo à velocidade do sentimento... não do pensamento, como dizia o Pessoa... quando vestia Pessoa. Quando "vestia" Caeiro, diria certamente que escrevia à velocidade do olhar... Álvaro de Campos talvez dissesse que escrevia à velocidade do sentimento, mas ele sentia mais pausadamente do que eu...
      Um grande abraço para ti, Azoriana!

      Eliminar
  10. olá,
    aproveitei para visitar o teu canto
    qualquer pessoa que queira ser feliz
    tem que ter, da criança...
    o encanto!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada JangadadeCanela. Tenho a certeza de que te conheço! Absoluta!
      Respeito as tuas opções. As tuas e as de qualquer pessoa que não atente contra a felicidade de ninguém, claro.
      Um abraço e obrigada por visitares o poetaporkedeusker! Volta sempre!

      Eliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

NAS TUAS MÃOS

MULHER

A CONCEPÇÃO DOS ANJOS - Em nove sílabas métricas