OS DROGADITOS
Eles usam seringas, fumam droga
E encharcam-se em pastilhas "virtuais"
E mesmo quando "mortos" querem mais
Porque isso é tudo, tudo o que lhes sobra...
Insistem em viver, estando já mortos,
Não sabendo existir, morrem vivendo
E, muito embora sofram, vão esquecendo
Que sofrem como sofrem muito poucos...
Eles deixam-se morrer por "só mais uma!"
Das doses que os transportam para a bruma
Que os faz pensar que são o que sentiram...
São vítimas, pensando ser carrascos,
Da lucidez letal vendida em frascos,
Que acreditam viver porque respiram...
Ao meu amigo Nuno que sobrevive há vinte anos à tremenda
experiência de ser pai de um toxicodependente.
Imagem retirada da Internet
olá
ResponderEliminarpois é a droga é um grande problema dos dias que correm...
um abraço
Pois é Tixa, pois é... mas eu estou solidária é com os pais, que também ficam com a vida destroçada (neste caso uma brilhante carreira como pintor) quando tentam recuperá-los...
EliminarUm abraço!
Por mais que se fale neste assunto, cada vez há mais pessoas em busca da "Felicidade" na ponta duma agulha, não sabendo que o que vão encontrar é a "Desgraça" e quantas vezes a morte, e a destruição, deles e das pessoas que estão á sua volta.
ResponderEliminarEu já tinha começado a escrever sobre isto a algum tempo mas não acabei, porque acabou a inspiração, ou não sei bem o que foi, mas ao ler o seu soneto peguei n a caneta e saiu-me o resto do soneto num Ápice " e vou publicar hoje ainda espero que vá dar uma espreitadela e diga o que achou.
Comecei a escrever este soneto logo a seguir a umas quadras que fiz a falar do tabaco o Post " chama-se "Droga legal"comecei a fazer em quadra porque nessa altura ainda não tinha descoberto os sonetos, agora foi só dar mais um "Jeitinho"e deu este resultado.
Até logo
Eu vou já ver! É esta uma das maravilhas a poesia! Vamos lendo e as palavras vão-nos nascendo! Acho isto lindo! E sempre foi assim... a poesia contagia-se, no bom sentido do termo.
EliminarQanto ao tabaco, tenho mesmo de ser sincera porque não sei ser de outra maneira... confesso que fumo os meus cigarritos. Poucos, porque não tenho dinheiro e nemn sempre as minhas amigas me oferecem um maço, mas cresci entre poetas e pintores fumadores e nuncavi otabaco como uma droga
capaz de modificar o nosso estado de consciência, comoas outrasdrogas fazem. Mas não estu a fazer nenhum elogio ao tabaco! Estou só a mostrar-me tal como sou, com qualidades e defeitos ...
Até já!
Amiga, e tão pertinente e actual este teu soneto!!! A droga e um dos maiores flagelos do mundo em que vivemos, se não mesmo o maior. Faz sofrer tanta, tanta gente...
ResponderEliminarA minha palavra de conforto para o teu amigo Nuno, pois viver uma situação dessas deve ser viver num constante pesadelo!
Bj da Jo
Tens razão, Jo. Obrigada. Eu tenho uma imensa admiarçao por esse homem que perdeu todos os seus bens e a sua carreira por uma causa na qual ainda acredita. A cura do filho.
EliminarInfelizmente penso que é uma causa perdida, mas ele ainda acredita nela.
Um grande beijinho para ti!
Olá amiga Poeta. Antes de ser recuperado o Casal ventoso, eu ainda trabalhava, e tocou-me por sorte ir reparar a sinalização da linha férrea de Campolide até Alcântara Quando cheguei junto ao túnel de Alcântara, onde se encontram 3 sinais, Um na entrada do túnel, outro na saída e um terceiro no meio do túnel, eu fiquei completamente desorientado com o que vi. Foi o cenário mais triste da minha vida. Tive medo, estive para me ir embora. Mas depois pensei melhor e resolvi fazer uso da minha humildade. Cheguei junto deles, uns 20 ou 30 entre os 12 e os 50 anos, e disse bom dia meus senhores e senhoras, está tudo bem? E um rapazola dos seus 17 ou 18 anos abeirou-se de mim e disse Aqui neste inferno nunca nada pode estar bem, mas faz-se o possível, Andei 4 dias naqueles 3 sinais, Tomei conhecimento de coisas terríveis as privações de vária ordem que aqueles desgraçados passam, as dores que eles sofrem quando passa a ressaca, e não tem dinheiro para ir comprar na hora, é um quadro horroroso e negro como a noite escura. Confesso com alguma vergonha, que acabei por ajudar alguns, mas o sentimento de culpa pela morte deles, esse não me atormenta, considerei aquilo como uma espécie de eutanásia assistida. É assim comentar ou até condenar, cá de fora é muito fácil, viver no meio deles 4 dias, ter que ajuda-los a sair de onde eles estavam, porque me impediam de eu trabalhar, ter não só que lhe pedir se era possível desviarem-se um pouquinho para o lado, porque eu tinha que trabalhar ali, e ouvir dizer muito humildemente, eu saio mas por favor ajude-me a desviar-me que eu sozinho não sou papás, isso é um pouco mais difícil, do que criticar sem conhecimento real da situação. Isto da droga é um drama e é um drama canceroso, o mesmo é dizer que não tem cura. Eu penso assim: Se eu estivesse em idade e tivesse que defender uma tese na hária da saúde e higiene mentais, pensando como penso hoje essa tese seria construída em convivência com esta gente. PENSAREI BEM? PENSAREI MAL? NÃO SEI E NEM PRESISO SABER.
ResponderEliminarOlá amiga Poeta. Antes de ser recuperado o Casal ventoso, eu ainda trabalhava, e tocou-me por sorte ir reparar a sinalização da linha férrea de Campolide até Alcântara Quando cheguei junto ao túnel de Alcântara, onde se encontram 3 sinais, Um na entrada do túnel, outro na saída e um terceiro no meio do túnel, eu fiquei completamente desorientado com o que vi. Foi o cenário mais triste da minha vida. Tive medo, estive para me ir embora. Mas depois pensei melhor e resolvi fazer uso da minha humildade. Cheguei junto deles, uns 20 ou 30 entre os 12 e os 50 anos, e disse bom dia meus senhores e senhoras, está tudo bem? E um rapazola dos seus 17 ou 18 anos abeirou-se de mim e disse Aqui neste inferno nunca nada pode estar bem, mas faz-se o possível, Andei 4 dias naqueles 3 sinais, Tomei conhecimento de coisas terríveis as privações de vária ordem que aqueles desgraçados passam, as dores que eles sofrem quando passa a ressaca, e não tem dinheiro para ir comprar na hora, é um quadro horroroso e negro como a noite escura. Confesso com alguma vergonha, que acabei por ajudar alguns, mas o sentimento de culpa pela morte deles, esse não me atormenta, considerei aquilo como uma espécie de eutanásia assistida. É assim comentar ou até condenar, cá de fora é muito fácil, viver no meio deles 4 dias, ter que ajuda-los a sair de onde eles estavam, porque me impediam de eu trabalhar, ter não só que lhe pedir se era possível desviarem-se um pouquinho para o lado, porque eu tinha que trabalhar ali, e ouvir dizer muito humildemente, eu saio mas por favor ajude-me a desviar-me que eu sozinho não sou papás, isso é um pouco mais difícil, do que criticar sem conhecimento real da situação. Isto da droga é um drama e é um drama canceroso, o mesmo é dizer que não tem cura. Eu penso assim: Se eu estivesse em idade e tivesse que defender uma tese na hária da saúde e higiene mentais, pensando como penso hoje essa tese seria construída em convivência com esta gente. PENSAREI BEM? PENSAREI MAL? NÃO SEI E NEM PRESISO SABER. Um grande abraço para ti amiga Poeta porque Deus quer.
ResponderEliminarOlha Fisga, este é realmente um tema muito díficil de abordar. Vivi, durante alguns anos,situaçoes "border line" (à beira de... ou em vias de...) dentro a minha família e de amigos pro´ximos e garanto-te que situação de impotência em que ficamos destrói muitas vidas para além dos próprios. Eu mesma cheguei a desesperar por não poder ajudar mais. Ainda bem que existe muita gente como tu que está vocacionada para lidar com este gravíssimo problema social. Garanto-te que estou muito por dentro da situação, ou estive até exceder os meus próprios limites físicos e psicológicos.
EliminarUm abraço!
Olá Amiga Poeta. P. D. Q. Eu penso que este tema, é daqueles que não dão prazer nenhum a ninguém abordar. Mas também sei que é preciso que haja quem tenha a coragem de o abordar, Porque trata-se de uma tecla em que nunca é demais bater. Eu sou por principio uma pessoa que não me arrisco a fazer julgamentos de causas que não conheço. È muito arriscado e perigoso. Talvez por isso nunca fui do estilo de condenar os drogados, os homossexuais, ou outros, porque o ditado que diz (quem está no convento é que sabe o que lá vai dentro) esse ditado mereceu-me sempre um respeito muito particular. Presentemente com os meus 72 anos sobre a carcaça e depois do muito que já li sobre homo sexualidade e sobre a droga, penso e só o faço por mim, que devo olhar para estas pessoas com muito respeito e até com carinho, é a minha forma de ver e não condeno quem teime em ver estas coisas por outro prisma. Talvez a única coisa muito boa que o 25 de Abril nos trouxe deve ser bem tratada, estimada e respeitada. A liberdade de expressão e de pensamento. Um abraço de amigo.
EliminarAmigo, tmbém eu respeito muitoa opinião dos outros. Conheci, há mais de 15 anos, um rapazinho que estava já viciadoa em heroína e que acabou por sair completamente. A mãe, uma amiga minha, não tinha mão nele epediu-me ajuda. Tratei-o sempre por "drogadito" porque ele entendia que a droga fazia dele um homem. Deve ter ajudado porque fez uma primeira desentoxicaçao e,até hoje, nao voltou a tocar em drogas.
EliminarUm abraço!
Sabes amiga. Nós sabemos que os resultados não são lineares, cada caso é um caso. Mas também sabemos que só depois de tentarmos é que vemos se valeu a pena ou não, uma coisa é certa, Todos nós sabemos que não é com vinagre que se apanham moscas, neste caso é mostrando lhe com palavras e obras que estamos ao lado deles acarinhando-os e respeitando-os com os defeitos que eles tem, que podemos fazer algo. Todos nós temos algo para contar sobre este assunto: Eu tenho um irmão que até conseguir tirar de lá o único filho que tem, teve que lhe ir comprar a droga muitas vezes para ele a tomar em casa. Porque era assim que ele tinha a garantia de que o filho não saia de casa, era com uma grande dose de dedicação, de acompanhamento, carinho, compreensão e amor, mas sem esquecer de ir buscar a droga para o filho ir fazendo o desmame e sem metas ou datas a única meta ou data que existia era o compromisso de que ele ia reduzindo o consumo até que um dia chegaria em que o consumo seria zero e foi assim, que ele levou o barco ao porto. Mas não sem altos custos, ele teve que vender uma casa que já tinha pago como forma de realizar dinheiro, porque o banco para a droga não emprestava, mas para a compra de uma casa emprestou-lhe. Hoje já está recuperado de tudo, o filho já está casado, e tem um bom emprego, chegando a dar a impressão de que fala do seu passado, só para arranjar um meio de elogiar os pais. Um abraço do fisga.
EliminarAinda bem que também conheces um desses casos que acabam bem. Infelizmente são raríssimos e a maioria dos pais nem podem pedir dinheiro ao banco porque já pediram, para comprar a sua própria habitação.
EliminarA teoria do "tough love" (amor firme) também já deualguns resultados, mas exige muita firmeza psicológica da parte dos pais e a maioria dos pais fica a necessitar tanto de ajuda psicologica quanto os jovens dpendentes.
Cnheci famílias inteirinhas completamente destruídas por esse flagelo.
Infelizmente amiga foi uma das coisas mais más que o 25 de Abril trouxe foi o flagelo da droga. Um beijo até amanhã.
EliminarTodas as coisas, por muito boas que sejam, têm o seu lado mau porque as grandes mudanças são sempre acompanhadas de grande agitação social. Eu ambém tenho ideia
Eliminarque os nossos soldados trouxeram,muitas vezes, droga de África. Foi durante os meus tempos de liceu e conheci vários que a trouxeram e me convidavam para experimentar. Felizmente horrorizava-me tomar uma coisa que me iria alterar as faculdades mentais. Oportunidades de "cair na ratoeira" não me faltaram e dou graças a Deus por sempre ter sentido repulsa por isso
Um abraço amigo.
Olá amiga Poeta. Isso é bem ilustrativo, de que estavas a ser criada em um ambiente são e puro, e na tua mente não havia dúvidas que te suscitassem a curiosidade de tirar a prova para ver se era como tu pensavas ou se seria uma ilusão. Porque o grande mal, muitas vezes é a base de apoio não ser a correcta. Felicidade para ti em ser assim. Um abraço do fisga.
EliminarEu sei, meu amigo.Tive uma infância privilegiada e por isso me sinto tão grata sobretudo ao meu avô poeta de quem herdei esta maneira de estar na vida. Ele também era advogado e eu lembro-me muito bem de que tudo quanto era gente pobre nos vinha bater à porta quandose via em problemas legais E ele deixava-se sempre comover e la´defndia as causas de quem não lhe podia pagar. Às vezes viham depois agradecer-lhe com uma galinha, uns ovos ou mesmo um raminho d flores do campo, para a minha avó.
EliminarE tudo isso era natural e habitual em nossa casa. Ninguém naquela casa via o dinheiro como a coisa mais importnte do mundo. A dignidade, a justiça social e a boa vontade é que eram os maiores valores
Abraço amigo
Olá amiga Maria João. Sabes que essa maneira de ser e de estar na vida, é sã do ponto de vista mental. Todos nós conhecemos Pessoas para quem o dinheiro é tudo, e pessoas para quem os valores morais estão acima de qualquer preço. E as formas de essas pessoas se movimentarem na sociedade, e se comportarem, são tão diferentes e distintas uma da outra que não passa despercebido até aos menos atentos. Enquanto que uns só se sentem bem a falar de grandezas conduzindo as conversas precisamente nesse sentido, os outros não dão qualquer importância a esse tipo de conversa, os primeiros tem a mente poluída, por um bichinho que não lhes permite que sejam normais e felizes e estáveis, os segundos são pacíficos, tranquilos, atenciosos e sensíveis à dor humana. E isto não se compra em estabelecimentos de venda ao publico. Isto herda-se e cultiva-se. Como tu muito bem sabes. Um grande abraço deste amigo fisga.
EliminarTambém penso exactamente assim, meu amigo. Somos todos iguais e todos dferentes e há que respeitar esss diferenças.
EliminarAbraço!
Olá, amiga:
ResponderEliminarEste é sem dúvida dos sonetos mais intensos que escreveu, lembrando o sofrimento e angústia dos pais.
Abraço
António
Obrigada Poeta. Também evoco o sofrimento deles pois vi morrer de "overdose" o filho de uma amiga, mas é,realmente, com as famílias que me sinto mais solidária.
EliminarUm abraço!
Olá, amiga! Desejo-lhe dizer que realmente é sempre bom tratar deste assunto, pois se trantando dele já está cada vez mais difícil diminuir as estatístcas de viciados, imagina se fecharmos os olhos para a situação. Eu estou produzindo uma história sobre esse tema: drogas. Para isso preciso de relatos de pessoas para que eu tenha uma noção do assunto. Quem tiver essa experiência, quem foi o usuário, ou é, add esse e-mail, para trocarmos ideis. marycazuza@hotmail.com. Obrigada!
EliminarOlá, Mariane. Tenho, realmente, a minha opinião sobre o assunto, mas estou certa de que encontrarás dezenas de pessoas que estarão muito mais "por dentro" do que eu, tanto a nível da formação nesse campo como através de experiências actuais... além do mais, estou num daqueles momentos em que me vejo aflita para conseguir manter os blogs em dia. Estou "em cima" de alguns eventos de animação cultural que mal me deixam tempo para me cumprir em termos de poesia...
EliminarMas serás sempre bem vinda aos meus blogs.
Bjinho!