SER AS COISAS VI
A DANÇA...
Serei escrava da própria liberdade
Neste luxo de ser o que eu puder:
Poeta, pedra, lua... até mulher...
Se aspiro é à essência da Verdade!
Serei criança, sempre e sem saudade,
Serei poema e sonho onde el`estiver,
Serei pr`além de mim, sempre que houver
Alguém que saiba o que é uma amizade...
Cada átomo de mim repercurtindo
Nas coisas que aqui há e vão sentindo
Este meu partilhar que se não cansa!
Consigo "ser" até no que passou!
Das coisas que "já foram" só ficou,
Sublime esta partilha! (ou esta dança?...)
"Maternidade" - Juan Miró
Imagem retirada da internet
Nas linhas de um caderno
ResponderEliminarsurge um soneto altivo
que por um qualquer motivo
toca o céu e o inferno
Das lágrimas de uma caneta
surge o soneto comovido
para imediatamente ser lido
qual soneto proveta
Soneto que clama por vida
aos olhos de quem lê
sofredor de uma causa
Soneto de alma perdida
de quem não se vê
e nunca faz uma pausa
Sabes uma coisa, Manulomelino? Eu tenho um 6º sentido apuradíssimo, como os cães e os gatos e quase poderia jurar que me conheces. Não reclamo muito as virtudes dos homens, mas as minhas virtudes de animal são o meu maior orgulho e raramente falham. Mas não te vou fazer perguntas.
EliminarNem mesmo o 6º sentido de um gato é infalível...
Abraço.
Seria para mim uma surpresa se já nos conhecessemos, duvido. Apenas tenho comentado o que li neste espaço. Se calhar eu sou tão bom leitor dos escritos como voçê é a escrevê-los.Os seus sonetos são espelhos, minha amiga.
EliminarPois então tiro-te o chapéu. És mesmo muitíssimo bom leitor!
EliminarAbraço.
Mais um belo soneto, para alegrar o nosso fim de semana.
ResponderEliminarA verdade é que nós com tanto ler o que os outros escrevem acabamos por "conhecer" os autores daquilo que gostamos, fazendo uma ideia bastante clara sobre as pessoas que sem conhecer-mos na "vida real" admiramos, e acabam por fazer parte do nosso dia a dia.
Até logo, tenho que ir arrumar a casa, que a "empregada baldou-se"
Pois acabamos e, no meu caso, é capaz de nem ser muito difícil porque eu vou dizendo tudo o que faço e penso...
EliminarComeçou a chover a cantâros! O Spirit está aflitíssimo... olha pelas janelas como se a chuva fosse uma ameaça à sua integridade física... ai! Um trovão dos fortes! Pobre Spirit! Não está muito contente com S.Pedro.
Este gato é mesmo gato! Deve achar que a chuva é boa para para patos e rãs...
A casa? Isto cada vez parece mais um zoológico! Eu não chego para estas "encomendas" todas!
Um abraço!
Olá
ResponderEliminarÉ a transparência da tua essência
Aqui nós vamos lendo
É o movimento de cada átomo
Que aqui deixa mostrar
Seremos amigos de outras vidas
Por sentimento já conhecidos
E outros entrelaçamentos
Que já podemos ter vivido.
Um abraço
Abraço também para ti, Velucia!
EliminarNão posso poetar , porque não sei
ResponderEliminarMas vai à "casa" do Manueelino
Que tem lá um post a falar de SI e eu gostei
Penso que é um que eu já vi e já agradeci ao Manulomelino, mas vou lá de qualquer forma.
EliminarObrigada pela informação, Maria.
Uma semana dedicada ao SER por quem o privilegia em relação ao TER.
ResponderEliminarQue assim possa SER. Sempre!
A continuação das melhoras.
PS: Quanto ao Spirit, também não me posso candidatar a dona. Os meus dois cães não me perdoariam a afronta.
Espero que surja uma solução aceitável.
Bom fim-de-semana!
Minha amiga, garanto-lhe que os seus cães levariam uma tareia tão grande quanto os meus já levaram... este "rapaz" é belicoso em relação a canídeos e tem uma agilidade que até a mim me surpreende! E olhe que eu conheci gatos de todas as idades desde os meus primeiros tempos de vida... parecia-me imposível espantar-me fosse com o que fosse que viesse deles... e eis-me de boca aberta a ver um gato alaranjado que não pesa mais de 5Kgs dar uma tareia mestra a uma cadela que pesa 40Kg! Quando estou na sala, a trabalhar junto dele, é um mansarrão, cheio de ron-rons e marradinhas... mas ai do cão ou gato que se aproxime do que ele considera ser o seu território!
EliminarÉ um daqueles exemplares que servem de padrão aos mitos sobre a possessividade dos gatos... em português muito vernáculo, é um "índio", como disse a D. Isa quando viu a tareia que ele deu na Lupa...
Abraço.
Mais um belo soneto... Já não existem palavras para dizer o quanto eu gosto dos teus sonetos, Minha Poeta!!
ResponderEliminarE agora, seguindo a linha de alguns dos comentários anteriores, quero acrescentar, que os nossos blogs acabam por ser espelhos de nos próprias! Não digo que mostrem tudo de nos, mas mostram algumas facetas, e através do que se vai lendo dia-adia, não e difícil aos poucos irmos construindo um pouco do perfil das pessoas.
Bj da Jo
Sabes, minha querida jo, eu acho que nós as duas até vamos traçando o perfil dos nossos amigos de quatro patas! E vendo bem... temos "bicheza" cosmopolita! Os nossos pequenos são "figuras públicas"! caramba "melher"! Isto não é para qualquer um!
EliminarBeijinho grande!
Depois, a fantasia e a realidade comportam-se aqui como um par de namorados num salão de baile, ora se entrelaçando em passes graciosos, ora interrompendo o contacto corporal permitindo que a liberdade criativa de cada um dos elementos se manifeste, até que nova junção se dê de forma tão intensa que mal se possam ambos distinguir de tão justapostos que estarão e até que o afastamento físico pos-sa voltar de novo a ter lugar e assim sucessivamente conforme o sentido melódico e o ritmo da música puxe para uma coisa ou para outra
ResponderEliminarBjs
É isso! Já não sei a quem foi que eu disse que considero todas as formas de Arte, manifestações que divergem apenas formalmente... são como um organismo vivo onde todos os orgãos se conjugam para a sobrevivência e desenvolvimento do todo. Eu penso que manifesto, acima de tudo, a palavra, pois mesmo nos meus quadros estou a dizer qualquer coisa e não a preocupar-me exclusivamente com a Pintura só por si. Mas nada do que eu faço é alheio ao ritmo, à musicalidade. Pelo menos, eu sinto-o assim.
EliminarUm abraço grande.
Fonte inesgotável…de inspiração!
ResponderEliminarBoa semana.
Boa semana, Vitor! A inspiração. para quem a saiba aproveitar, é gratuita como a luz do sol, não polui, não se esgota e só gera riqueza. Eu seria ainda mais louca se a não aproveitasse...
EliminarAbraço e obrigada pela visita.