PERCURSO IV
São milénios, são anos, são momentos,
São traços como palavras ou rugas,
São os inevitáveis, são as fugas
Às concretizações e aos eventos.
São as desconstuções, os desinventos,
Os verbos que esqueceste, mas conjugas,
A força que, não tendo, ainda alugas
Em troca do que calas em lamentos.
São ondas do teu mar, essas marés
Que te tornam naquilo que tu és
Sobrando o que é comum a toda a gente.
São as recordações dos teus sentidos,
Memórias, livros lidos e relidos,
E o que de ti ficar daqui pr`á frente.
Maria João Brito de Sousa - 26.12.2008
A S.
imagem retirada da internet
Outros caminhos, novas portas que se abrem
ResponderEliminaré o destino já traçado, segue em frente
novos mundos, novas cores, outra gente
poucos conhecem ou da sua existência sabem
uma nova vida, ao virar da esquina, espera por ti
faz-te à estrada, parte à descoberta, não evites
vai sem medo, sereno, passo a passo, não hesites
não olhes para trás para avisar o mundo, sorri
calcorreia essa vida que é tua
o passado já é só vã memória
o futuro só a ti pode pertencer
esvazia a alma, vai com ela nua
vai e escreve uma nova história
o teu destino só tu podes viver
isto é o que me apraz dizer perante essa imagem belíssima. Abraço.
Isso é que é inspiração, Manu! E tem razão. Emboa seja uma imagem da nt, deu-me muito trabalho encontrá-la. Quando a vi, sabia que era aquela!
EliminarAbraço grande.
Boa Noite, que lindo soneto, eu nem sei como comentar só sei que gostei muito.
ResponderEliminarParece que a inspiração está a voltar, conforme a febre vai baixando... só esta tosse e as dores de cabeça é que não melhoram...
EliminarObrigada, minha amiga.
Um abraço!
Eu queria poder comentar.
ResponderEliminarEu queria poder desmultiplicar-me e dizer quão vã é a memória, que não precisa de cábulas, e parte à criação sem precisar de lição.
Isto és tu, não sou eu!
Se apanhar um terceto, posso-me considerar capaz de partir ao quarteto, isto é, se eu não me conseguir magoar (me, te), se eu conseguir resguardar algum cantinho só para mim, até podia sentir ou pressentir uma interpretação mais complexa. Mas sou bruta, e a violação dos direitos ou das acções, jorram como se fosse frustração.
Bonito este desenho, já que não sei mais nada, vai isto...
Às vezes também me apetece não ser entendível.
Ando à procura de um descurso que eu própria não entenda.
São aquilo que fui e que os locutores impiedosamente destruíram.
Bjs, nati.
Não leves muito à letra aquilo que acabei de dizer...Nem te sintas picada pelo touro.
EliminarEu achei a imagem bastante concreta, e queria ser também, ou agir concretamente, na acção da despelação, da reivindicação e do protesto.
P'ra cabar, já devia estar na cama e destraumatizar. Mas para poder levantar-me, preciso sonhar.
Perdi, não sei. Desculpa invadir o terreno que é teu e das outras mulheres que sou eu.
Eu tenho pena de não me vingar como eu queria... De pegar numa tesoura, ou cortar os cabelos, ou as peles porque não?
Já acabou. Estou no teu blog.
Bjs, nati
Ó minha querida Nati, eu ontem à noitinha ainda vi o teu comentário, mas "fui-me abaixo" antes de conseguir responder-te... adormeci literalmente sobre o teclado e tive de me ir deitar! Eu não procuro discursos que não entenda. Muito pelo contrário, faço por ser "entendível", mas desculpa-me se nem sempre consigo. Quando escrevo estes sonetos, parecem-me sempre claros como água, mas podem não o ser assim tanto, acredito. E tu não me pareces destruída. Estás em construção, como todos nós, todos os dias. Abraço grande.
EliminarSei que sim Que às vezes nos apetece vingarmo-nos de certas coisas... mas para quê? Vamos trabalhando, pois! Vamos sempre procurando o melhor que há em nós e usamo-lo na nossa própria construção, esperando que isso possa ser útil para mais alguém. Assim é que a vida faz sentido, para mim... e a alegria ajuda sempre!
EliminarAbraço grande.
Amiga João essa saúde vai melhor?
ResponderEliminarFestas Felizes
Beijinhos
Olá Maria! Já não tenho tanta febre, mas a tosse está horrível!
EliminarAbraço grande!
Daqui para frente, são palavras e traços, e o espanto das gentes, e rosas em regaços, daqui para afrente.
ResponderEliminare tudo o que sobrar, e o que sossobrar, e expandir o mar, o mar de enrugado e tão bonito como qualquer rosto enrugado, daqui para frente.
E eu que, ontem, sossobrei mesmo ao sono e à gripe! Nem vos pude responder mais ou menos em directo... fico um bocadinho zangada comigo mesma quando me vou abaixo desta maneira! Mas, esta manhã, entre cães, gatos e pombos, nasceram uma data de sonetos... deve ser o meu subconsciente a tentar reparar a falta...
EliminarAbraço grande, João!
As melhoras à melhor!!!
ResponderEliminarBjinhos
carla
Olá Carla! Esta malvada gripe faz estragos! Mas estou muito contente por vos ver por aqui! Hoje fartei-me de poetar enquanto tratava da minha bicharada... eheheh... devo estar a compensar do dia de Natal. Estava com tanta febre que não saía nadinha...
EliminarAbraço grande, grande!
Olá Amiga Poeta. Parabéns mais uma vez. Tu não Paras, és imparável. E a cada nova poesia o teu trabalho fica mais aliciante e belo, como é bom e doce ler o que tu escreves. Um grande abraço Eduardo.
ResponderEliminarOlá amigo! Ontem à noitinha fui-me mesmo abaixo, com a gripe, mas esta manhã já me fartei de poetar! Estou é cheia de frio e de sono... acho que hoje ainda volto à cama. Parece que fui atropelada por um camião! Estou toda partida!
EliminarAbraço grande!
Olá Amiga João. Tu não precisas de te justificar para mim, não será do bailarico de ontem à noite? Estou a brincar amiga, desculpa-me. Tem cuidado que a partir de uma gripe, pode surgir algo mais grave. Um Abraço Eduardo.
Eliminareheheh... foi um bailarico de dedos no teclado... até adormecer sentada! Já são dois dias em que isto me acontece... a pobre da Lupa ainda quis ir lá abaixo, mas eu já não aguentava nem mais um passinho... só tive tempo de tirar o roupão e deixar-me cair na cama... e hoje, pelos vistos, vou pelo mesmo caminho. Esta gripalhada é daquelas bem fortes! Uma das minhas amigas do café também está a começar e a minha anfitriã de Natal nem foi tomar o cafezinho de ontem.
EliminarÉ uma tirana, esta gripe!
Um abraço muito amigo!
Olá amiga João. Tu matas-te a trabalhar e depois já tens tempo para tudo. tens que te estimar mais um pouquinho, o P. C. espera e os amigos também esperam, se não vão andando. E têm cuidado com a gripe, olha que ela não é de brincadeiras. Um abraço Eduardo.
EliminarEu sei, amigo. Esta gripe é mesmo daquelas malvadas que não se vão embora de maneira nenhuma! Parece o Toyotta, que veio para ficar... eheheh...
EliminarAbraço grande! Hoje estou atrapalhadota com coisas muito reais, muito inadiáveis.
Olá amiga: O meu Conselho é, que te apreces a estabelecer prioridades, depois tem calminha na concretização das mesmas,
Eliminarporque Roma e Pavia, não foram feitas em um só dia. Abraço Eduardo.
Sabes Eduardo, já nem sei em que "poça hei-de meter o primeiro pé"... mas não me apetece massacrar-me antes da hora. Não pode haver prioridades onde não há matéria prima para tapar tanto buraco... nem que eu pedisse emprestadas as pedras do castelo do Pessoa...
EliminarAbraço.