FEITICEIRAS
Não acredito [...mas sei!]
Que há almas transparentes como o ar
Que há sereias e tritões
No mais profundo do mar
E que as fadas, às vezes, me vêem visitar.
Não acredito[... mas sei!]
Que a morte é uma fronteira
E logo a seguir a ela
Mora a vida verdadeira.
Não acredito[... mas sei!]
Que há bruxas, gnomos, duendes,
Que vêem repreender-me
Por viver tão alheada
Dessa realidade alada,
Virtual, imaginada,
Mas que está sempre presente!
Poema, em viagem desde 1993, para a http://fabricadehistorias.blogs.sapo.pt/
Imagem - Acrílico sobre papel
Maria João Brito de Sousa, 1999
Apetecia-me ficar aqui a contemplar e a ler o poema. Até que alguém me chama-se para outras tarefas, mas é difícil, por isso adicionei-o aos meus favoritos. Parabéns estão simplesmente belos. Um abraço Eduardo.
ResponderEliminarObrigada, meu amigo Eduardo. Um grande abraço.
EliminarLindo poema, diferente do habitual, mas muito bonito.
ResponderEliminarE também bonita a sua nova "casa" tem uma pintura nova, faz sempre bem mudar alguma coisa, eu só me aborrece de mudar porque depois fico sem as coisas que tenho, ou tenho de fazer tudo de novo, e o tempo agora é pouco. Uma boa Noite, e até amanhã
Olá, minha amiga. Acredite ou não, a verdade é que eu fiquei com tudo o que tinha pois não mudei o template. Fui àpersonalização intermédia e fui fazendo ajustamentos, aproveitando a imagem de uma das minhas telas. Este é o template original modificado, por isso todas as personalizações ficaram exactamente como estavam. Aliás, eu até penso que tem tudo a ver com o template original. Ainda vou ter de fazer uma mudançazinha na cor da área de posts porque esta não está exactamente no tom que eu queria. O corpo também não anda a ajudar muito porque ando mesmo exausta e tenho tido febre. Sei que é msmo cansaço e, provavelmente, o resultado daqueles resultados meio malucos que as minhas análises de sangue têm, há muitos anos. Não se pode exigir a um corpo que tem valores analíticos completamente abstrusos em termos de anticorpos ANA (1/1280) e uma proteína C (marcador de infecção) sempre, sempre, de há anos para cá, que funcione a 100%. Sei que quando ele começa a exigir um abrandamento, nem vale a pena contrariá-lo porque ele é irredutível! Faz-me adormecer em pé, se lhe apetecer e por muito que eu "puxe por ele", pura e simplesmente não me obedece! Habituei-me a viver com estas limitaçõezitas que podem levar algumas pessoas a pensar que sou "calona", mas não é verdade, tanto quanto eu vou conhecendo o que posso e não posso fazer. Nestes últimos dias tenho trabalhado muito menos porque não consigo, mesmo, fazer mais.
EliminarUm grande abraço.
Olá Maria
ResponderEliminarApenas passei por aqui e neste decidi comentar...
Li os anteriores sem comentários e peço desculpas por isso. Estive em viagem e cheguei a poucas horas.
É tarde e trabalho logo cedo. Voltarei a comentar.
Abraço e até breve.
Olá, amiga. Ainda bem que andaste a viajar. Confesso que me passou pela cabeça que o Snoopy pudesse ter piorado. O Kico tem passado umas noites muito más. Faz muitas apneias de sono (deixa de respirar) e depois fica muito aflito e cansado ao tentar retomar a respiração.
EliminarUm abraço grande.
Mª. João
ResponderEliminarEu acredito em tudo quanto seja irreal, aos olhos dos outros; e não deixo, não quero deixar que o profano se aproxime de mim.
Lindo poema! Se te é possível, lê a minha
"Fonte" (ficou abaixo do "desafio" e por isso
esquecida, foi uma pena); gostava de ler a tua opinião.
obrigada.
Mª. Luísa
Vou já, amiga. Deixei passar a tua "Fonte" sem dar por isso, desculpa-me.
EliminarAbraço grande.
uauuuu
ResponderEliminartemos mudanças de roupa no cantinho, gostei da mudança e adorei o soneto, ou não falasse ele de fadas, gnomos e duendes, olha miga vou levar...
beijito meu e bom início de semana para ti muahhh
Estrelita! Deu-me para aproveitar uma das minhas telas e resolvi por-me a "decorar" o poetaporkedeusker. Obrigada por gostares e por teres levado o "Feiticeiras",
EliminarBeijinho grande.
Este poema deve ser peça única. Um hino à ressurreição define a pobre vida da autora. A morte para ela não é uma fronteira, é a última esperança. Ninguém devia sofrer assim. Lamento.
ResponderEliminarOlá Angel13(lindo nome. Uma das minhas gatinhas chamava-se assim), este poema, escrito em 1993, relata uma riqueza muito grande em termos de imaginação e isso é, para
Eliminarmim, um dos mais ricos patrimónios que alguém pode ter. É certo que foi escrito num período em que eu estava ainda debaixo do grande sofrimento provocado pela morte de um filho e de uma situação de morte clínica que foi, realmente, vivida por mim. Talvez isso possa transparecer numa primeira leitura, mas repara bem que traz uma fortíssima mensagem de "não desistência". Agora, à distância de 16 anos, olho-o como se fosse o poema de um outro escritor e quase me parece, numa escalazinha muito modesta, comparável à frase de Galileu Galilei, quando confrontado com os poderes do seu tempo: "A terra está parada... e no entanto move-se!".
Abraço grande.
Abraço grande para si também. Mantenho tudo o que escrevi anteriormente.Este poema tem uma vertente religiosa que eu desprezo e odeio.Lamento.
EliminarTambém eu lamento tente religiosa muito algumas coisas, Angel 13... mas é uma vertente religiosa muito minha e eu não vou renegá-la porque alguém a não aceita... sou humana, cá tenho os meus defeitozinhos. Mas ainda bem que encontraste a vertente reliiosa deste poema poqe ela é mesmo o mas importante dele. A esmagadora maioria tê-lo-à considerado profano.É bom que nos entendam, mesmo que não concordem connosco.
EliminarAbraço!
Peço desculpa pela confusão da resposta... penso que o sapito anda maluco com a aproximação da Primavera! Mas dá pra entender, no seu essencial, segundo creio.
EliminarPensei que não era para perceber. Se o era, nada percebi. O importante é que estejas bem de saúde, do resto trato eu. Beijadas de Sintra na testa
EliminarPensei que eras perfeita como eu. Enganei-me.Aqui não voltarei. Adeus.
EliminarFico muito contente por teres essa auto-estima toda. Deves ser uma pessoa feliz, como eu... embora eu nunca me tenha considerado "perfeita"... gosto de mim como sou, com "defeitozinhos" e tudo, embora vá tentando melhorar no dia-a-dia, como é natural na maioria de nós, seres humanos. Gosto imenso de tudo o que flui naturalmente e tu és sempre livre de regressar ou não...
EliminarUm abraço teimoso e - tem paciência - com estes defeitozinhos que me identificam enquanto pessoa. :)
Era para perceber, era. Tudo o que eu digo é para ser percebido, embora reconheça que, por vezes, pode exigir algum esforço. Sobretudo quando o sapito "come" letras...
EliminarMas era para perceber que existe uma inevitável vertente mística naquilo que aparenta ser profano e que, sendo assim perfeita, a tivesses captado.
Um abraço de Oeiras com cometa, mar e girassóis. :)