A ILHA II
Aqui me sento e tento erguer a voz
E desespero e sei que não consigo…
Chego a fugir dos braços de um amigo
Como quem foge às armas de um algoz.
Não mais maçã, assim converto em noz,
Escondendo em grossa casca – o meu abrigo –
Aquilo que me punha em maior p´rigo,
Como afinal fazemos todos nós…
Ilha deserta, escarpa, alta montanha…
Desvendo a solidão que me acompanha,
Defendo-a com a vida até poder!
Mas deixo-me habitar e multiplico
As sementes do verso. Eu frutifico!
Ilha e Poeta enquanto Deus quiser!
NOTA - Um novo prémio no http://premiosemedalhas.blogs.sapo.pt/
Olá Amiga João. Parabéns pelo poema, mas parabéns também pela foto, que é muito bela. E bem a propósito, para escrever poesia numa ilha daquelas. Estás de parabéns e eu muito contente por poder adicionar.
ResponderEliminarUm grande abraço Deste amigo Eduardo Gonçalves.
Caramba, amigo! Esqueci-me da notazinha final: "Imagem retirada da internet"... a foto não é minha! Estou patareca de todo. Ainda bem que falaste nisso.
EliminarAbraço grande!
Sem dúvida de que em si, Maria João, a semente poética cresce e frutifica permanentemente em seara madura de espigas de sonetos, de que se alimenta seu espírito, sentindo-se coroado de íntima alegria gloriosa, como que sob os auspícios da mitológica romana Ceres, ou da grega Deméter, que a Natureza e o campo fazem frutificar, com Apolo esperante de seu soneto para com a divinal música de sua lira o cantar.
ResponderEliminarUm abraço.
Mírtilo
Boa noite, tenha um pouco de paciência que as coisas vão-se recompondo aos poucos, mas mesmo assim vai-nos dando estes bonitos sonetos.
EliminarEstou muito feliz, como a Maria João sabe o meu livro está quase a sair, com um pouco de sorte quando aí for visitá-la já o levo comigo. Um grande abraço, até amanhã
Obrigada, Poeta. Essa comparação com Ceres deixou-me mesmo muito lisongeada.
EliminarOntem esqueci-me de lhe dizer que também tenho um ou dois sonetos Alexandrinos neste blog. Nasceram por puro acaso, mas estão por aí. Um deles parece-me começar assim: "Nascem-me sonetos da ponta dos dedos"... já me não recordo do título. Penso que o assinalei como soneto alexandrino, mas já não sei se o fiz com tags ou de qualquer outra forma.
Um abraço grande e obrigada pelas suas palavras.
:) É sempre tão maravilhoso esse nascimento do primeiro livro! Estou muito feliz por si!
EliminarSabe, amiga, já caminho com um pouco mais de firmeza. Ainda hoje me disseram isso.
Também é bom sentirmos que vamos melhorando, mesmo que seja muito lentamente.
Hoje vou tentar fazer-lhe uma visitinha. Vamos lá a ver como se porta este pc. Tem estado um bocadinho lento...
Abraço grande!
Amiga Mª João
ResponderEliminarNão gosto de te imaginar numa ilha deserta!?
Acho mais belo, o sonho de te imaginar uma papoila bem viva de cor alegre num campo abundante de papoilas, onde tu és a mais linda.
Cada uma um soneto teu, e tu a semente que lhe dá Vida, regada com a chuva do Céu!
Um Beijinho grande
Também o levo, enquanto poder e Deus quiser
virei sempre. Boas melhoras.
Amiga, não fiques assim. Esse "deserta" é metafórico. Olha, vou tentar reescrever A ILHA I:
EliminarSerei sempre uma ilha de paixões
Rodeada de mundo a toda a volta,
Deserta por decreto da revolta
Que me encheu de lagoas e vulcões.
Em mim os animais são aos milhões!
Procriam pela ilha à rédea solta!
Por cima desta lava que me solda
Lavrei um verde manto de ilusões...
E, e, e... acho que não me lembro bem das estrofes finais. Desculpa
Depois tentarei reescrevê-las...
Bjo grande!
Olá, peço desculpa por este comentario ser "standart".
ResponderEliminarA intenção é pedir desculpa de ter aparecido pouco no teu Blog, o "Dancing" tem-me estado a dar uma trabalheira, qdo tdo passar voltarei a visitar-te e a comentar-te assiduamente como antes.
Pk os amigos nunca se esqueçem...
Beijos & Abraços
Eu não posso!!! Já estive no Scala e este pc maluco não me deixou comentar!!! Estas associações mentais, mesmo lentas porque os neurónios ficaram em casa a dar milho aos pombos, estão a tornar-se perigosas! lololol
EliminarAbraço grande!
Fantástico, minha amiga. Espero que se sinta bem melhor, com energia renovada para continuar a frutificar desta maneira simples, esclarecida, bela, características que fizeram nascer em mim esta sincera e profunda admiração que tenho por si.
ResponderEliminarGrande abraço
António
Olá Poeta! Um tanto ou quanto frustradita por me sentir, ainda, tão limitada no raciocínio, memória e creatividade, começo a lembrar-me de que, há cerca de dois meses, nem escrever conseguia e fico muito contente por já ter chegado a este ponto.
EliminarObrigada pelas suas palavras.
Um enorme abraço!