TENTAÇÕES
Quiseram-me domar. Eu não deixei.
Quiseram-me a palavra. Eu não vendi
Pois não foi esse o preço que eu pedi
Nem é esse o destino que eu lhe dei.
Quiseram-me calar. Eu não calei.
Não sei se me ganhei, se me perdi…
Só sei falar daquilo que vivi
E não do que mais tarde viverei.
Tentaram – se tentaram! – condenar-me,
Impor-me soluções, depois calar-me…
Tentaram mas depressa desistiram.
Amanhã ou depois hão-de aceitar-me,
Depois, quando não queiram mais tentar-me
E não possam dizer que o conseguiram…
Amiga João
ResponderEliminarLindo poema, acho que devemos ser sempre como somos e não nos deixarmos vender, porque nesse caso não seremos nós.
Há quem se venda, mas pouco vale pois ficaram sempre sendo aqueles que não prestam...
Parabéms.
Sei que tem pouco tempo, mas escrevi um conto, é um pouco grandito, mas gostava que dissesse de sua justiça, sinceramente o que ele vale.
Beijinhos
Olá Maria! Vou já, já ver esse conto! Obrigada pelas palavras!
EliminarBjo gde!
PS - O sapito, hoje, não quer dar flores nem cometas...
PASSEI POR AQUI
ResponderEliminarOLHEI E GOSTEI
COM TUDO QUE LI
ME IDENTIFIQUEI
Olá, meu amigo!Obrigada pelas suas palavras.
EliminarIdentificamo-nos por sermos poetas, por termos esta necessidade de dizer, cantar, falar.
Um abraço grande!
Adorei este seu soneto, por aqui se vê que é uma grande mulher, e de ideias bem definidas, também me identifiquei com este seu trabalho.
ResponderEliminarAmiga, acho que não estou lá muito boa da cabeça! Iria jurar que já tinha respondido a este seu comentário...
EliminarNão sei se sou mesmo uma grande mulher, minha amiga. Sei que tento sempre dar o meu melhor e que nasci com alguns dons. Sou feliz por isso, mesmo com dívidas, pobreza, doença e a morte dos meus pequenos amigos. Isto deve ser suficiente para enfiar a carapuça de "doida varrida"... eu mesma acho estranho, mas estou a ser muito honesta quando lhe digo que até gosto de mim como sou. Não digo que não gostasse de ter menos dificuldades materiais. Muito pelo contrário! Claro que gostaria de ter uma melhor qualidade de vida... mas o mais importante, aquilo que verdadeiramente me faz sentir que justifico o oxigénio que consumo, é sentir que dou sempre o meu melhor. A minha amiga também é assim!
Um grande, grande abraço!
Olá poetisa! Que bom é regressar à blogosfera e verificar que a amiga continua a ser o que sempre foi - independente no pensar. Abraço grande.
ResponderEliminarOlá Manu! Já estava com saudades!Hoje estou no Centro Paroquial, acabadinha de chegar da Segurança Social, ainda a chorar os quase três euritos de transportes que tenho de gastar para ir... e repetir, se quiser voltar...
Eliminarmas fico muito contente por tê-lo, de novo, entre nós!
Um grande abraço!
Mª. João
ResponderEliminar"Quiseram-me a palavra. Eu não vendi..."
E também quiseram calar e atrofiar tua
sensibilidade,
tua forma de dizer,
tua maneira de conjugar
as palavras
que são tuas - e que bom - não as quiseste
vender.
Grande Senhora, tu és!
lindo o teu soneto.
beijos e saudades,
Mª. Luísa - Brasil
p.s. para me dares noticias da tua saúde, tens
de escrever no meu blogs, como comentário.
Doutra forma, não chega até mim.
Ok, amiga. Deixa-me só responder a mais um comment...
EliminarAbraço grande!
Quando nos afeiçoamos a alguém é pq gostamos do que é, nunca entendi pq dps tentamos mudar o outro. Ou tenta...o mundo.
ResponderEliminara Maria João rejuvenesceu, fica-lhe bem o cabelo comprido, nota-se que a saúde ainda está débil mas a força continua lá. Inabalável :)
Tudo de bom, beijos.
Um beijo, Ki. Agora vou ver como vai o espectáculo no Scala. Estava mortinha por ver o post de hoje... :)
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