OS FICCIONISTAS
E eram estas mãos que mo pediam!
As mesmas mãos que um dia tanto deram,
As mesmissímas mãos que me perderam
E agora, envelhecidas, me doíam...
As mesmas mãos que à terra me prendiam
E que agarrada à vida me tiveram,
As mesmas mãos que me sobreviveram
E que agora, de mim, se despediam.
Mas são ainda mãos! Humanas mãos,
Benditas pela entrega tão total
Dessoutros mesmos dons que Deus lhes deu.
São elas que vos tocam, meus irmãos...
as mesmas que, não querendo fazer mal,
Vos falam do que nunca aconteceu.
Imagem retirada da internet
"Com mãos se faz a paz, se faz a guerra".
ResponderEliminar"Com mãos se lavra".
Alegre.
Parabéns, belo poema.
Obrigada, caro amigo e colega de poesias.
Eliminar"Com mãos tudo se faz e se desfaz"...
Um grande abraço!
Com as mãos se faz tudo. bj e bom fds.
ResponderEliminarTudo, tudo, Estrelinha!
EliminarUm bom fim de semana e um abraço grande!
As mãos dizem sempre mais do que julgamos quando lhes prestamos atenção.
ResponderEliminarQue belo soneto antes de eu me "recolher" ao silêncio durante um mês.
Obrigada por continuar a acarinhar-nos com os poemas (além de todo o resto).
Que Agosto lhe traga mais disas felizes!
Abraço GD!
Sei que, muito provavelmente, só encontará este comentário quando regressar das férias, mas fica o meu desejo de que sejam inesquecíveis e reparadoras.
EliminarUm grande, grande abraço!
Olá M. João!
ResponderEliminarNa verdade, tal como os olhos, as mãos também falam... Gostei! Um grande abraço. António
Obrigada, meu amigo! As minhas, de quando em quando, ficam todas deformadas, como se estivessem com cãimbras... dizem-me que é do Lúpus, mas eu lembro-me muito bem que a minha mãe tinha exactamente o mesmo problema e as mesmas dores... felizmente para ela, só começou a ter isto depois dos setenta anos.
EliminarUm grande abraço.
As tuas são lindas, assim como o teu coração.
ResponderEliminarUma boa semana, amiga deixo-te um abraço
estremecido.
Que nunca te doam, para nos mimares com tanta beleza
natalia
Olá, Natália. Elas são marotas, doem-me mesmo, mas só de vez em quando. De qualquer forma, já escrevi muito soneto só com um dedinho, muitas vezes o menos esperado de todos, por ter os outros todos retorcidos, como se estivessem com cãimbras.
EliminarMas eu lá arranjo maneira de os escrever e, nos últimos dois dias, não me doeram de todo!
Um grande abraço!
Olá amiga
ResponderEliminarAqui novamente para comentar. Preferi comentar neste aqui e talvez deva saber o motivo. Sim, o motivo é a imagem.
E de tudo que passei e lendo este teu soneto eu o completo...
Que as mãos que tanto deram
E também delas tanto captaram
Como a energia emanada pela antena.
Foi assim mesmo.
Acho que me entendes.
Um abraço.
Olá, amiga. Se eu te dissesse que te entendia perfeitamente, estaria a mentir-te e eu não quero fazê-lo de forma nenhuma. Prometo-te que vou pensar nesse teu remate do soneto e, por vezes, acontece-me as coisas começarem a fazer sentido algum tempo depois. Antes de mais preciso de tentar evocar o que estava a sentir quando escrevi esse soneto. Não estou a fingir, Vera. Garanto-te que já não me recordo de porque o escrevi. Morreu, há poucos dias, um actor português que tu deves conhecer, pois trabalhou muito aí no Brasil. Escrevi imensos sonetos para ele, dei continuidade a um texto de prosa e a minha memória ficou-se por aí, no que respeita à criação poética. Posso garantir-te que estava a sentir o que escrevi, senão não o teria escrito, mas não consigo lembrar-me porquê.
EliminarDesculpa, mas tenho de dizer a verdade acima de tudo o mais.
Um grande abraço. Fico contente por estares de volta!