UM CASTELO DE NADAS


Um castelo de nadas, feito á pressa,


Um bocejo a calar o que se diz,


A comichão na ponta do nariz,


Eis a noite de sono que começa…


 


Uma breve oração, uma promessa


De tentar ir além, ser mais feliz,


Um não-ligar ao que em nós contradiz


O que se foi juntando, peça a peça…


 


Um sonho, um nada em forma de castelo


A pairar sobre mim que estou a vê-lo


Como se construído além-vontade…


 


Ali, aonde um nada se faz tudo,


Aonde morro e, lúcida, me iludo


Em aproximações de eternidade…


 


 


 


Foto de Marco Atraca, retirada da internet

Comentários

  1. Espero que consigas ir sempre mais além. Mais uma vez parabéns.
    bj

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    1. Obrigada, Estrelinha. Foi a história da minha vida que ganhou este Prémio para o Centro Pastoral Paroquial de Nova Oeiras e eu fiquei muito, muito contente por isso. Daqui a pouco vou para a cerimónia... ainda não sei bem onde é, mas já cá estou, preparada para isso.
      Bjito!

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  2. Boa tarde amiga, lindo soneto cheio de esperança s de vontade de vencer qualquer adversidade que apareça pela frente.

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    1. Minha querida amiga, esse seu Kanguru anda outra vez a fazer das suas. :)) Mas deu para entender muito bem. Muito obrigada e um abraço grande.
      Daqui a pouco é a festa da entrega dos prémios aos Centros e Instituições que concorreram com os trabalhos dos seus utentes e eu estou muito feliz por ter ganho este prémio para a minha paróquia.

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  3. Parabens, é sempre bom ganhar um prémio. Gostei muito

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    1. Obrigada Tibéu! Foi muito, mesmo muito bom ganhar este prémio. É um livro que ainda não abri porque isso vai ser feito hoje, no Centro Paroquial, para ser partilhada a surpresa com as outras utentes. E, desta vez, trouxe o soneto comigo, para o ler. Era o que eu queria ter feito na cerimónia da entrega, mas esqueci-me das duas últimas estrofes e acabei por nem começar... foi um engasganço... :)
      Abraço!

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  4. Um castelo de nadas feito à pressa,
    Uma breve oração uma promessa,
    Um sonho um nada em forma de castelo,
    Quem me dera poder vê-lo.

    Gostei e adicionei. Um Abraço Eduardo.

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    1. É um castelo do meu imaginário... posso descrevê-lo, como já fiz, mas sou a única que consegue visualizá-lo... mas a partilha dos imaginários também é uma dádiva muito bonita.
      Abraço grande!

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    2. Sim amiga João. É das dádivas mais bonitas quando dada como só tu sabes dar. isto não é da boca, é do coração. Abraço Eduardo.

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    3. Obrigada, amigo... e se não houvesse, do outro lado, um excelente receptor como tu, de que me serviria dar fosse o que fosse?

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    4. Olá amiga João. obrigado pelo elogio, mas não carecia. Bom fim de semana. Abraço Eduardo.

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  5. Muitos e muitos parabéns! Que seja um sinal de reviravolta em tudo aquilo que dela necessita!
    Um beijo e abraço GRANDE!

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    1. Olá Eva! Muito obrigada! Hoje vai ser a segunda festa. Vou abrir o presente - trata-se de um livro - junto das outras utentes do Centro Paroquial e depois vou, finalmente, dizer o meu soneto... ontem, na cerimónia, esqueci-me do final do poema e acabei por não dizer nada que jeito tivesse... foram mesmo umas palavrinhas muito palermas, muito sem graça. Se eu não me tivesse esquecido, poderia ser bastante melhor... mas, enfim... não vale a pena ficar a chorar sobre o que já passou.
      Um grande, grande abraço!

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  6. Olá amiga João, lido lindo este soneto.
    adorei!PARABENS pelo premio que recebeu.
    Casimiro Costa

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    1. Obrigada, meu amigo. Só hoje vou desembrulhar o presente para partilhar a surpresa com as outras utentes do Centro Paroquial.
      Abraço grande!

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