CAIXINHA
Sou caixa de Pandora feita à pressa
Na mesa de madeira sem raiz,
Apenas enfeitada com verniz
Construída entre dúvida e promessa…
Caixinha toda feita peça a peça
Dessa madeira velha que eu não quis
Mas que volta a tornar-me tão feliz
Assim que a brincadeira recomeça…
Caixinha da surpresa… presa… presa
Ao recomeço, ao tempo pendular,
A esse eternizar de uma criança
Que nunca poderá sair ilesa
Do que a caixinha um dia revelar
E de um jogo que cansa… cansa… cansa…
Imagem retirada da internet
Venho aqui nas horas tortas
ResponderEliminarOnde pauso a labuta
Vim bater às tuas portas
A ver se alguém me escuta.
Trago em mim novo sorriso
Pelo livro que é teu;
Veio de um paraíso
E nem sei o que me deu.
És a "caixinha" mais linda,
Com sonetos a preceito
Como não se viu ainda
Na metáfora perfeito.
Outras artes tão iguais
Se vê pelo mundo fora
Das tuas eu quero mais:
Um louvor te dou agora.
Se a minha redondilha
É esculpida em ventania
Imagina a maravilha
De erguê-la nesta via
Pra te lembrar que na ilha
Já chegou tua poesia.
Beijinhos
P.S. Tenho pena de não ter o teu autógrafo.
Minha querida Azoriana! Já tens o Poeta Porque Deus Quer!? Fico muito contente... talvez um dia, sei lá... sei que ainda tenho primos aí na Terceira, mas de avião é que não pode ser! Nem que eu tenha de ir num barco a remos! :))
EliminarComo vai o teu Leão?
Eu agora quase não visito ninguém... estou muito mais lenta e tenho o acesso mais limitado...
Um grande, grande abraço!
Quem sabe me mandas "o autógrafo", digo, uma nota para eu colocar no livro nem que seja por estas vias. :) De barco a remos é que não te aconselho... Risos
Eliminar:)) Envia-me o endereço por email e eu envio-te umas palavrinhas para colocares no livro! :) Não te esqueças de enviar também o teu!
EliminarAbraço grande!
Olá amiga João. Eu confirmo, que és uma caixinha de Pandora. Se feita á peça ou com vagar, isso eu não posso confirmar. Mas ainda bem que assim és. Adorei, adicionei e gostei de adicionar. Abraço Eduardo.
ResponderEliminarObrigada, amigo! :) Também já não me lembro se fui feita à pressa ou devagar, devagarinho :))
EliminarAbraço grande!
Também não importa para agora. Deixa Lá amiga João. Um abraço Eduardo.
EliminarCá estás tu! Ainda não fui à caixinha de... correio :))) Estou a responder directamente do blog, para ver se consigo falar-vos antes da hora do almoço...
EliminarUm grande abraço!
Mas deve ter sido à pressa... fiquei com defeitos de fabrico! :))) Eu vou já ver o teu blog! Até já!
EliminarOlá amiga, espero que já esteja refeita do desgosto do passarinho, ele já tinha o destino traçado, não pense mais nisso.
ResponderEliminarCaixinha de surpresa todos nós somos a diferença é que algumas pessoas revelam-se e outras ficam trancadas dentro da caixa uma vida inteira.
Um abraço
Olá, minha amiga Idalina. A vida continua, não é? Ainda sinto, de quando em quando, a chicotada do remorso, a sensação de não ter tomado as devidas precauções e de ter desperdiçado uma vida tão pequenina, determinada e inocente. A caixinha de Pandora do mito não era lá muito boa... tinha lá as pragas todas que viriam a assolar a humanidade, num paralelo fascinante com a maçã que Eva ofereceu a Adão... mas eu continuo a ter uma simpatia enorme por essa Eva/Pandora. Coitadas de nós... parece que fomos sempre culpadas de todas as desgraças em todas as civilizações e religiões... esqueceram-se de que a curiosidade continuará viva em todos os seres humanos e eu, pessoalmente, considero-a uma das nossas mais poderosas ferramentas. E não me refiro àquela curiosidade mesquinha que leva muitos a quererem saber tudo sobre os outros, geralmente para fazerem, depois, críticas destrutivas. Não. Falo daquilo que nos move, nos impulsiona, nos dá, em conjunto com o amor, uma razão para estarmos vivos.
EliminarUm grande abraço e um bom fim-de-semana!
Mª. João
ResponderEliminarE quantas surpresas, vão aparecer quando
ela se abrir.
E ninguém sai ilesa!
Isso, eu tenho a certeza!
Bºs, Mª. Luísa
Olá minha querida Maria Luísa. Ainda bem que não há por aqui nenhum vírus. O Pedro falou hoje em links, sobretudo os que se recebem nos emails. Ele diz que é preciso ter muito cuidado com esses.
EliminarA minha caixinha anda sempre muito aberta e eu não creio que só existam desgraças dentro dela...:)) Sou uma Maria-Sem-Camisa muito pacata... bem, um bocadinho excêntrica, mas muito pacata :)) De vez em quando lá fico "possessa" porque penso que há um vírus ou uma sabotagem qualquer no poeta, esperneio e barafusto, mas depois volto sempre a cair na realidade... e acabo por pedir desculpa por ter sido menos delicada. :( Enfim. Sou humana...
Um enorme abraço para ti!
Eu tambem tenho uma caixinha de Pandora mas tantas vezes a perco que fico numa aflição!
ResponderEliminarOra a tenho....ora a perco....ora tenho.....ora a perco...São estes sobressaltos que me dão tanta mágoa! Beijinhos poeta tenho saudades tuas! Já vou no 16º dia de "cruz".....
Minha Ligeirinha! A caixinha de Pandora original (oficial :)) não era lá muito boa, não. Eu é que gosto de lhe dar uma conotação mais positiva... imagino-me a abri-la e a saírem de lá sonetos, melodias, traços coloridos... para mim representa a mesma vontade que levou Bartolomeu de Gusmão a construir a sua passarola.
EliminarEu já vou ver o teu blog! Já voltaste a publicar no Ligeirinha?
Bjo gde!
Muito bonito! Que se pode mais dizer de um poema?
ResponderEliminarObrigada pela sua visita à minha "caixinha", Zilda. Que continue a ter umas excelentes férias.
EliminarUm abraço.