DESPEDIDA

 


 



Homem que dedicaste a vida inteira


Ao sorriso, ao sabor da gargalhada,


Recebe esta homenagem declamada


Que aqui te deixo, à hora derradeira.


 


Foi rica, a tua humana sementeira!


Se contigo não levas mesmo nada


Serás mais rico. Foi-te consagrada


A honra mais sublime e verdadeira…  


 


Jamais te esquecerão! Jamais serás


Uma coisa passada e já sem uso


Que alguém possa dizer que não faz falta.


 


Que Deus te tenha agora em sua paz!


P`ra ti estas palavras que conduzo


Entre os mais que te viram na Ribalta…


 


 


 


Imagem retirada da internet

Comentários

  1. Olá, minha amiga.

    Estive de férias por terras alentejanas e não tenho vindo lê-la e saborear os seus lindíssimos sonetos.
    Quando recebi a notícia não quis acreditar. À custa deste senhor aprendi a dar sonoras gargalhadas que só ele nos conseguia arrancar, ainda quando era uma criança, e associo-o sempre à minha infância feliz.

    Grande abraço, minha amiga e... é bom voltar a lê-la

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    1. Também eu, Poeta... senão à minha verdadeira infância, pelo menos à minha adolescência. Lembro-me de chorar a rir com a rábula da guerra. Lembra-se dos "supositórios" que não matam "mas desmoralizam muito"? Da bala com "uma cordinha amarrada, para depois se puxar...", que poderia resolver muito graves problemas de logística? :))
      Quase todas as mortes de figuras públicas me passam despercebidas. Vivo muito neste meu mundo da poesia e da criatividade, mas esta apanhou-me em cheio... olhe, Poeta, este foi um daqueles homens que cumpriram bem os seus ideais. Que magnífico rasto deixou este cometa...
      Um grande abraço!

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    2. Chorei a rir ontem num programa que fez dupla com o Bruno Nogueira chamado Divinas comédias. A história da Guerra é fantástica mas a quem mais me escangalhei a rir foi ele a fazer de cantor revolucionário.
      Lembro-me do "Há petróleo no Beato". Deixou sem dúvida uma grande herança.

      Grande abraço

      António

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    3. Também me lembro dessa rábula. E aquela do incêndio no palácio dos Condes (ou Duques?) de Arronches, que teve de ser escrito pela Vera Lagoa porque não havia mais ninguém? Aí também chorei a rir, Poeta! "o sinistro, magnificamente abrilhantado por elegantes chamas..." não queroestragar a rábula, mas penso que segue nesta linha... e o Fritz, o ladrão... todos os bonecos dele eram inesquecíveis!
      Abraço grande!

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  2. Olha amiga. Eu já adicionei a tua homenagem ao homem das gargalhadas sonoras. Hoje penso que podia ter em gravação as rábulas dele. Mas até já andei a pesquisar e não encontro nada. Pode ser que ainda apareça, ainda só ontem foi o funeral. Deixou muita gente que o amava como que fosse um pai. Um grande abraço Eduardo.

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    1. Só não sei o que se estará a passar com a minha pen... eu gravei as letras em tamanho normal e, aqui, aparecem-me enormes... paciência. O 2008 também anda meio maluco. De vez em quando, desalinha-me as letras todas e põe-se a escrever onde não devia, muito fora do próprio texto. Talvez seja por isso...
      Abraço grande e muito obrigada!

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    2. Olha amiga não ligues a isso. que isso é um complô do computador e da pen, só para te irritar. não ligues. Abraço Eduardo.

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    3. Também me está a parecer! A maluca da pen tem um vírus lá dentro (tem mesmo, mal a encaixo no 2008 diz logo TREAT DETECTED) e eu não consigo acabar com ele porque aqui não tenho acesso ao anti-vírus, o AVG do 2008 está desactualizado e não o consigo actualizar sem net e, no Centro Paroquial, não consigo encaixar a pen.
      Diz que é um TREAT de um GAME ONLINE... deve ser por causa do pessoal mais novito que vem para aqui, para o CJO, para jogar.
      Quarto abraço!

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    4. Olá a miga João. O que tu tens que fazer, é pedir a alguém que te faça a formatação da pen, só formatada agora é que ela fica capaz. Mas tem que ser alguém que saiba fazer isso, Eu não sei. mas os técnicos de informática sabem. Abraço Eduardo

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    5. Talvez eu conseguisse... ou então dava cabo dela... parece-me que, na formatação, ela apaga todos os ficheiros que lá estão... mas aqui não dá e no C. Paroquial também não porque não encaixa nos PCs de lá. Olha, paciência!
      Abração!

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  3. Lindo e merecido soneto, minha amiga, o RAUL era impar! Eu gostava muito dele! Que DEUS o guarde em paz.
    Um abraço
    Casimiro Costa

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    1. Obrigada meu caro amigo! Também eu gostava e gosto muito dele. A minha mãe é que o conheceu pessoalmente, eu só através da televisão é que o conheço, mas ele é uma daquelas pessoas que nunca serão esquecidas...
      Um grande abraço!

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  4. Aqui deixo tambem a minha homenagem ao grande humorista que nos fez rir a todos com as suas piadas que arrancavam sorrisos ao mais sisudo dos mortais.
    Que descanse em Paz.

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    1. Olá minha amiga Idalina. Este homem foi um espectáculo vivo! Fiz tantos sonetos enquanto acompanhava o funeral pela TV que, se calhar, hoje publico outro.
      Não fui ontem ao seu Linhas&Letras... vamos lá ver se hoje remedeio a falta...
      Um grande abraço para si e família!

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  5. Lindo e merecido.
    Deixa-nos saudades, se me lembro muito dele lá me vem a saudade da juventude.

    Amiga está lindo.
    Um abraço bem grande, fica bem
    natalia

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    1. Olá, minha amiga Natália. Eu não te posso dizer que não sinta alguma saudade desses tempos... mas talvez lhe chamasse uma "nostalgia". A saudade magoa e o que eu sinto é muito agradável. Deve ser porque tenho este profundo sentido de continuidade naquilo que por cá deixamos, não sei...
      Um grande, grande abraço!

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  6. conheci bem o Raul. Dele , mais do que as gargalhadas fica-me o lado humano e sensivel , e aquela lagrimita ao canto do olho quando um ia para o Porto e o outro ficava! Era um amor!

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    1. Conheceste-o pessoalmente, minha Ligeirinha. A minha mãe também conheceu essa faceta dele. Como estás tu? Eu tenho consulta hospitalar na 2ª Feira, vamos lá ver como andará o INR, se vai ser necessário redosear a varfarina, ou não. Continuo a ter imensa necessidade de entregar o Spirit a alguém que possa cuidar bem dele. Com a varfarina não posso dar-me ao luxo de ser arranhada todos os dias e é o que acontece porque eu tenho, sempre, de os andar a separar quando se engalfinham em brigas. Estou que pareço uma peneira, com os braços todos arranhados... quando o médico vir...
      Sabes, ontem encontrei uma senhora que chama "Ligeirinho" ao meu Kico. Lembrei-me logo de ti e achei imensa graça!
      Um abraço grande, grande!

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  7. E nunca precisou de cair na grosseria ordinária para ter sucesso.
    Porque talento...não está ao alcance de todos.

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    1. É verdade, meu amigo. O trabalho e o aperfeiçoamento estão - ou deveriam estar - ao alcance de todos, mas este homem tinha um talento muito seu, inimitável!
      Obrigada e um abraço.

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