IMAGINÁRIOS

 


 


Saberás do vento que sopra na areia?


Sabes do calor nessas rochas salgadas


Que, apesar de tudo, vão sendo habitadas?


Já viste as mudanças quando há lua cheia?


 


Já viste tritões? Conheceste a sereia

 



Que chama por ti, dessas grutas sagradas,


Nos dias incertos, às horas marcadas,


Que o tempo decreta e o acaso norteia?


 


Já te imaginaste dif`rente e, contudo,

 



Igual a ti mesmo nos sonhos que inventas,


Se a tanto chegaste por tua vontade


 


Ou és indif´rente, dizes: - Eu não mudo!,

 



Não sabes voar, nada vês ou nem tentas


Saber até onde chega a liberdade?


 



 




 

NOTA – Soneto Alexandrino




 



 



 




 



 

Comentários

  1. Olá amiga João. Que bonito este Alexandrino. Não o conhecia, mas parece um bom rapaz. Está espectacular. teu estás cada vez mais como o vinho do Porto.
    Abraço deste amigo Eduardo.

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    1. :))) Tenho, por aí, alguns "rapazes" da família Alexandrino... se fizeres uma leitura silenciosa e seguida, verás que o ritmo é muito diferente do dos decassilábicos. Têm 11 sílabas métricas e a útima tónica é sempre na 11ª sílaba. O Sá Carneiro usava constantemente este tipo de soneto. A mim nascem-me sobretudo - quase sempre... - em decassílabo heróico, mas estes também têm um belo ritmo.
      Abraço grande!

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    2. Olha amiga. Eu não sei se tens Alexandrinos Ou alexandrinas, ou ainda as duas coisas. mas que tens um talento muito grande e muito apreciável, isso tens. Abraço Deste amigo. Eduardo.

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    3. Olá, meu amigo Eduardo! Hoje foi um dia muito agitado... de manhã estive meio "avariada" e não consegui vir trabalhar e , depois do almoço, encontrei o soneto de hoje... ou melhor, encontrei uma cria de Lugre no meio da estrada e só agora consegui chegar ao CJO. Obrigada por gostares dos Alexandrinos e pelo elogio.
      Abraço grande!

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  2. Gostei deste "Alexandrino" é uma leitura mais solta mais alegre, mas para mim é um mistério que eu por enquanto não quero desvendar para não sobrecarregar mais a minha cabeça.
    Um grande abraço até amanhã

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    1. Minha amiga, o Alexandrino tem onze sílabas métricas, em vez das dez do soneto italiano, em decassílabo. Quando se sentir preparada para conhecer melhor esta coisa da métrica, é só avisar que eu tentarei explicar, o melhor possível, o pouco que sei.
      Estou atrasadíssima por causa do... soneto de hoje... :)) Os habitantes lá de casa voltaram a crescer...
      Um grande abraço!

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  3. Lindo poema "alexandrino"

    Vê meu blogs, se possivel e encontra aquela
    que pretende aprender a voar.

    Bºs, Mª. Luísa

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    1. Vou já, minha querida amiga. Se não tivesses escrito estas palavras muito antes, poderia pensar que estavas a imaginar, ou a prever, quem eu iria encontrar hoje. Se puderes, vai ver o meu soneto de hoje para coneceres "Pepe", a cria de Lugre.
      Um enorme abraço!

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  4. Caramba! Ainda vou ter de "pescar" estes falsos alexandrinos um por um e não sei quando terei tempo para isso... depois terei de explicar o meu erro muito bem explicadinho. Quando tiver tempo e SE tiver tempo para isso, claro... se não tiver, prefiro apagá-los todos! Todos os de onze sílabas.

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