O IMORTAL
Julgava-se imortal. Mesmo imortal.
Isento das noções de “mal” ou “bem”,
Dependente de nada e de ninguém,
Um ser dif`rente, muito embora igual.
Jamais aceitou ser um animal.
Julgou ser mais e ninguém soube quem
O ensinou a “ser” ou se houve alguém
Que decretou, enfim, o seu final…
Morreu há muito tempo. Agora jaz
Num qualquer cemitério, transmutado
No húmus do que em si nunca aceitou.
Pobre imortal que assim alcança a paz
Na negação do próprio enunciado
Com o qual definiu o que o negou…
Imagem retirada da internet
Já tinha saudades dos seus sonetos mas gostei também imenso do outro blog com poesia mais livre. A qualidade, essa, é a mesma de sempre: grande e inspirada!
ResponderEliminarAbraço GD
Obrigada Eva! Hoje fiquei em casa toda a manhã, à espera de uma encomenda de uma prima de Caminha. Acabou por não vir e eu desisti de esperar... mas voltei a atrasar as publicações...
EliminarUm abraço GDE!
Boa tarde amiga, essa sua inspiração anda mesmo por "cima" belo este soneto.
ResponderEliminarQuem se julgar imortal pode esquecer, porque o fim é igual para todos sem excepção. Um abraço
Olá minha amiga! Adoraria que conhecesse o blog dos Poetas da APP que, agora, aparece no meu perfil. Desculpe-me por usar os comentários para dar esta informação, mas o tempo está cada vez mais reduzido, para mim.
EliminarAposto que vai gostar muito e, quem sabe, vir a tornar-se associada conforme uma vez lhe sugeri.
Um grande abraço e muito obrigada pelas suas palçavras!