DISCREPÂNCIAS
Se tu não te importasses, gostaria
De te falar das coisas que calei,
De abraços que quis dar mas nunca dei
E que afoguei na dor de cada dia.
Mesmo que te importasses, falaria
Do que há muito lá vai, que só eu sei.
Tu que nunca sonhaste o que eu sonhei
Não pudeste saber o que eu sentia...
Exactamente igual a toda a gente,
Tu eras, quanto a mim, um condenado
Sempre agarrado às coisas deste mundo
Que nunca soube o que era ser dif`rente...
[e eu cheguei a pensar que era pecado
sentir amor tão louco e tão profundo...]
Imagem retirada da internet
Linda discrepância esta...
ResponderEliminarAs saudades que eu tinha destas escapadelas imaginárias.
Beijinho
:) hoje há uma composição bucólica, Fá. Estou estafada porque tive de ir e voltar do hospital nos transportes públicos e as doenças auto-imunes não se dão nada bem com viagens e abanões, mas ainda sonetei! :))
EliminarAbraço!
Poetaporkedeusker:
ResponderEliminarUm soneto de amor, sim, senhora! Vivido ou inventado?
Seja como for, um belo soneto, soneto de um amor calado, de um amor em silêncio, talvez de um amor proibido, de um amor que poeticamente acusa e atribui seu fracasso a quem amou, quase se sentindo pecadora de tanto e tão fundo ter amado quem não merecia um amor assim.
Um abraço.
Mírtilo
Olá, poeta de Mértola! Este soneto é um bocadinho ficcionado, mas a última estrofe é muitíssimo vivida! Não posso dizer que a pessoa não merecesse... provavelmente não pôde nunca entender, daí este meu ligeiro sentimento de culpa. Acredite que não é nada fácil viver ao lado de uma poeta. Os poetas extasiam tudo e o amor não foi excepção. Eu teria - agora - receio de me apaixonar por uma pessoa como eu. Não foi tarefa fácil, reconheço... :)
EliminarAbraço grande!
Mª. João
ResponderEliminarAté nem era pecado...
Só que ele nunca soube,
O que era ser diferente!
E alguém sabe
Dos que nos rodeiam?
Ninguém!
Lindo poema
Mª. Luísa
Provavelmente ninguém, amiga...
EliminarAssim que publicar, vou aos meus emails ver se encontro um endereço que talvez nos possa ajudar com os cãezinhos da Arrábida.
Dá-me só um bocadinho. Se não conseguir hoje, tento amanhã.
Abraço GDE!