DESMENTIR A DERROTA
Hei-de cantar até que a voz me morra
E, se a voz forem mãos, até que abertas
Se me afoguem num mar de descobertas
Sem que alguém me descubra e me socorra.
Hei-de cantar tão alto e tantas vezes,
Tanta paixão porei neste meu canto
Que hei-de encontrar quem ria ou fique em pranto
De ouvir cantar, sorrindo, os meus revezes.
Depois, quando esta voz se me calar,
Quando chegar o tempo da partida,
Quando não mais se ouvir uma só nota,
Ficarão as palavras que eu cantar
Nessa continuação da minha vida
Que teima em desmentir essa derrota
Maria João Brito de Sousa - 20.01.2009
Boa tarde Maria João espero que se sinta melhor, e que na quinta feira corra tudo bem, e que as coisas não estejam assim tão mal como parecem.
ResponderEliminarAinda bem que não perde a boa disposição isso também ajuda um pouco.
As suas melhoras e um grande abraço.
Boa tarde, minha amiga! Sou capaz de não conseguir estar muito tempo convosco, hoje. Informaram-me de que ia ser "raptada" :)) para conhecer um espaço onde irei dar uma palestra. Não preparei rigorosamente nada... só espero que o pouco que sei possa ser útil a alguém.
EliminarUm grande abraço!
Olá, minha amiga. Apesar das palavras serem silenciosas, em verso ou em prosa, este seu soneto soou-me a um grito, altíssimo e sonoro, como os trovões que ouvi hoje em Lisboa. Desejo-lhe saúde, e saiba, que apesar não comentá-la frequentemente, tenho-a lido sempre que posso, aumentando a minha profunda admiração e estima que tenho por si e pelos seus escritos. Desejo-lhe saúde férrea pois, para si, inspiração é coisa que não lhe falta.
ResponderEliminarEnorme abraço
António
Muito obrigada, meu querido amigo! Foi assim como um trovão, foi... :)) o momento não é dos mais brilhantes em termos de saúde e disponibilidade, mas não tenciono ficar a chorar à espera do pior!
EliminarUm grande abraço!
Fantástico...e com muita força,terá o meu apoio.
ResponderEliminarBeijinho
Obrigada, Vitor! Já estive aí, do "outro lado" e vi um peixe enorme! Isso é que são pescadores sortudos :)!
EliminarAbraço grande!
"Nessa continuação da minha vida
ResponderEliminarQue teima em desmentir essa derrota!"
Eu peço para que as Palavras
Fiquem, depois da partida...
A lembrar confortadas
Toda uma vida!...
E deixa-me incluir, neste pedido!
Maria Luísa
Minha querida amiga! Deixo tudo o que quiseres e ainda subscrevo e agradeço esse teu voto!
EliminarAcabo de publicar um artigo no Mumbles que me deixou arrepiada! Os animais continuam a ser tratados como coisas! Até como combustível, na Suécia! Caramba, amiga, será que ninguém SENTE que esses seres também sentem??? Eles sentem medo, dor, o horror de se sentirem capturados e imobilizados... olha, nem sei o que te diga! Estou francamente indignada!
Um abraço grande.
Estou abismada. A Suécia país civilizado ,
Eliminareducado - então é no mundo inteiro.
Eu sinto-me agoniada, devastada.
Que faço neste mundo? Não me pertence!
Sofrer? Gostaria de ter coragem de dizer,
"não quero continuar" mas não tenho coragem.
Não pertenço ao mundo em que vivo, deixei de pertencer!...
Mandei um email para ti.
maria Luísa
Mas olha que é verdade, amiga! Nós, seres humanos, somos capazes de maravilhas e de horrores também! Muitas vezes também me sinto deslocada... mas não! É aqui mesmo que pertencemos, mesmo que tenhamos de sofrer. Precisamos de contribuir com a nossa pequenina parte para o equilíbrio dos pratos da balança... imagina quão pior seria este mundo se todos os que se chocam com as barbaridades "emigrassem" para as suas torres de marfim... este é o nosso mundo, amiga. É aqui mesmo que nós fazemos falta!
EliminarUm grande abraço!
Tenho medo por ti - tu estás a caminhar para a "beatificação" e isso não me agrada,
Eliminarquero-te neste mundo de miséria e maldade, teu e meu!
Tu encontras respostas amenas e simpáticas
para toda a blasfémia que se faz - eu não posso - de momento (e eu sou de momentos)
não posso!
quando possível, talvez amanhã, lê, por favor o meu poema "Sorrir" e não me digas que é prosa-poética - tem dó , desta pobre criatura que sou eu!
As melhoras,
Maria Luísa
Para
:)) Não! É mesmo Poesia, amiga! E eu ainda tenho muitos pecadilhos... neste momento estou a sentir imensas saudades de um cigarrito :) Ainda tenho 1 e estou a guardá-lo como quem guarda uma jóia! Vês como eu também peco? Agora vou até ao pátio fumar um bocadito do cigarro. Guardo o resto para logo.
EliminarBjo!
Obrigada!
EliminarEu sabia, mas fazem tanta confusão que acabo por não saber!
Meu Deus, tem piedade!
Maria Luísa
Já estou no Centro Paroquial:)
EliminarTu, por vezes, fazes-me lembrar uma outra amiga minha que também é "de momentos" ... :) e a mim também me acontece, de vez em quando, devo reconhecê-lo...
Bjo!