CONTO DE FADAS I e II

 


 


Neste Conto de Fadas, divertido,


Fugindo dos enredos costumeiros,


Os tesouros são ramos de pinheiros


E o Príncipe Encantado é um... bandido!


 


Não há vestidos longos, vaporosos,


Nem sapatinhos "sexi", de cristal...


Só a Fada Madrinha é mais normal


E gosta de ficar entre os bondosos.


 


Aconteceu há muitos, muitos anos,


Mas foi como se fosse agora mesmo


Que a Princesa tivesse desmaiado


 


E os ramos de pinheiro, quais abanos,


Sacudiram-na tanto e tão a esmo


Que afastaram o Príncipe Encantado...


 


 


II


 


Surge a Fada Madrinha, convencida


De que a pobre Princesa era infeliz


E dá-lhe um piparote no nariz


Deixando a pobrezinha adormecida...


 


Logo os pinheiros vêm, de mansinho,


Explicar à Fada bem intencionada


Que, muito embora boa, estava errada,


E a Princesa só queria era carinho...


 


Então cumpre-se o tal sereno encanto


E a Princesa-Poeta acorda então


No verde pinheiral, entre cadernos!


 


Na mão, o lápis que ela queria tanto...


Ficamos todos em contemplação,


Sentindo que, afinal, somos eternos!


 


 


Acabadinho de poetar para http://fabricadehistorias.blogs.sapo.pt/


Imagem retirada da internet


 


PS - Agora parece-me que sou eu que tenho pertinentes dúvidas em relação à aceitação geral deste Conto de Fadas...


 


 


 


 

Comentários

  1. Olha amiga, eu achei magnifico. E à medida que ia lendo ia "vendo" tudo. Até o piparote no nariz.
    Fantástico, tão bem disposto que me deixou a mim bem disposta.
    Beijinhos

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    1. Valha-nos isso, Fá! :)) Eu estou numa pressa porque saí agora mesmo de uma palestra e tenho, mais logo, o lançamento do nº 4 da revista Nova Águia, no Centro Cultural de Oeiras, e ainda nem sei como vou para lá mas, de vez em quando, tenho estas maluqueiras... pula-me o pezinho para a brincadeira e não resisto! Foi feito ao correr das teclas, mas ainda bem que deu para visualizar tudo! Eu também estava a visualizar quando escrevi!
      Um beijinho grande!
      PS - Hoje não posso prometer visitas a ninguém e não vou ter tempo para ler todos os contos da Fábrica, mas acho que vocês me perdoam... leio depois, se na 2ª feira conseguir despachar-me do hospital...

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    2. Um conto de fadas,com este dia de inverno...é o sol num dia de verão!

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    3. Olá, Vitor. Estes sonetos foram tão rápidos a nascer, que até tive medo de os contrariar... :)) Só espero não ter sido despedida da Fábrica, por causa deles...
      Abraço grande!

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  2. Mª. João

    Estive ausente.

    O teu conto de fadas é tão lindo que as

    minhas lágrimas não caíram, mas ficaram

    presas nos meus olhos e tive dificuldades

    em ler o final.

    Mas de olhos nublados, reconheci o teu

    dizer e adorei teu canto, de beleza e ternura.

    Beijos,

    Maria Luísa

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    1. Espero que estejas bem, amiga! Visitei o teu blog na sexta feira e vi que ainda não tinhas publicado outro poema.
      Obrigada e um grande abraço!

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    2. Mª. João

      Obrigada por escreveres.
      Tenho uma "Dissertação" no meu blogs.

      Tema diferente e ao critério de quem o lê.

      Nada tenho a dizer - apenas o que escrevi.

      O poema fala por mim!

      beijos querida amiga,

      Mª. luísa

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    3. Vou já ver a tua "Dissertação", amiga!
      Aqui, no CJO, temos de escrever em teclados cobertos por uma película plástica, por causa da gripe A. Perdi imensa velocidade de escrita porque ainda não me adaptei a esta novidade...
      Bjo!

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  3. Poetaporkedeusker:

    Parece haver em si ainda uma saudadezinha dos infantis contos de fadas, como, aliás, em muita gente, muita, como se se quisesse regressar pelo menos um pouco ou um momento que fosse a esses tão idos tempos de sonho e fantasia, até para muitos adultos de então.
    Mas a mim, que também sonhei e ainda sonho, creio vê-la ou imaginá-la a si na figura da Princesa-Poeta, de cadernos e lápis na mão, adormecida no meio da floresta de pinheiros, a Fada Madrinha a tentar em vão reanimá-la. E por fim dá-se o fantástico seu acordar e você, empolgante Princesa-Poeta, escreve então o mais maravilhoso soneto dos seus, o soneto da sua vida.

    Um abraço.
    Mírtilo

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    1. Olá, poeta Mirtilo! Confesso que eu, aqui, era narradora e sujeito poético... e não faltou aquela marotice de me pôr, a mim mesma, a levar um piparote no nariz :)) Estava "endiabrada", na sexta feira passada! Hoje estou atrasada porque só há pouco cheguei do hospital e o abcesso provocado pela cárie não me deixou muito espaço para a criatividade, mas espero que o soneto final ainda demore uns tempinhos... é tão bom viver à procura dele!
      Mesmo com a dor de dentes, ainda produzi muitos sonetos durante o fim de semana. Trago-os na "pen" e tenciono publicar, hoje, três deles.
      Um abraço grande!

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