A CAUSA
Aqui, no desempenho da missão
Que transcende a humana competência,
Transmutando-me em jogos de paciência,
Eu tento-vos falar da redenção.
Por esta causa eu luto com paixão;
Redimo dois mil anos de inclemência
Naquilo que define a minha urgência,
Naquilo que me impõe o coração...
Se o que vos digo aqui, vos encaminha
Se um só de vós entende estas razões
E pára, um só segundo, p`ra pensar
Nesta causa que é vossa sendo minha,
Terei justificado as mil traições
Dos que me hão-de tentar crucificar...
Poetaporkedeusker:
ResponderEliminar«A Causa»! Boa causa aquela que sadiamente e humanistamente nos (im)põe o coração, que simultaneamente nos redime e redime os outros, ainda que depois de terem tentado crucificar-nos.
Muito bom e invulgar soneto, de tema social e algo religioso também.
Um abraço.
Mírtilo
Muito obrigada, poeta Mirtilo. Hoje estou aqui só de passagem :) bem, estou sempre, mas hoje tenho vários compromissos e não posso estar muito tempo nos blogs. Mas ainda vou tentar fazer-lhe uma visitinha!
EliminarUm abraço!