HUMANO
Humano, desse barro primitivo
Com o qual fui moldado de nascença,
Quantas vezes pergunto se estou vivo,
Se é realmente minha esta presença
Humano ser, passível de fraquezas,
Enfrentando os limites de quem sou,
Penso, por vezes, vir das profundezas
De um mundo qu`inda agora começou
Inquieto ser de gelo à beira-fogo,
Correndo como os rios que atravessei,
Subindo aos altos cumes do meu ser…
Se neste mar me afundo, se me afogo,
Foi nele que, em sobressalto, me encontrei
Quando era ainda tempo de escolher…
Maria João Brito de Sousa
IMAGEM RETIRADA DA INTERNET
ResponderEliminarTalvez que o Ser humano ainda seja
Bastante limitado entre outros Seres,
Que têm, mais que nós, outros saberes
Esteja essa gente lá... por onde esteja
Talvez toda esta guerra, esta peleja,
Na ânsia de aumentar sempre os haveres,
De o fraco subjugar aos seus poderes
Seja onde o que é mais forte, mais fraqueja...
E sem querer saber da equidade
(Com nosso assentimento na verdade)
Mesquinhos num pensar tão infecundo,
Talvez (ao receber o livre arbítrio)
Se julgue que isso é estragar o sítio
E não mereça a gente estar no mundo...
Beijinho
Joaquim Sustelo
Lindo, Joaquim! Caramba! Até estou envergonhada por não ter resposta pronta... deve ser ainda efeito do malvado comprimido para as alergias :))
EliminarPeço desculpa. Agora não foi por causa do comprimido :)) Fui mesmo posta na rua porque havia muitos utilizadores sem computador. Ainda tentei ir para o centro paroquial, mas a net não estava a funcionar...
Eliminaragora tenho mais uns minutinhos! Aqui vai:
Venha a morte chamar-me e eu direi: - Não!
Se tenho ainda tanto p`ra escrever,
Se tanto tempo eu estive sem viver,
Se tarde me encontrei, se só então
Entendi que dispenso essoutro pão
Que nos exige, sempre, obedecer
Se agora, enfim poeta, eu sei dizer:
- Antes alimentar-me de ilusão!
Eu, bicho-humano, um tanto ou quanto absurdo,
Feito do mesmo barro que os demais,
Mas tão teimosamente decidido,
Ingénuo – mas não burro – e nunca surdo
Aos apelos dos outros animais,
Declaro-me, aqui mesmo, agradecido! :)
Abraço grande!
EliminarNão sintas que me deves a resposta
Àquilo que eu escrever noutro poema!
Se o faço é porque a alma do teu gosta
E tento responder com o mesmo tema
Tivesse inspiração, a minha aposta
Seria responder-te por sistema;
(Seja minh'arte embora, ela suposta,
Um pouco aquém da tua... sem problema!)
Basta saber se leste e se gostaste
Que o tempo, só terás o "quanto baste"
Pra teres outras respostas sempre em dia
Virei de vez em quando ler-te aqui
Tal como busca a flor o colibri
Pois ler-te, linda amiga, é Alegria!
Beijinho
Joaquim Sustelo
Mas é uma honra para mim ter sonetos desta qualidade por comentário!!! A sério, Joaquim!
EliminarObrigada! Muito obrigada!