INCONSEQUÊNCIAS
Vieste e ofuscaste a transparência
Dos pátios de cristal do meu castelo
Com essa milenar inconsequência
Que traçaste em perfis de puro gelo
Desprezaste o melhor; esta eloquência
Da convicção guardada a lacre e selo
E tentaste arrancar-me à evidência
Destruindo-me a golpes de martelo
Jamais tiveste culpa e, se te acuso,
É puro desabafo… tudo passa
Como as nuvens que passam pelo céu.
Não tiveste a noção de um tal abuso,
Nem pudeste prever quanta desgraça
A tua inconsequência antecedeu...
Maria João Brito de Sousa
IMAGEM RETIRADA DA INTERNET
ResponderEliminarRespondendo às INCONSEQUÊNCIAS:
Pudesse eu ir a ti pé ante pé
Contar-te do que à volta me extasia,
Tivesse (como o mar tem a maré)
O dom de me abeirar de ti um dia...
... Fazer (sem te acordar) um tagaté
Dizer-te o que me encanta a poesia
Que escreves a mostrar o ser que é
Quem escreve tão suave, em melodia,
Farias um soneto diferente...
Dirias da alegria que se sente
Quando se encontra alguém que nos entende
Porém não tenho o dom que acima exponho;
E lê como se fosse algum meu sonho
Ou estados em que a alma se transcende...
Um beijinho
Joaquim Sustelo
Respondendo às INCONSEQUÊNCIAS:
ResponderEliminarPudesse eu ir a ti pé ante pé
Contar-te do que à volta me extasia,
Tivesse (como o mar tem a maré)
O dom de me abeirar de ti um dia,
Fazer (sem te acordar) um tagaté
Dizer-te o que me encanta a poesia
Que escreves a mostrar o ser que é
Quem escreve tão suave, em melodia,
Farias um soneto diferente...
Dirias da alegria que se sente
Quando se encontra alguém que nos entende
Porém não tenho o dom que acima exponho;
E lê como se fosse algum meu sonho
Ou estados em que a alma se transcende...
Um beijinho
Joaquim Sustelo
Caramba, Joaquim! Obrigada! É lindíssimo, o soneto! E eu que ando, há três dias, meia "atarantada" e desinspirada por causa de um malvado comprimido para a alergia! Mas se nascer uma resposta antes de segunda feira, eu ainda cá volto!
EliminarAbraço GDE!
Boa Tarde Maria João, este seu soneto está muito bonito como sempre.
ResponderEliminarÁs vezes acontece haver algo ou alguém que nos quer aniquilar ou apenas "ofuscar" a nossa existência, só que a maioria das vezes não conseguem, que é o seu caso, esse brilho que a Maria João "emana" ninguém o consegue "ofuscar"
Um bom fim de semana
Obrigada, minha querida amiga. Olhe que o meu brilho anda muito apagadito :)) os meus níveis de alergia dispararam e eu tomei um comprimido que me tinham receitado no Centro de saúde... nem queira saber! Ando a dormir em pé e garanto que só tomei um e já foi há três dias! Mas este malvado fica a fazer efeito durante muito tempo, é como as pilhas Duracell :)))
EliminarAbraço grande!
É um bonito soneto.
ResponderEliminarQue inconsequência é essa?
A imagem está lindíssima.
Abraço.
Olá, Vera. São tantas... tantas inconsequências que vamos praticando no dia a dia. Por vezes, agindo com boas intenções, acabamos por prejudicar os outros ou mesmo a nós próprios.
EliminarAbraço grande! Hoje vai ser um dia complicado porque vou entregar a ficha de inscrição da exposição de telas OEIRAS ACONTECE.
Oi poetisa, buona notte, sono ritornato...e tudo continua neste canto belo como prima...bacini.
ResponderEliminarObrigada, Peter! Só o fundo mudou :)) aquela pequena "filósofa" sou eu, quando tinha quatro anos.
EliminarBacini.
A inspiração continua intacta, para além das circunstâncias .
ResponderEliminarQuando se tem um dom é muito difícil perdê-lo
Um abraço.
Obrigada, meu amigo Artesão. Acontece, por vezes, negá-lo - ou tentar... - por circunstâncias da vida, mas ele acaba sempre por irromper. Sempre. Mesmo quando pensamos que já é tarde demais.
EliminarAbraço grande!
Belo soneto, que vai fundo aos amores e sentimentos idos e vividos.
ResponderEliminarEstava um pouco afastado da convivência poética, mas aqui é a minha casa.
Sinto o meu coração muito grande lendo estes versos.
Poeta irmão! Obrigada pelas palavras. Sinto-me grata por poder tocar os vossos corações.
EliminarUm grande abraço!