A PARTILHA


 


Quando um novo horizonte me chamava


Era nas coisas – todas! – que  sentia,


Que voava pr`a  ele, nele aterrava,


E que, depois, na volta, em mim trazia,


 


Pois sempre alcancei quanto desejava


E soube que jamais me afastaria


Daquelas – tantas... - coisas que encontrava


Nesse mundo longínquo que antevia.


 


Aonde quer que os olhos me levassem,


Desse pouco de mim que semeassem,


Brotava, de repente, uma outra ilha…


 


Meu corpo era fronteira, era embalagem,


E a ilha encantada era a voragem


Que a mim me devorava. Era a partilha.


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 04.08.2010 – 19.05h


 

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