A SIBILINHA


 


 


Olhei-te sem te olhar. Tu balançavas


As longas pernas sobre o velho muro


E, contemplando as nuvens, gargalhavas


Enquanto o dia se ia pondo escuro.





Depois veio o trovão, como esperavas,


- porque tu conhecias o futuro! –


E as águas dos céus, que comandavas,


Jorraram sobre ti, de modo impuro…





Assim te vi, assim te descrevi.


Talvez existas num qualquer lugar,


Talvez sejas tão só uma invenção,





Mas, existas ou não, já percebi


Que, a mim, só me interessava mergulhar


Na tua incomparável solidão…


 


 





Maria João Brito de Sousa – 10.08.2010 – 23.51h


 


 


 


IMAGEM RETIRADA DA INTERNET

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