PLANETA TERRA


 


Eis o velho planeta que habitamos,


Redondinho, a girar qual carrossel,


E nós, feitos bonecos de papel,


Tentando acreditar sermos seus amos…


 


 


Em verdade, porém, do que lhe damos,


Está-se ele a ressentir… damos-lhe fel


E sentimos, depois, na própria pele


O muito – tanto… - mal que lhe causamos.


 


 


É um pontinho azul no céu estrelado


Que, em tempos, também foi desabitado


E que, agora, está vivo e nos abriga;


 


 


Tem cuidado com ele - muito cuidado!-,


Porque, por vezes, fica tão zangado


Que nos descobre a falta e nos castiga!


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 23.08.2010 – 14.33h


 


 


IMAGEM RETIRADA DA INTERNET

Comentários

  1. Olá minha amiga

    Lindo soneto em homenagem ao noso planeta.
    É pena que nem todos o vejam como nossa casa acolhedora.
    E o castigo... é a Lei da Ação e Reação.
    O Planeta já não aguenta mais tanto lixo, tanta maldade, tanto, tanto e assim ele vai tocandosua vida e quando ele não aguentar mais... já não será pelo amor, mas pela dor.

    Abraço grande

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    1. É verdade, amiga... o planeta está cansado do nosso consumismo irracional. Esse sim, é irracional.
      Eu hoje não estou grande coisa. Entrei em crise de cólicas e estava a ver que não conseguia chegar até cá... :) mas sou teimosa. Decidi vir mesmo num estado mais ou menos imprestável... e ainda me nasceu, hoje, mais um soneto enquanto fazia festas ao Sigmund - o meu gato mais velho - para me consolar da má disposição :) Não sei explicar que estranha alquimia é esta, mas garanto que funciona!
      Abraço grande!

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  2. Olá já vi que já passou a "revolta" como se costuma dizer" dá forte mas passa depressa" e ainda bem porque há coisas que não vale a pena perdermos tempo com elas O soneto está lindo como sempre.
    Quando eu for reformada vou visitar os seus blogues todos, dei uma volta por alguns mas é demais para mim agora, a Maria João tem que trabalhar bastante para dar vida e alimentar estes seus"filhos "todos.
    Um abraço até amanhã.

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    1. Obrigada, amiga. Hoje estou ainda pior do que ontem, no que diz respeito às cólicas e à falta de força. De manhã nem consegui vir até cá e agora não me sinto muito segura... mas tomei Imodium , fui buscar um restinho de força, nem sei onde e decidi-me a vir publicar...
      Um grande abraço!

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  3. Bela homenagem à "Mãe Terra". E tão verdadeira. O homem deveria parar para pensar no "reverso da medalha" e que tudo o faz de errado mais cedo ou mais tarde sofre as consequencias.
    Beijinhos

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    1. Tal & qual...tal & qual...e com bons sonetos se avisa,do mal que se avizinha...gostei,e muito!

      Bj*

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    2. Olá, Fá! Vamos a ver se eu sei dar uma boa continuidade a este comentário... no estado em que estou, o melhor é agradecer-lhe por ele. Está tudo dito.
      Abraço grande!

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    3. Obrigada, Vítor! Eu sempre amei assim este planeta... é fácil fazer-lhe sonetos quando se sente este amor assim tão forte e tão sereno.
      Abraço grande!

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  4. GOSTEI DESTE SONETO ECOLÓGICO EM DEFESA DO PLANETA... O NOSSO PONTO AZUL, QUE ESPERAMOS CONTINUE AZUL POR MUITOS E BONS TEMPOS!

    BJS :)

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    1. ESPEREMOS QUE ASSIM SEJA, LEONOR! TEREMOS DE MUDAR MUITA COISA NOS NOSSOS COMPORTAMENTOS E NA NOSSA FORMA DE ENCARAR A VIDA... MAS EU ACREDITO QUE O CONSIGAMOS.
      EU ESTOU ATRAPALHADA HOJE, MAS ESPERO AINDA VOLTAR A VÊ-LA ESTA TARDE!
      BJO!

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  5. É amiga, ele nos castiga com tempestades, deslizamentos de terra, terremotos , fogo e tudo mais.
    O homem precisa mais olhar para a natureza e dela fazer poesia, pois é nossa mãe.

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    1. É sim, Poeta. Nossa mãe, nossa irmã... muito mais do que aquilo a que a temos reduzido, de uma maneira geral.
      Um grande abraço!

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  6. pois, isso é inteiramente verdade e não se deve fazer mal a uma senhora, quanto mais a uma mãe ! bacini.

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    1. :) Nem a uma senhora, nem ao nosso próprio berço, Peter...
      Não sei se vou conseguir fazer visitas hoje, amigo... estou num estado deplorável, mas vou tentar!
      Bacini!

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    2. melhoras rápidas e a boa disposição possível. apesar de ser mãe é imponderavel e injusta para muitos dos seus filhos. por uns pagam, os outros, talvez seja melhor expressão.
      para sermos livres, parece que tem que ser assim....

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    3. É verdade, Peter... mas ela não racionaliza. Esse é - ou deveria ser - um privilégio nosso. Ela limita-se a reagir da forma que pode e sabe...
      Bacio, amigo!

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