A DISSECAÇÃO
Enquanto, por aqui, for poetando,
Disseco isto que sou em mil pedaços
E, assim, serei feliz pois, dissecando,
Terei sempre ocupados os meus braços
Disseco um pouco mais - reinventando,
Por redefinição, estes meus traços -
E só muito mais tarde – eu sei lá quando!
Partirei à conquista dos espaços…
Por agora, ocupada como estou,
Sei lá se sei, sequer, dizer quem sou,
Antes de dissecar mais um pouquinho.
Depois descobrirei por onde vou!
Esta dissecação mal começou
E, em cada descoberta… outro caminho!
Maria João Brito de Sousa
IMAGEM RETIRADA DA INTERNET
Amei este poema da dissecação.
ResponderEliminarSerá o sapo que está dissecando?
Abraço
Ps. Enviei email convidando para acessar meu blog
Olá, Vera! Obrigada. Assim que responder aos comments e publicar os sonetos de hoje, vou ao teu blog!
EliminarAbraço grande!
Vera, desculpa mas não encontrei o teu mail... e estou a ficar com a pressão arterial demasiado elevada porque não consigo entrar naquele site da Segurança Social de que falei... não prometo nada a ninguém - nem a mim mesma! - até conseguir aceder ao bendito site! Se não ficar maluquinha na tentativa, claro :) Tenho mesmo de aceder para fazer prova da condição de recurso e... não dá! Mal entro - quando entro - fica indisponível!
EliminarBjo!
ciao,ciao,poetisa. Não é caminho fácil, isso não é , mas não há outro.
ResponderEliminarMuita saúde e bom fim de semana.bacio.
Boa semana, Peter! Eu penso que nenhum caminho que "valha a pena" pode ser fácil... mas há sempre qualquer coisa que vai inviabilizando os outros. É engraçado... há sempre um número incontável de variáveis na equação de uma vida. Ainda ontem à noite reflecti muito sobre isso.
EliminarBacini!
Tarde, tarde, mas cheguei. Hoje era uma espécie de vai ou racha. 2 meses, 2 meses foi o tempo que demorei a pôr tudo em dia. Mesmo assim só cheguei ao dia 25 (depois de passar pelas Liberdades poéticas que são muito do meu agrado) e sem ler os comentários onde ficava a par do que se ia passando consigo. Aperçebo-me dum problema de saúde mas sem ter a noção da eventual gravidade. Quanto aos poemas, olhe, querida Maria João, se lhe falhou a veia não dei por nada. Continuo a achá-los tão inspirados e bonitos como sempre.
ResponderEliminarAs suas melhoras.
Abraço GRD
:) Obrigada, Eva, mas a veia andou mesmo, mesmo muito fraquita, aqui há umas semanas atrás. É que os sonetos não me nasciam por mais que eu tentasse e... é escusado! Quando eles não me nascem espontaneamente é um péssimo sinal.
EliminarEu andava habituada a um ritmo de produção que, para o soneto clássico, é mesmo alucinante e, de repente, foi como se o "dom" se tivesse evaporado... mas voltou no fim de semana passado! :)
Abraço grande!