NEM SÓ DE MIM...
Porque nem só de mim te irei falar,
Não só do que senti, do que pensei,
Te apontarei os raios de luar
Nas rimas dos poemas que farei,
Porque talvez – quem sabe? – eu vá rimar
Sobre um milhão de coisas que nem sei
E chegue, qualquer dia, a dissertar
Sobre o que escrevo, além de quanto herdei…
Não leves muito “à letra” o que te diga!
Há dias em que acordo e só me intriga
A génese da Vida, nas razões
Que levam qualquer gato a nascer gato…
(... nesses dias sem medo, nem recato,
perco-me inteira em mil divagações…)
Maria João Brito de Sousa - 27.10.2010 - 15.18h
De facto, dizer assim
ResponderEliminarnão é que me perca ou me afadigue
sinto o poema em si
bem perto, (...) (por mais que me intrigue)(?)
Ah, ah, ah...
Vê...é o que me acontece quando quero usar rimas?!? Por mais que me solte a tentar "poetar" consigo usando rima... chego aqui ou ali e hei-de "empancar" no sentido, ou nas palavras!
Mesmo soltando-me ao ritmo e às palavras que se soltam não sei de onde, não consigo usar, ou fazer rimas...
É para poetas mesmo, Maria João!...
e acho espantosa essa sua capacidade de o fazer, assim, a cada dia, com seriedade e ironia, com verdade e humor.
Ah poeta, é espantoso
beijinho terno, nesta brincadeira para aliviar lembranças tristes.
Achei este seu soneto muito bonito
Isabel
:) Muito obrigada, Isabel. Eu vou estar muito pouco presente nestes próximos dias porque tenho hoje uma reunião e amanhã tenho de ficar em casa para abrir a porta ao senhor que vai - finalmente! - colocar a antena, mas vou tentar publicar, ainda, alguma coisa. Não posso prometer visitas... mas posso tentar :))
EliminarAbraço grande!