VELHOS DOCUMENTOS


VELHOS DOCUMENTOS


(A um postal da Andrée Crabbé Rocha)


*


Pr`além das minhas horas de mortal,


Na esquina fronteiriça e clandestina


Do que vos pode parecer normal,


Encontro quem, sorrindo, se aproxima,


*


Quem, ao chamar por mim, me não quer mal


Mas, nunca o entendendo, então assina


Um velho documento ou um postal


Que me transporta aos tempos de menina


*


Então desato as minhas negras tranças


E, deslumbrada, deixo-me levar


Por todas as palavras ali escritas


*


Poeta de cantar canções tão mansas


Como o são as cantigas de embalar


Ora inaudíveis, ora já prescritas


*


 


Maria João Brito de Sousa - 01.10.2010


*


 


"C`est surtout sur les choses que l`on ne peut ni voir ni toucher qu`il est important de se tenir en garde contre les écarts de l`imagination"


 


CONFUCIUS

Comentários

  1. Olá Maria João mais um lindo poema minha amiga. Estou um pouco triste porque resolvi escrever de novo para a Fábrica de Histórias e até tenho o meu texto no blog e ontem deixei o meu comentário no blog da Fábrica com o link e a minha participação e apagaram tanto o comentário a desejar melhoras como o que tinha deixado com o link . Pensei que fosse para todos mas parece que não é...paciência amiga. Era só porque tu tinhas dito que ninguém tinha escrito eu escrevi mas foi apagado. Bjs desculpa desabafar contigo sim?

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    1. Tudo bem, Fátima... mas eu não fazia ideia, sabes? Aos fins de semana não tenho acesso à net e só posso trabalhar em ficheiro. Experimentaste comunicar, por mail, a tua intenção de escrever? Eu fi-lo da primeira vez que escrevi para a Fábrica e não houve problema nenhum. Hoje estou hiper atrasada porque foi dia de hospital e só agora me despachei. Mal vai dar tempo para publicar.
      Abraço grande e experimenta escrever para a Fábrica.

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    2. Olá minha amiga Maria João! o problema não é esse é que a Maria Helena a gerente segundo me parece deve estar aborrecida comigo por causa do meu livro de Natal do ano passado. Sabes que fiz um livrinho que vendi e foi a Autores que o imprimiu e correu tudo bem só que uma das instituições que eu tinha tb para doar a parte do dinheiro que fiz com o livro desistiu á última da hora e eu avisei a Maria Helena só que ela mesmo assim mandou fazer os livros na mesma e no fim sobraram 20 livros eu não fiquei com eles claro. Tinha avisado por mail com tempo que a instituição não os queria e assim só vendi 50 á Ajuda de Mãe e angariei 100€ para ajuda das crianças. Faço isso no Natal para ajudar se quiseres ver é http :/ umsonhodenatal.blogs.sapo.pt
      e disse-lhe que não ficava com eles mas ao longo do ano ia comprando alguns o que aconteceu e até estava a pensar em comprar o resto este Natal para oferecer em conjunto com o que estou a fazer só que ela ficou muito chateada zangou-se comigo e eu deixei de escrever para a Fábrica mas ela disse que eu tinha sempre a porta aberta. Afinal agora vou para escrever e para lhe pedir depois os livros e ela apaga-me os comentários que deixei, apagou o meu link que dava para verem a história no meu blog que lá está ainda e fez um completo desprezo nem me atendeu o telefone quando tentei falar-lhe. Eu só quis que soubesses que eu tinha escrito e estava lá mas foi apagado. Tenho pena, mas pronto amiga desculpa desabafar contigo é que achei pouco elegante e feio. Se não queria que eu escrevesse tinha-mo dito pelo telemóvel e não assim. Bjs querida. Desculpa ter-te aborrecido com isto e as tuas melhoras. Bjs sim?

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    3. Não entendo, Fátima. Eu tenho a melhor das impressões da Maria Helena! Ela tem sido sempre de uma simpatia e paciência que jamais poderei pagar-lhe. Experimenta escrever um email pessoal a desfazer algum mal-entendido. Esta net é muito fértil em mal-entendidos, sabes?
      Um abraço e que tudo se possa resolver da melhor maneira.

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  2. Boa noite amiga Maria João,
    Mais um belo poema. Roubei-o.
    Uma abraço

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  3. Mas tu és mesmo uma menina linda, cheguei e deparei não só com um belo soneto, saudoso, terno, lembrando amigas e boas amizades, postaizinhos que trocávamos e líamos imensas vezes quando os recebíamos, para saborear o carinho que nos chegava. Mas já me deixei levar também p'la´melodia,
    queria falar-te da menina da foto, que eu penso que és tu, lindona e muito fotogenica.

    Beijo querida amiga, desejo estejas bem, e agradeço tua visita.
    rosafogo

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    1. Olá, Natália :) A menina sou eu, sim senhora. Sou eu a "enxergar-me", porque essa tem sido sempre uma preocupação minha, desde sempre :)
      A foto foi tirada na casa da Rua Luís de Camões, em Algés. A rua tinha imensos abrunheiros e eu sentia-me sempre muito ligada a eles... agora não tem nenhum... quando sei por isso fiquei triste, como se tivessem arrancado um pedacinho importante de mim, mas a casa ainda lá está e foi remodelada.
      Abraço grande!

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