SE EU PUDESSE...
Se pudesse mudar-me, eu mudaria
Esta parte de mim, feita de lodo,
Para remar em frente, com denodo,
Na contra-foz da minha teimosia…
Se eu pudesse, depois, renasceria
[hei-de morrer no fim, de qualquer modo…]
Sublime, na alegria com que apodo
A mesmíssima luz que então veria…
Seria tarde ou cedo? E saberia
Em que terra, em que mar despertaria?
Talvez seja melhor nunca saber!
[o lodo que eu julguei que me cobria
era apenas o sal da fantasia
que me trouxe a vontade de o fazer…]
Maria João Brito de Sousa – 09.11.2010 - 18.47h
Poeta... este está fantástico. Lindo! Cada vez gosto mais!
ResponderEliminarFantástico, mesmo!...
Abraço,
Isabel
Muito obrigada, Isabel! Têm estado muito intimistas, estes meus sonetos... :) É bom sabermos que outros gostam do nosso trabalho!
EliminarAbraço enorme!
Lindo! Maravilhoso. Um bj Maria João.
ResponderEliminar:) Olá! Estava agora mesmo a responder-te no Poetas da APP! :)) Obrigada e um abraço grande!!!
EliminarLindíssimo soneto!
ResponderEliminarMinha memória não anda lá muito boa à inspiração.
Saiu alguns, mas fraquinhos, simplesinhos. É o que ultimamente sei fazer.
Parece que já não tem "força interior" como tinha os de antigamente.
Abraço
Todos nós temos essas fases, Vera! Não te preocupes que acaba por passar... mas eu continuo sem conseguir aceder ao Re-nascer!
EliminarJá que estamos a "conversar", aproveito para te dar os parabéns pelo Prémio PT que o Chico Buarque ganhou com o seu "Leite Derramado". Confesso que nunca li nada dele. De há uns anos para cá, praticamente só leio o que "vem ter comigo" aqui ao blog... mas o meu dinheiro não dá mesmo para nada e não tenho grande mobilidade para me deslocar a bibliotecas.
Abraço grande!
Olá Maria João, que belo este seu soneto como sempre, a sua inspiração está em "alta"
ResponderEliminarUm grande abraço.
Obrigada, minha amiga! É curioso... ontem vinha para cá a pensar na Vera, do Re-nascer, e surgiu logo um comentário dela. Hoje estava a pensar em si, quando vinha para cá :)
EliminarEspero que tenha um feliz dia de S. Martinho!
Abraço grande!