TSUNAMI


Lembrei-me e foi depois de ter lembrado


Que me tentei esquecer do que sentia;


Cada vez mais me inundo em poesia


Por mais versos que vá pondo de lado.


 


 


“Poeta de um poema improvisado!”


E, cá por dentro, o riso contraria


Essa abstrusa versão; -“Não poderia


Noutro ofício qualquer ter-me encontrado!”


 


 


Foi como foi. Tão simples quanto o mar


Em que alguém naufragou sem se afogar…


E eu quero lá saber de mais razões!


 


 


Se um destes dias me volto a lembrar,


Volto a rir-me da onda, pra domar


O “tsunami” do mar das disfunções…


 


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa -  Fevereiro, 2011


 


 


 


Imagem retirada da internet

Comentários

  1. Boa tarde Maria João, que grande "remoinho" de palavras que está dentro do seu coração e todas a quererem sair ao mesmo tempo, não tem tempo para descansar se as quiser" apanhar" todas, não é verdade.
    Um abraço e um bom inicio de semana.

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    1. Olá, Idalina! Tem sido assim, tem... mas agora tenho a impressão de que as coisas estão a "estagnar" um bocadinho... é bem possível que eu tenha de fazer umas "férias" da escrita, minha amiga. Nunca, quando comecei o poetaporkedeusker, imaginei conseguir escrever tantos sonetos! Bem sei que alguns não terão uma qualidade por aí além, mas são sonetos clássicos, em decassílabo heróico - a esmagadora maioria - e eu tenho escrito sempre com a certeza de que, um dia, o ritmo teria de abrandar... pode crer que isto é muitíssimo mais cansativo do que a maioria pode imaginar e eu sinto que já estou a ultrapassar em muito as fronteiras do que é normal produzir... ainda não tenho certezas, mas é possível que venha mesmo a fazer umas feriazinhas... além do mais, as pontas dos dedos andam-me a "formigar" com saudades dos pastéis de óleo... olhe, é cedo para eu poder dizer alguma coisa, mas é possível que o blog vá descansar durante uns tempinhos. E já me estou a repetir nestas afirmações ainda cheias de dúvidas :)
      E há o problema das revisões; nunca cheguei a fazê-las por falta de tempo e, durante os primeiros anos, os poemas nem sequer foram assinados por mim... pensava eu que dizer "publicado por poetaporkedeusker" seria exactamente o mesmo que assinar o meu nome... e não é assim. Enfim, mesmo que entre numa fase de não produção de sonetos, terei muitíssimo que fazer e o termo "férias" vai ser um mero ornamento :))
      Um enorme abraço e obrigada!

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  2. Olha tu de férias...!!!???
    Só se uma "onda" te levasse.....
    Precisamos todos de ti nem que seja para mandar o teu cometa! Beijinhos!

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    1. Ainda não sei bem, minha Ligeirinha... mas sei que não fiz um único soneto durante todo o fim de semana e que me passou pela cabeça cortar não a dita cuja, mas, pelo menos, aponta dos cabelos... e isto, em mim, é estranhíssimo! Eu não ligo muito à simbologia aceite pelas maiorias, mas vou criando a minha e, esta cabeleira enorme, tem mesmo a ver com o poetaporkedeusker... não corto o cabelo desde o dia em que iniciei o blog, em Janeiro de 2008... é uma coisa muito minha e que não me aflige nada... muito pelo contrário. Mas posso estar ainda longe fazer férias e isso, no meu caso, significaria fazer revisões ao Poeta, fazer mais algumas visitas, tentar por ordem no meu correio do gmail, etc... não seriam férias de nada senão da criação de novos sonetos...
      Abraço grande!

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