NUM SÓ POEMA

 


 



Num só poema escrito com paixão,


Num só verso que nasça cá de dentro,


Numa frase qualquer que uma emoção


Tornou grafismo e foi gritada ao vento,


 


No estranho dedilhar desta tensão


Na grafia em que sou o que me invento,


Nesta sempre imparável compulsão


Em que me não sei dar, mas sempre tento,


 


Nos instantes ferozes e selvagens


Da magia insondável das imagens,


No aço laminado de um segundo


 


Em que me encontro além do infinito


E me esvazio toda num só grito…


Eu sou pr`além de mim; sou todo um mundo!


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 05.03.2011 – 17.30h


 


 


 


 


http://www.raizonline.com/radio/  É já amanhã, entre as 21 eas 23.00h, A LETRA E A MÚSICA  com LILIANA JOSUÉ.


Carregue no link acima e tenha uma boa noite de Poesia!

Comentários

  1. E entre o que somos e o que inventamos
    existem letras e frases
    que dentro de nós albergamos
    Sentimento escritos, passados
    como se fossem albuns desfolhados

    Somos nós
    em grafia compostas
    somos parte, somos resto
    somos vidas expostas

    :)

    Isto foi apenas uma brincadeira... falta o jeito!
    Bonito o poema... mesmo muito bonito. Parabéns!

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    Respostas
    1. Não falta jeito, não, Raquel! Não é só o soneto clássico que eu considero como poesia! Este é um blog para ele, s. clássico, mas tenho outros e gosto muito de outros tipos de poesia! Obrigada!
      Abraço!

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    2. A mim todos me parecem iguais, não distingo as diferenças na poesia... eu apenas tentei rimar e saiu aquilo.
      Já o sentimento que alguns poemas albergam, isso sim...

      Por vezes tenho de os ler, linha a linha para os entender, mas quando se percebe a lógica é dificil não se apaixonar pelo que dizem.

      Abraço!

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    3. Entendo perfeitamente e subscrevo, Raquel... no entanto considero que há formas poéticas que, por algum motivo, se ajustam mais a este ou àquele escritor. Eu sempre escrevi poesia e nem sempre utilizei a rima. Pode confirmar o que lhe digo através do meu blog http://liberdadespoeticas.blogs.sapo.pt/
      O que acontece é que de súbito, em 2007, senti uma enorme compulsão de escrever soneto clássico e, a partir daí, penso que a "fórmula mágica" passou a fazer parte do meu ADN :)) Escrevo sempre, mesmo quando decido parar para optimizar o muito que já está feito... e bem precisa! :)
      Um abraço!

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    4. :)) Parece que não dá para parar... :)) Acho que estes sonetos não têm "travão"...

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  2. Num só poema... tanto!
    E é para isso, como já lh disse e sei que sente que existem os poetas, e as palavras e essa compulsão de que precisamos para cantar todos os gritos que damos e não silenciarmos o mundo!
    ...só não concordo que não se saiba dar... Maria João... porque a acredito aqui INTEIRA e no gesto mais puro memso que como o Pessoa possa dizer-nos também que o poeta mente... mas diz o que muita gente sente e não sabe ou não consegue dizer!
    Gostei, uma vez mais.
    Preciso das suas palavras no desafio que hoje lancei no meu próprio post... é que agora sou eu que tenho vontade de deixar de calar alguma da minha "raiva" que também tenho.
    Um beijo muito amigo, e desculpe este pedido que habitualmente não faço.
    Sempre,
    Isabel
    Isabel

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    1. Vou já, já ao seu blog, Isabel!
      Obrigada pelas suas palavras! :)
      Beijinho!

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