VULNERABILIDADES
Falta-me outro luar que mal recordo
Mas vem iluminar, de vez em quando,
Essas noites de insónia em que eu acordo
Porque nem a mim mesma me comando…
Tu dizes que é tolice e eu concordo
Mas que posso fazer se em nada mando?
Se nem desta maçã, que agora mordo,
Serei mais do que quem a vai trincando?
Falta-me outro luar inexplicável,
Mais branco do que o posso descrever,
De uma brancura quase intolerável
Num silêncio pesado, inominável
Que nunca mais me deixará esquecer
Que mesmo ao que não há sou vulnerável…
Maria João Brito de Sousa
Olá poetisa, buona sera.
ResponderEliminarBacio.
Buon giorno, Peter :) Este tinha-me escapado...
EliminarLinda poesia, de excelente traço.
ResponderEliminarAdorei
:) Garanto que não tenho andado no meu melhor, R-de-rir, mas também sei que nunca sei quando vou estar no meu melhor... é um bocadinho como andar na corda bamba... :)
EliminarAbraço!