VULNERABILIDADES


 


Falta-me outro luar que mal recordo


Mas vem iluminar, de vez em quando,


Essas noites de insónia em que eu acordo


Porque  nem a mim mesma me comando…


 


Tu dizes que é tolice e eu concordo


Mas que posso fazer se em nada mando?


Se nem desta maçã, que agora mordo,


Serei mais do que quem a vai trincando?


 


Falta-me outro luar inexplicável,


Mais branco do que o posso descrever,


De uma brancura quase intolerável


 


Num silêncio pesado, inominável


Que nunca mais me deixará esquecer


Que mesmo ao que não há sou vulnerável…


 




 


Maria João Brito de Sousa

Comentários

  1. Linda poesia, de excelente traço.
    Adorei

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    Respostas
    1. :) Garanto que não tenho andado no meu melhor, R-de-rir, mas também sei que nunca sei quando vou estar no meu melhor... é um bocadinho como andar na corda bamba... :)
      Abraço!

      Eliminar

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