MARIONETA - sonetilho


Trago, nos restos de vida


Que a Morte não quis levar,


A memória interrompida


De um sonho complementar


 


Que ousou esgueirar-se à saída


Só para poder tentar


Banhar-se, de alma despida,


Na lucidez de outro mar…


 


Daqui vos ouço e vos leio


Na solidão protectora


Do que conquisto ao destino,


 


Sem timidez nem receio,


Agora, dona e senhora


Dos cordéis com que me animo…


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 29.06.2011 – 18.23h

Comentários

  1. Não deixes que a vida faça de ti uma marioneta :)
    Sê tu a dona de ti própria ^^

    Adorei Maria :D

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada, Paper! :)
      Hoje vou para o centro de saúde... não conseguirei vir até cá, da parte da tarde...
      Abraço grande!

      Eliminar
  2. “Poema de cordel”

    Eu já estou além de mim
    Tenho poesia a sobejar
    Por favor venham buscar
    Ou versos fazem um motim

    Temo pela sua segurança
    Que um verso descontrolado
    É bem pior que um tornado
    Mas depois chega a bonança

    Pois um verso apaixonado
    É também verso d’esperança
    Nunca viram um verso furioso

    Eu sei dum verso quebrado
    Quebrou-se numa mudança
    Tornou-se num verso jocoso.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. :)

      A poesia é maior,
      Muito maior do que nós...
      Veste as asas do condor
      Faz da nossa a sua voz!

      É, por vezes, cansativo
      Mas não dá pr`a desistir;
      Poema é aquele ser "vivo"
      Que à morte irá resistir!

      Em fúria ou apaixonados
      Os versos, de persistentes,
      Não podem ser controlados,

      Nem, jamais, aprisionados
      Pois são cada vez mais crentes,
      Livres e determinados!


      Abraço grande! :)

      Eliminar
  3. “Submarino e meio”

    Vamos pagar submarino e meio
    Com o nosso subsídio de Natal
    Santa Claus não nos leves a mal
    Temos que pagar este devaneio

    Peço-te que não fiques figadal
    Com nossos pedidos deste ano
    Um brinquedo chinês pr’o mano
    Uma vela pr’o resto do pessoal

    Nesta quadra vamos acendê-la
    Pedir um desejo com retroactivos
    Para que o esforço seja retribuído

    E antes que se apague esta vela
    Leva os gastadores compulsivos
    Faz com que o pilim seja restituído.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Agora muito a sério, Poeta amigo, tenho a impressão de que a contracção da economia vai ser de tal ordem que não há país que se aguente... e seguem os versos :)

      Fiquei muito solidária
      Com o corte do Natal
      Mas eu sou tão proletária
      Que nem ganho para tal...

      Porém o dia virá
      - e bem próximo, decerto -
      Em que nem isto haverá
      Neste povo a descoberto...

      A malvada retracção
      Desta nossa economia
      Em vias de nem ser nossa

      Ter-nos-á, todos, na mão
      Sem que haja uma mais-valia
      Que nos tire desta fossa... :)


      Abraço grande, jovem Camões!

      Eliminar
    2. Que comentários maravilhosos, pelo menos parece que a Poesia não vai pagar imposto, por isso vamos contiuar neste "tom" e tambem estamos a poupar nas palavras, já que os sonetos parece que levam mais.
      Um grande abraço

      Eliminar
    3. :) Olá, minha amiga Idalina! Conforme lhe prometi, avancei bastante no trabalho, mas ainda há coisinhas por terminar. Acho que sou demasiado meticulosa com aquilo que me proponho fazer e, agora que estou tão lenta que pareço "a morte em pé", tudo me leva mais tempo do que as obras de Santa Engrácia... mas que vai adiantado, vai!
      Tem razão! A poesia ainda não paga imposto nem taxas moderadoras e, eu e o nosso amigo Poeta Zarolho, vamos aproveitando :)
      O meu problema, neste momento, é que a análise ffoi inconclusiva e agora vou ter de "penar" durante duas semanas até poder repeti-la e ver porque é que ando com estas cólicas todas e a perder sangue na urina. Mas há-de passar, se Deus quiser. Só terei de ter paciência e aguentar mais um tempo este desconforto adicional.
      Um enorme abraço para si!

      Eliminar
  4. Cara amiga,
    Fico triste.
    Grande abraço

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada pela sua solidariedade, meu amigo Artesão.
      Como sempre acontece às segundas feiras, estou atrasadíssima mas farei o possível por visitá-lo ainda hoje.
      Abraço grande!

      Eliminar
  5. “Europa fora daqui”

    Que a Europa saia da Grécia
    Berço da nossa civilização
    Depois de tanta peripécia
    Que saiam sem levar tostão

    Se são os pais da democracia
    Não merecem lenta combustão
    Alimentada por esta economia
    Que lhes provoca indigestão

    Se das olimpíadas são os pais
    Por certo eles se reinventarão
    Antes que a Europa se esvaia

    E os gregos não possam mais
    Não precisam é de especulação
    Só precisam que a Europa saia.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. :) Olá, Poeta!

      Com a Grécia sufocada
      Com a corda na garganta
      Veremos, não tarda nada,
      Que a "ajuda" nunca foi tanta...

      E a Alemanha nem vê
      Que também há-de provar
      Dessa miséria que até
      Ao seu povo há-de chegar...

      Não vão ser fáceis, decerto,
      Os tempos que se aproximam
      Desta Europa consumida

      Por tão grande desconcerto...
      Mas, se os nossos versos rimam,
      Façamos versos à Vida! :)

      Abraço grande!

      Eliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

NAS TUAS MÃOS

MULHER

A CONCEPÇÃO DOS ANJOS - Em nove sílabas métricas