O FRUTO DO OVO


 Que pássaro voou? Que lume acende,


Neste terreno palco, uma vontade


Que não desiste nunca e se não rende


Enquanto não alcança a liberdade?


 


Que absurdo gesto nega e se não vende,


Que lágrima a sulcar-me esta saudade


Me traz quanta vontade aqui me prende?


E quem me diz a mim que isto é verdade?


         


Foi a asa de um anjo imperativo


Que, apontando este espaço onde me vivo,


Me pediu para olhá-lo desde os céus,


 


Ou o fruto de um ovo, aceso em chamas,


Trocando as tibiezas que proclamas


Por quanto eu não conheço e chamo Deus?


 




 


Maria João Brito de Sousa

Comentários

  1. Muito bom!
    Sabe bem via até aqui :)

    Hoje, sentes-te melhor? :)

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    1. :) Obrigada, PaperLife! Venho atrasada porque as coisas se me "complicaram" a nível das dores de barriga... e chegou o Prémio do Poesia em Rede! :)
      É a obra poética do Manuel Alegre numa lindíssima encadernação.
      Visito-te à tarde, está bem? Agora não vou ter tempo para nada..
      Abraço grande!

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    2. Mas já te sentes melhor hoje? :/
      Tens de tirar foto para eu ver :D Imagino como deves estar alegre ^^
      Visita-me quando puderes, não te preocupes ^^

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    3. Ah, tiro pois! Hoje não deu tempo, mas logo à tarde recorro à Webcam do 2008! :)
      Estou com cólicas... não é muito elegante dizer-se isto assim, em público, mas... estou mesmo!
      Beijinho!

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    4. Fico à espera :D
      Oh, espero que fiques melhor :/
      As melhoras :)

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    5. :( Vai ser só depois de amanhã... tinha-me esquecido do feriado de Oeiras... o centro vai estar encerrado e eu vou estar sem acesso. Mas há-de ser! E hoje parece-me que nem trago poema nenhum... trago só um textozinho meio maluco para o Contra Sensual... a minha cabeça anda a reclamar férias, sabes? Pode parecer estranho mas esta criatividade toda, também cansa... não percebo muito bem porquê, porque fico toda contente quando produzo muito... mas cansa mesmo e, volta e meia, a cabecita "apagasse-me" e não nasce nem um verso durante alguns dias... não nasce nem um verso e eu, sistematicamente, esqueço-me de tudo! :)) Ando, desde quinta feira, com a ideia de transferir, para a pen, uns ficheiros que tenho na cx de correio... acredita que chego sempre a casa e nem acredito que me esqueci outra vez! Mas esqueci mesmo. Ainda bem que te estou a falar nisto porque vou já, já buscá-los! è que nem digo mais nada senão esqueço-me outra vez...
      Abraço grande!

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    6. É o que eu digo, tens de começar a apontar tudo em post it's :P
      Vou já ao Contra Sensual ver :D
      E sim, por vezes também me sinto cansada, e por muita vontade que tenha de escrever, não consigo. Por isso sei como te sentes :)

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    7. :)) Eu nem acredito! Apanhei-te aqui quando ia ,exactamente, abrir o Contra Sensual! :) Estás a esquecer-te de que eu estou um verdadeiro pastel de nata ao sol? Ando devagarinho e, ainda por cima, esqueço-me das coisas que ia fazer :))
      Agora é que vai... digo eu... :)))
      Bjo!

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  2. Olá poetisa ! Que força de poetar.
    Tudo bem??? bacio.

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    1. :) Olá, Peter! Fisicamente nem por isso, mas consegui vir até cá... antes tarde do que nunca... digo eu :)
      Bacini e grazie!

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  3. Que trapalhada! Não tens cuidado!!!
    Beijos!

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    1. :) Já estou melhor, Ligeirinha! Da cabeça, claro, porque a barriga está piorzita... mas foi um dia excepcionalmente confuso, tens razão! Cheguei a enviar mails para mim mesma - dá para acreditar? - , esqueci-me de avisar o PER que já tinha chegado o prémio, perdi o relógio... eu sei lá! Mas hoje, embora lentíssima, estou bem.
      Beijo grande!

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